quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A maconha para uso medicinal

 do Site da Vereadora Mara Gabrilli

Prescrever ou não a maconha? A edição de abril da Revista New Mobility traz uma matéria completa sobre o uso da maconha como medicamento, abordando também as questões legislativas e os benefícios já relatados sobre o uso da planta como remédio. Confira a reportagem na íntegra traduzida exclusivamente para o site da vereadora Mara Gabrilli.

Prescrever maconha ?

Desde seu acidente em 1990, Mark Braunstein, um paraplégico parcial, tem vivido sozinho em uma  casa no campo em Connecticut – cuidando  de sua casa, lavando suas roupas, plantando um jardim e cozinhando – tudo isso enquanto se sustenta com seus próprios recursos, provenientes de sua atividade como escritor e bibliotecário de escola. Porém, sua paixão em plantar vegetais não é sua única atividade de jardinagem. Desde 1991, Braunstein tem fumado meio grama de maconha de sua própria plantação (mais ou menos um cigarro) toda noite depois do jantar. Sem seu baseado noturno, ele diz que não seria capaz de usar suas muletas para andar na sua casa, porque os espamos fariam com que suas pernas saíssem de seu controle. Ele tampouco seria capaz de dirigir sem o comando manual (aceleração nos carros de paraplégicos é feita através de uma alavanca controlada pelas mãos), pois sua perna errante faria seu carro derrapar para fora das ruas. “ “Não foi apesar da maconha que eu me mantive produtivo”, ele diz, “ mas sim, por causa dela”.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A idade da pedra

do Zero Hora

Rodado em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, o filme A Idade da Pedra mostra como a droga pode mudar a vida de qualquer um. A produção pretende ir bem além das salas de exibição: o longa-metragem promete chocar o espectador e provocar reflexão.

Professores de música, policiais, usuários e um empresário. O filme, que será lançado no próximo sábado, conta apenas com personagens sem nome. Desta forma, a trama pretende fazer com que o espectador se identifique com a história e reflita sobre as consequências do consumo do crack. A trama apresenta pessoas com trajetórias diferentes que se entrelaçam ao longo da história.

Esta é a segunda produção da Companhia Afro-Cena sobre os perigos das drogas – em 2008, foi lançado o filme 360.

– Geralmente, os projetos de prevenção às drogas são muito locais, mas com as produções em vídeo nós atingimos público de outras regiões. O 360 nos deu ânimo para um novo trabalho – conta o diretor e roteirista Sérgio da Rosa.

Em A Idade da Pedra, o enredo trata de uma operação policial que empresta o nome à produção. O roteiro traz cenas de violência, romance e convivência familiar.

– O cenário é esse mundo sombrio, onde vivem as pessoas envolvidas com as drogas, mas queremos mostrar a importância dos valores – conta Rosa.

Muitos atores que serão vistos no filme estreiam à frente das câmeras. A produção amadora contou com a atuação voluntária de moradores da comunidade.

– O mais incrível foi ver que eles se entregaram de verdade – diz o diretor.

leticia.mendes@zerohora.com.br

Letícia Mendes

Maconha, porta de saída?

do Zero Hora

A epidemia de crack é um dos fenômenos mais sérios na interface entre saúde pública e segurança. O que a faz particularmente grave é a reconhecida dificuldade de superar a dependência química. Pois bem, a Universidade Federal de São Paulo realizou pesquisa com 50 dependentes químicos de crack que foram submetidos a um tratamento experimental de redução de danos. Sob a coordenação do psiquiatra Dartiu Xavier, o grupo foi tratado com maconha. Daquele total, 68% trocou o crack pela maconha. Ao final de três anos, todos os que fizeram a troca não usavam mais qualquer droga (nem o crack, nem a maconha). Anotem aí: todos.

Imaginei que, com a divulgação destes resultados por Gilberto Dimenstein, na Folha de S. Paulo em 24 de maio, haveria grande interesse sobre o estudo. Nada. A resposta ao mais impressionante resultado de superação da dependência de crack no Brasil foi o silêncio. O uso medicinal da maconha tem sido admitido em dezenas de países, inclusive nos EUA. Por aqui, o tema segue interditado pela irracionalidade. É evidente que o consumo de maconha pode produzir efeitos danosos. Sabe-se que o abuso pode conduzir o usuário a problemas de concentração e memória e que em determinadas pessoas o uso está correlacionado à precipitação de surtos esquizofrênicos. Daí a criminalizar seu consumo e impedir experiências destinadas ao uso medicinal vai uma distância que tende a ser percorrida pela intolerância e pelo obscurantismo.

"O petista dessa eleição sou eu", declarou Plínio de Arruda

do Terra

Em entrevista concedida ao Terra na manhã desta segunda-feira (2), o candidato à presidência pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, disse considerar importante a existência do Partido dos Trabalhadores no cenário nacional. "É a primeira grande tentativa do povo de ter o seu partido", afirmou o candidato, que contribuiu para a fundação do PT.

Para Plínio, há muitos petistas sérios que se sentem frustrados. "Eu encontro com eles na rua e é uma cordialidade total, porque eles sabem que o petista dessa eleição sou eu", revelou.

Embora tenha se colocado ao lado do partido de Lula, o candidato do PSOL alfinetou Dilma Rousseff, e também os candidatos José Serra e Marina Silva. "Eles não vão produzir propostas que digam respeito aos problemas reais do povo brasileiro. É um discurso só. Uma mesmice", disse Plínio. "Se eu tivesse os mesmos recursos que eles, os índices de pesquisa estariam bem diferentes".

O candidato respondeu também a perguntas polêmicas enviadas pelos internautas, como, por exemplo, sobre a liberação da maconha. "A proibição da droga está dando pretexto para que a polícia exerça um controle violento e criminalize a juventude, sobretudo a juventude negra", afirmou Plínio, que se disse favorável à liberação das "drogas culturais", como é o caso da maconha.

Por ser católico, Plínio de Arruda se disse contra o aborto e o casamento entre homossexuais. Apesar da reprovação, revelou que pretende permitir essas ações. "Quando eu me candidato a um cargo público, não posso impor a uma sociedade plural um tipo de comportamento que está ligado a uma concepção religiosa", explicou.

A atuação do Movimento dos Sem Terra também foi defendida pelo candidato do PSOL à presidência. "Depois da abolição da escravatura, o MST foi o movimento cívico mais importante do Brasil". Plínio afirmou que o MST civiliza o embate e arriscou dizer que se o movimento não existisse, teríamos vários pontos de guerrilha espalhados pelo país.

Cigarros têm metade do tabaco e mais químicos

do Diário de Notícias

Os cigarros actuais têm metade do tabaco vegetal do que aqueles que se fabricavam há 40 anos, sendo-lhes adicionados centenas produtos químicos para os tornar mais apelativos para os jovens e aumentar o poder viciante da nicotina. Esta a conclusão do Comité Nacional para a Prevenção do Tabagismo (CNPT) espanhol num relatório hoje divulgado pela agência EFE.

O relatório reflecte um estudo do Comité Científico para a Identificação dos Riscos Emergentes para a Saúde Pública, da Comissão Europeia, que avalia o uso de aditivos no tabaco com o objectivo de aumentar o vício.

'A indústria tabaqueira adiciona aos cigarros entre 400 a 600 substâncias químicas', escreve a CNPT. Estes químicos servem para dar a cada marca o seu sabor próprio, mas através da combustão transformam-se em elementos por si só prejudiciais à saúde.

A CNPT exemplifica: os açúcares adicionados aos cigarros para lhes dar sabor convertem-se, após a combustão, em acetaldeído, um produto químico que 'é viciante por si mesmo e que aumenta o poder da nicotina'.

Outra substância também utilizada pelos fabricantes é o cacau cujo fumo, após inalado, tem um efeito dilatador nos brônquios, o que 'facilita o trânsito dos vapores da nicotina nos pulmões', que assim chega com mais facilidade ao sangue, ainda segundo a CNPT citada pela EFE.

Pesquisadores avaliam sucesso das campanhas contra o fumo

do Diário da Saúde

No Brasil, 200 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da exposição aos produtos do tabaco, sendo o tabagismo a principal causa de morte evitável e fator de risco para seis das oito doenças que mais matam, dentre elas infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, doenças pulmonar obstrutiva crônica e tuberculose.

Com base na necessidade de reforçar ainda mais as advertências contra o uso de produtos derivados do tabaco, pesquisa publicada por pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal Fluminense (UFF) e Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) avaliaram a eficiência das novas campanhas do Ministério da Saúde nos maços de cigarros.

"Advertências sanitárias com imagens mostradas em embalagens de cigarro são uma das formas mais efetivas de informar acerca das consequências do tabagismo. Pesquisas da neurobiologia da emoção demonstram que estímulos visuais afetam atitudes e comportamentos; estímulos agradáveis promovem predisposições para aproximação e aversivos, afastamento", comentam os pesquisadores no artigo.

"Os apelos positivos que o marketing da indústria tabagista induz em suas embalagens devem ser neutralizados por advertências que mostrem o risco de fumar, desconstruindo o apelo prazeroso e induzindo predisposições de afastamento em relação ao produto".

PMs são acusados de matar dois homens por overdose

do Globo.com

RIO - A Divisão de Homicídios investiga as mortes de Jorge Alex da Silva Cardoso, de 35 anos, e Atenildo Oliveira de Souza, de 28 anos, na noite desta quinta-feira, na Rua Doutor Francisco Fonseca Telles, na Taquara. Um amigo das vítimas contou na delegacia que elas foram obrigadas por policiais militares a beberem água com cocaína dentro da cabine da PM. Segundo a testemunha, os três foram detidos dentro de um ônibus da linha 760 (Curicica-Madureira) após um passageiro denunciar que eles estavam consumindo drogas.

O comandante do 18º BPM (Jacarepaguá), coronel Djalma Beltrami, confirmou que os três homens foram levados por três PMs para a cabine. O oficial, no entanto, disse que, segundo os policiais, os suspeitos foram liberados porque não foram encontradas drogas com eles:

- Fiquei muito preocupado com a versão contada pela testemunha porque os policiais envolvidos na ocorrência são recém-formados, têm cerca de um ano na corporação. Nenhuma versão será descartada. Tudo será investigado.

Segundo Beltrami, os três homens compraram cocaína no Morro do Cajueiro, em Madureira. Em seguida, eles pegaram o ônibus para Curicica. No caminho, teriam consumido cocaína, e um passageiro teria chamado a polícia. Na Taquara, três policiais entraram no ônibus e prenderam os homens.

Na versão dos policias, os três foram levados para a cabine da PM na Taquara, na Rua Nelson Machado, um lugar muito movimentado, onde foram revistados. A testemunha contou que foi liberada porque não tinha drogas com ela, mas que havia cocaína com seus amigos. Então, segundo essa pessoa, os policiais teriam misturado a cocaína à água e forçado os dois a beberem a solução.

Já o coronel Beltrami afirmou que Jorge e Atenildo saíram da cabine e foram beber num bar a cerca de 200 metros, onde passaram mal e morreram. Serão feitos exames toxicólogicos para saber se as vítimas ingeriram cocaína ou outra substância. Tatiane Santos, prima de Atenildo, disse que ele era pintor e que recebera ontem o salário de R$ 1.500. Segundo ela, o dinheiro sumiu. O delegado titular da DH, Felipe Ettore, diz que só vai comentar o caso em dez dias, quando ficam prontos os laudos toxicológicos das vítimas.