terça-feira, 8 de junho de 2010

Políticos holandeses propõem liberalização das drogas para combater a crise

do Economico

A proposta é polémica mas recolhe o apoio de juristas, professores universitários e especialistas em estupefacientes.

Um grupo de políticos holandeses, em vésperas das eleições no país, propõe que a legalização das drogas leves seja alargada à cocaína, ao ecstasy e até à heroína, para aliviar o défice orçamental.

Um comércio controlado da droga traria milhões aos cofres do Estado, ao mesmo tempo que acabaria com o crime organizado, alegam os defensores da proposta, entre eles os ex-ministros da Defesa e da Saúde da Holanda, Frits Bolkestein e Els Borst que calculam que as operações policiais, as penas de prisão, a lavagem de dinheiro e muitas outras consequências da proibição das drogas custam ao Estado 15.750 milhões de euros por ano.

Los Angeles fecha 440 lojas que vendem maconha de uso medicinal

do G1

Nova lei municipal endurece regras para funcionamento das 'pot shops'. Moradores reclamam que elas têm mais fins recreativos que medicinais.

Segurança em frente a loja que vende maconha medicinal nesta segunda-feira (7) em Los Angeles, no estado americano da Califórnia. As autoridades afirmaram ter fehado cerca de 440 lojas nesta segunda. Elas estão sujeitas a multa e a responder a processo criminal se continuarem abertas. (Foto: AP)

Civil prende um dos maiores traficantes de maconha do Rio

do O Dia Online

Rio - A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira, que um dos maiores traficantes de maconha do Rio de Janeiro foi preso. A captura de Luiz Roberto Rios foi realizada na noite de domingo por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).

O traficante vinha de São Paulo para o Rio para negociar mais um carregamento de maconha. Luiz Roberto será apresentado na sede da delegacia, localizada no Andaraí, a partir das 14 horas.

Maconha: primeiro passo para o mundo das drogas?

da Rede Bom Dia

Dentro de um bosque, escondida por entre as árvores, há uma porta amarela e um lembrete: “Quando abrir a porta você encontrará um mundo fantástico e cheio de sensações surpreendentes. Mas, não entre. Pode ser perigoso”. Qual o limiar entre a curiosidade e os perigos que o desconhecido oferece?

Essa curiosidade é apontada como principal motivo pelo qual as pessoas embarcam no mundo das drogas. Doses repetidas de prazer contidas em substâncias que, apesar de ilícitas, são facilmente acessíveis, é o principal motivo pelo qual as pessoas continuam nesse mundo.

O psicólogo especializado em dependência química, Cláudio Salviano, relata: “Tenho uma paciente que  aos 60 anos se tornou viciada em craque. Ela nutriu uma curiosidade de usar drogas por toda a vida, mas quando experimentou, ficou viciada”, diz.

O caminho que uma pessoa faz da primeira experiencia com a droga até tornar-se um dependente químico passa por estágios de diferentes intensidades.  Esse primeiro contato se dá normalmente pela maconha.

“A maconha é uma muleta para as outras drogas.  Ela dá uma viagem e a pessoa cria o desejo de sentir cada vez mais a mesma viagem. Com o tempo ela vai criando uma tolerância e precisa de outras coisas para viajar.”

Não existe benefício no uso

Cláudio Silva explica ainda que a maioria da maconha consumida hoje é misturada com outras substâncias, o chamado “mesclado”: “Assim, com a própria maconha a pessoa já pode estar tendo seu primeiro contato com o craque, por exemplo”.

O novo público da indústria do tabaco

do VIVAcidade

A indústria do tabaco agora recruta entre as mulheres, especialmente as adolescentes, para repor os mais de cinco milhões de consumidores que morrem prematuramente por ano de câncer, ataques do coração, enfisema, asma e uma infinidade de doenças derivadas do tabaco. Diante da ofensiva das empresas do setor, a Organização Mundial da Saúde agita a bandeira vermelha e dedicou o Dia Mundial Sem Tabaco 2010, celebrado ontem, à oposição a essa campanha.

O diretor do programa da OMS Iniciativa Libertar-se do Tabaco, Douglas Bettcher, disse que o círculo vicioso em que se movimenta a indústria faz com que esta necessite de uma renovação permanente de suas reservas de futuras vítimas. Por isso, na última década, as companhias se dirigem aos países de baixa e média rendas, onde buscam novas populações entre as mulheres jovens, explicou.

A OMS alertou que os fabricantes de cigarros ampliam com agressividade suas campanhas de mercado com mensagens dirigidas às mulheres para aumentar o consumo em regiões do mundo, como África e sudeste africano, onde a taxa de consumo é bastante baixa. O mercado potencial de consumidores entre os homens está muito perto da saturação, pois já chega a 40% da proporção de homens fumantes no mundo. Por outro lado, o mercado feminino está praticamente virgem, pois é de apenas 9%. Em uma visão mais ampla, o total de fumantes chega a um bilhão de pessoas, das quais 200 milhões são mulheres.

Efeito colateral: morte

da Gazeta do Povo

Em seu terceiro encontro com a morte, Aranha descia a Serra Gaú­cha rumo a Caxias do Sul. Súbito, apagou e sonhou que dirigia a carreta com as luzes apagadas. Deses­perado, acendia e apagava os faróis. Acordou num golpe de sorte – diz ele que tocado por Deus –, antes de se espatifar num precipício ou levar o carro que vinha pela frente. Acabava em pesadelo o efeito do Desobesi, um dos medicamentos à base de anfetaminas usados por caminhoneiros para forçar a insônia. Diante dos efeitos já fracos, ele está prestes a se somar aos colegas que trocaram o rebite pela cocaína para ficar mais tempo acordado na estrada. Só estará trocando um problema por outro maior.

Eles são muitos, só têm a Lua por companheira e estão sempre em luta contra o tempo. O Brasil tem 2,5 milhões de caminhoneiros, 700 mil deles pegam a estrada todos os dias tendo às mãos mais de 40 toneladas. Levam na carroceria 6% do Produto Interno Bruto do país, mas deixam no asfalto as marcas de uma tragédia expressa em números. Pelo menos um terço deles costuma dirigir sob efeito de drogas lícitas ou ilícitas, recurso cada vez mais usado para fazer render a viagem para compensar o baixo preço do frete e o exíguo prazo de entrega. O trecho é longo e o tempo, escasso. De cara limpa seria impossível cumprir a missão.

Rascunhos do futuro: epidemia de crack já provoca evasão escolar e até a morte de alunos

do Globo

Ruben Berta e Sérgio Ramalho

RIO - Há pouco menos de um mês, um menino tímido, de 6 anos, com uma pequena marca de pontos na mão direita, não é mais visto na escola onde estudava, na Zona Oeste, numa região controlada por milicianos. Pela segunda vez em dois anos, ele teve de trocar de colégio e de casa. Um tio, de apenas 11 anos, também aluno da mesma unidade, matou a facadas um adolescente de 16 anos durante uma briga. Os paramiltares não permitiram mais a presença da família na comunidade. No terceiro dia da série de reportagens "O x da questão: Rascunhos do Futuro", que retrata o desafio de educar em áreas de risco no Rio, O GLOBO mostra como a violência é responsável por criar um verdadeiro êxodo de estudantes. Outro aspecto é a epidemia do crack, que também já começa a provocar evasão nas escolas da rede municipal de ensino.

Nas 150 Escolas do Amanhã, unidades da prefeitura localizadas em áreas de risco, a evasão ainda é um problema maior do que no restante da rede. Em 2009, o índice foi de 4,69% enquanto nos outros colégios foi de 3,19%. Aproximadamente cinco mil alunos abandonaram as salas de aula ano passado nas escolas afetadas diretamente pela violência.

(o crack pode se tornar a maior causa de evasão escolar em áreas de risco?)

Na mão, uma marca de tiro

A adaptação do menino de 6 anos na escola em que estudava na Zona Oeste já não tinha sido nada fácil. Em tão pouco tempo de vida, ele carrega uma história que vai além da pequena cicatriz que tem na mão. A marca dos pontos não é apenas o que ficou de um tiro, disparado por bandidos, também na mão de sua mãe. Há pouco menos de dois anos, o garoto já tinha sido obrigado a se mudar porque a mãe dele tivera problemas com os criminosos da favela onde morava.

História da nomenclatura enteógena

do Enteógenos.org

A compilação de citações abaixo é um ótimo histórico de como e por que foi necessária a criação da palavra "enteógeno".

O original em inglês pode ser lido no site do Council on Spiritual Practices.

Sobre a nomenclatura para substâncias similares à mescalina e por que isso importa

compilado por R. Jesse

1957:

Tenho tentado encontrar um nome apropriado para os agentes em questão: um nome que incluirá os conceitos de enriquecer a mente e expandir a visão [de mundo]... Minha escolha -- por ser clara, soar bem e não estar contaminada por outras associações -- é "psicodélico", manifestador da mente. [destaque adicionado]

-- Humphry Osmond, "A Review of the Clinical Effects of Psychotomimetic Agents," Annals N.Y. Acad. Sci., 14 de março de 1957

Outros significados:

As lâmpadas cônicas contém um fluído aquoso e a "lava". Quando a "lava" é aquecida, ela se torna menos densa e sobe, então esfria e escorrega de modo psicodélico até o fundo.

The New York Times, "In Kitsch, a Solution", 13 de janeiro de 1998

Mas, como parentes distantes de outros países, minhas barbies de Nova York nunca encontraram suas irmãs suburbanas. As meninas do meio oeste estão um pouco datadas, ainda cobertas com calças e blusas psicodélicas e cabelo estilo Jackie Kennedy.

The New York Times, "Barbie Moves to the Village", 5 de abril de 1998

[o artigo original contém outros exemplos de uso da palavra "psicodélico" pela mídia, sem conexão com o sentido original]

1967:

Hoje, a palavra "psicodélico" é tão conhecida que já é usada na publicidade. Mas seu significado ficou mais obscuro enquanto sua fama aumentou. O que é psicodélico? Um estilo para letras em pôsters? A pulsação ensurdecedora de uma banda de rock? Efeitos caleidoscópicos de luzes que cansam os olhos? Ou absolutamente qualquer coisa que alguém queira vender?

As modas psicodélicas vão passar, e a palavra "psicodélica" talvez vá com elas. Ela pode ter perdido sua capacidade de se referir a um elusivo e precioso estado de consciência. Diga "psicodélico" e você ouve a voz eloquente do vendedor, o tom hipócrita do charlatão, a tagarelice racionalizadora dos desperdiçadores sem-propósito.

Mas isso não é o que Humphry Osmond queria dizer com a palavra. "Psicodélico" era uma boa palavra. Uma sociedade doente degenerou a referência e, assim, o nome. Precisamos de um novo nome e um novo conceito.

Lisa Bieberman, "Phanerothyme: A Western Approach to the Religious Use of Psychochemicals" (Cambridge, MA: Psychedelic Information Center, 1968)

Sul-africano morre durante voo após ingerir cocaína

do Estadão

RECIFE - O sul-africano Louis Hendrik Odendaal, de 32 anos, morreu, na madrugada de hoje (6), dentro de um avião quando sobrevoava o espaço aéreo pernambucano. O vôo da empresa alemã Luftansa ia da Argentina para a Alemanha, quando o passageiro passou mal, obrigando os pilotos a fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, por volta das 3 horas da manhã.

De acordo com informações da Polícia Federal de Pernambuco, foram localizadas 104 cápsulas de cocaína dentro do estômago do sul-africano. A perícia tanatoscópica realizada por peritos do Instituto de Medicina legal (IML) concluiu que uma das cápsulas engolidas pelo homem havia se rompido, provocando sua morte. Ainda segundo os peritos, as cápsulas estavam acomodadas no intestino e no estômago do passageiro.

Em relatos feitos à Polícia Federal, passageiros e tripulantes afirmaram que antes de desmaiar, Louis estava suando e tremendo e que teria pedido ajuda alegando estar passando mal, com dores no estômago e falta de ar.

O resultado final da perícia que apontará a causa da morte deve ser concluído na próxima semana e encaminhado para a Polícia Federal, responsável pela instalação do inquérito policial. A representação consular da África do Sul no Brasil será formalmente informada sobre o incidente. A bagagem do passageiro passará por uma perícia da PF na tentativa de encontrar pistas sobre os responsáveis por sua contratação para o transporte da droga e quem iria comprá-la.

Nos últimos cinco anos, o número de pessoas presas envolvidas com o tráfico internacional de drogas em Pernambuco tem crescido. Esta é quinta apreensão de drogas feita pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional dos Guararapes nos primeiros seis meses de 2010. Neste período, cinco pessoas foram presas e identificadas como tendo nacionalidade búlgara, paraguaia, filipina, grega e sul-africana. Ao todo, foram apreendidos 13,9 quilos de cocaína. Em 2009, a PF prendeu 19 pessoas por tráfico internacional de entorpecentes no Aeroporto Internacional dos Guararapes. Destes, 10 eram estrangeiros (cinco espanhóis, um islandês, duas romenas, uma nigeriana e um argentino) e nove eram brasileiros. Durante o ano foram apreendidos 69,9 quilos de cocaína.