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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cannabis Medicinal: Não lemos e não-gostamos?

de Bia Labate

Por Elisaldo Carlini (*)

Em Maio deste ano foi realizado o Simpósio Internacional: “Por uma Agência Brasileira da Cannabis Medicinal?” sob minha presidência, contando com a participação de cientistas do Brasil, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Holanda, representantes brasileiros de vários órgãos públicos, sociedades científicas e numerosa audiência. Após dois dias de intensas discussões foi aprovado por unanimidade um documento recomendando ao Governo Federal a oficialização da criação da Agência Brasileira da Cannabis Medicinal.

Esperava uma discussão posterior, científica e acalorada, pois sabia de algumas opiniões contrárias à proposta. Entre estas o parecer do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) cujos representantes compareceram apenas para apresentar seu parecer, ausentando-se totalmente, antes e depois, de todo o restante do simpósio.

Esta havendo sim a esperada discussão, veiculada principalmente através da Folha de São Paulo, mas num nível de entristecer. De fato, expressões como – “o dom de iludir”; “Lobby da maconha”; “Maconhabras”; “uma idéia fixa: a legalização das drogas”; “elementos com pretensa respeitabilidade”; “paixão dos lobistas”; “exemplo de indigência intelectual”; “querem maiores facilitações para o consumo”; “travestidos de neurocientistas”; – não se coadunam com a seriedade que deve prevalecer em qualquer discussão científica. Os autores de tais infelizes afirmações certamente não leram a celebre frase de Claude Bernard, o pai da medicina experimental: “em ciência criticar não é sinônimo de denegrir”.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cabo Verde apontado como "importante país de trânsito" de droga

do Portugal Digital

Praia - Cabo Verde é hoje um "importante país de trânsito" para o narcotráfico com destino à Europa", considera o Relatório de Estratégia Internacional de Controlo de Narcóticos, divulgado esta semana em Washington pelo Departamento de Estado norte-americano.

O documento precisa que os estupefacientes estão a entrar em Cabo Verde através de aviões comerciais e navios, "incluindo iates".
"As muitas praias do país, as extensas águas territoriais e uma zona económica inadequadamente monitorizada permitem que as drogas passem sem serem detectadas", refere o relatório, precisando que a cocaína proveniente do Brasil é o principal produto traficado, mas que também há cannabis cultivado localmente em circulação.

Cabo Verde deve receber dos Estados Unidos, no próximo ano, mais de 397 mil dólares para promover acções contra o tráfico internacional de drogas e o crime organizado.
Esta verba está inscrita no orçamento da ajuda externa norte-americano para 2011, que está a ser defendido pela secretária de Estado, Hillary Clinton, no Congresso.

Para o próximo ano, o Departamento de Estado norte-americano prevê aumentar o financiamento geral do programa de Controlo Internacional do Narcotráfico e Aplicação da Lei de 445 milhões para 2,14 biliões de dólares.