segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Maconha + Legalização ≠ Diminuição do crime organizado

do UNO DC

Embora as drogas sejam uma das principais fontes de renda do crime organizado, a descriminalização da maconha não deve enfraquecer facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. É o que diz Bo Mathiasen, representante dinamarquês da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes), da ONU (Organização das Nações Unidas)

O que ainda muito vigora na mente da população brasileira é a questão da liberalização de uma das drogas com alto índice de consumo, a Maconha. Muitos políticos importantes no Brasil apóiam a liberalização, pois, de certa forma, entendem que deveria ser algo de direito da população, e que só assim deixaria de ser um crime. Um argumento óbvio. Um deles foi um de nossos ex-presidentes da república Fernando Henrique Cardoso e o ex- ministro do meio ambiente Carlos Minc. Já outros argumentam sobre os riscos causados ao dependente, que além de adquirir uma deteriorização do corpo, acaba por comprometer aos que estão a sua volta, por ser mais um que participa e financia as organizações criminosas que atuam com este tipo de mercado.

Fumo do tabaco altera os genes

do Expresso

Investigadores estudaram o impacto do fumo do tabaco nos genes. E acreditam que, no futuro, será possível saber, com antecipação, que doentes virão a sofrer de doenças pulmonares, como o cancro.

"Não importa se está a entrar numa festa onde outras pessoas estão a fumar ou se fuma um cigarro por semana. Não importa o nível de exposição que tem, as suas células pulmonares sabem-no e estão a responder". O aviso é de Ronald Cristal, cientista no Weill Cornell Medical College, em declarações à "Time", que investigou o impacto do fumo do cigarro nos genes. E conseguiu provar, pela primeira vez, que tanto quem fuma um maço de cigarro por dia, como quem é apenas fumador passivo, sofre mutações genéticas e terá uma maior possibilidade de contrair doenças pulmonares, como o cancro.

Para provar que os genes dos fumadores passivos também estão a ser alterados, a equipa de Cristal testou todos os 25 mil genes já identificados, num grupo de 121 voluntários - fumadores e não fumadores. O objetivo era determinar quais dos genes estavam ativos e quais tinham sido "ligados" ou "desligados" em consequência do tabaco.

Os investigadores começaram por identificar 372 genes que estão ativos apenas nos fumadores. Depois, com base nos registos das análises dos voluntários quanto ao nível de nicotina, dividiram-nos em três grupos: fumadores com altos níveis de componentes associadas ao tabaco, não fumadores com baixos níveis desses componentes e um terceiro grupo com um nível de exposição intermédia.

Comparando os 372 genes nestes três grupos, os cientistas chegaram à conclusão que o grupo com baixos níveis de exposição ao tabaco partilhava 34% dos mesmos genes ativos que os não fumadores e 11% dos genes dos fumadores.

Estes resultados sugerem que as alterações genéticas sofridas entre os voluntários com baixa exposição ao fumo do tabaco (alguns destes eram apenas fumadores passivos) eram semelhantes às dos fumadores. E estas alterações poderiam representar os primeiros passos moleculares em direção ao cancro do pulmão, explica a "Time". Só não houve ainda tempo suficiente para acompanhar os voluntários de modo a ter dados que confirmem esta tese.

Segundo Cristal, esta descoberta poderá vir a ajudar os médicos a despistar os doentes que terão mais probabilidade de vir a desenvolver doenças pulmonares, como o cancro do pulmão, em consequência da exposição ao fumo do tabaco.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Museu no México exibe artigos de luxo do tráfico de drogas

do O Dia Online

Cidade do México (México) - Armas de platina incrustadas com diamantes, celulares banhados a ouro, cadeiras e medalhas que pertenciam a cartéis de tráfico de drogas no México estão expostas à visitação pública. Os artigos luxuosos podem ser vistos em um museu da Secretaria de Defesa Nacional, na Cidade do México. As informações são do site Norte Digital.Pistolas banhadas a ouro com inscrições gravadas à mão são expostas no museu | Foto: Reprodução da Internet

O local possui várias salas onde são explicados a origem e o desenvolvimento do narcotráfico no país. A partir do museu, autoridades também pretendem sensibilizar funcionários públicos para que eles não se corrompam participando das organizações criminosas.

O museu foi fundado em homenagem aos soldados que morreram no combate ao tráfico de entorpecentes. Segundo o Capitão de Infantaria, Claudio Montana, 694 militares morreram desde 1976 durante operações de combate às quadrilhas. De acordo com Montana, o México deixou de ser o maior produtor de maconha, perdendo para os Estados Unidos.

Tabaco mata um milhão de pessoas por ano na China

do Diário Digital

O número de chineses mortos anualmente por doenças relacionadas com o tabaco poderá chegar aos dois milhões em 2025, mais de o dobro do que atualmente, alertou esta sexta-feira a imprensa oficial.

País mais populoso do mundo, com quase 1350 milhões de habitantes, a China é também o que tem mais fumadores: cerca de 300 milhões. Entre os homens, o número diminuiu três por cento ao longo da última década, mas a percentagem de mulheres fumadoras subiu em igual proporção, disse um responsável do Centro chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças.

Segundo o jornal China Daily, cerca de um milhão de chineses morrem por ano por doenças relacionadas com o tabaco e os casos de cancro, sobretudo os pulmonares, «estão constantemente a aumentar».

Diário Digital / Lusa

Maconha terapêutica no tratamento do pior tipo de câncer de mama

do Sem Fronteiras

1. Segundo levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Complutense de Madrid referentes a câncer em mulheres, os tumores de mama representam 30% dos diagnósticos.

O grande problema, segundo os cientistas envolvidos na  pesquisa,  é que em um terço dos tumores de mama estão presentes os chamados receptores ErB2. Vale dizer: tumores dos mais agressivos e, com relação à portadora, a causar poucas chances de sobrevivência. Em especial, “quando encontradas células pouco diferenciadas, extremamente invasivas  e em condições de se multiplicarem abundantemente”.

A resposta aos tratamentos convencionais é insuficiente, sempre segundo os pesquisadores.

O emprego de anticorpos monoclonais contra os ErB2, última novidade no tratamento, não alcançou resultado  positivo em 75% das pacientes. E em 15% das que conseguiram resposta ao tratamento houve desenvolvimento de metástases.

Brasil e Paraguai querem combater plantio de maconha

do Correio Braziliense

Brasília – Os governos do Brasil e do Paraguai intensificarão a parceria para um acordo destinado a combater o plantio de maconha na região fronteiriça. A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e a Polícia Federal brasileira e o Ministério das Relações Exteriores e autoridades de segurança paraguaias comandarão as ações. A proposta é substituir as plantações da erva por culturas alternativas.

Inicialmente, deverá ser colocado em prática um projeto piloto para um grupo de agricultores da região. A ideia é estimular o plantio de culturas alternativas, em substituição à maconha, e paralelamente repassar um apoio em bônus para os trabalhadores rurais que estavam envolvidos com atividades ilegais. O projeto ainda está em fase de elaboração.

"Temos a obrigadação de cooperar”, afirmou César Aquino, da Senad. Segundo ele, de 80% a 85% da maconha cultivada no Paraguai são remetidos para o Brasil, daí a necessidade de uma parceria no combate ao plantio da droga.

Aquino foi até cidade de Foz do Iguaçu (Paraná), que faz fronteira com o Paraguai. Ele se reuniu com representantes dos ministérios das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai, além de policiais dos dois países.

O representante da Senad lembrou que um projeto semelhante ao sugerido foi implantado em Foz do Iguaçu, na região da Itaipu Binacional, quando houve apoio social para retirar os agricultores de atividades ilegais. "Queremos nos unir à política do presidente [paraguaio], Fernando Lugo, e avançar nesta realidade”, afirmou.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fumar ainda é muito comum nos filmes de Hollywood, diz relatório

da Globo.com

WASHINGTON (Reuters) - O número de filmes norte-americanos que mostram pessoas fumando caiu desde 2005, mas o cinema ainda oferece muito espaço ao cigarro e pode influenciar jovens a começar a fumar, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira.

Os autores do estudo recomendaram que a classificação etária dos filmes também passe a considerar se há pessoas fumando em cena, e sugeriram que os filmes com personagens fumantes sejam precedidos de um anúncio forte alertando sobre os malefícios causados pelo uso do tabaco.

"Os resultados desta análise indicam que o número de incidência de tabaco teve pico em 2005, depois caiu quase pela metade em 2009, representando a primeira vez que um declínio dessa duração e magnitude foi observado", disse a equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, da Universidade San Francisco e de outras instituições.

"Entretanto, quase metade dos filmes populares ainda continha imagem de tabaco em 2009, incluindo 54 por cento dos filmes liberados para crianças acima de 13 anos, e o número de incidentes foi mais alto em 2009 do que em 1998", acrescentou o estudo.

Os pesquisadores contaram cada vez que um fumante aparecia nos filmes mais populares entre 1991 e 2009.

"Esta análise mostra que o número de incidência de tabaco aumentou fortemente após o acordo de 1998 entre o ministério público e as grandes companhias de cigarro, no qual as empresas se comprometeram a acabar com os anúncios das marcas", disse o documento.

Segundo os pesquisadores, a associação de cinema dos EUA não se empenhou o bastante para combater a presença do tabaco nos filmes, mas alguns estúdios tiveram atitudes voluntárias, como o Viacom, cujos filmes indicados para jovens não poderiam ter cenas com cigarro a partir de 2009.