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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Usuários deveriam poder analisar o ecstasy que tomam

Fonte: Folha de São Paulo

DAVID NUTT
DO "GUARDIAN"

Os relatos da mídia sobre duas mortes no fim de semana no mesmo local de festas foram novamente acompanhados por sugestões da polícia de que a droga responsável possa ser ecstasy vindo de um lote "contaminado". Fazer especulações sobre a causa dessas mortes trágicas não ajuda, e a experiência recente com a mefedrona mostrou que os comentários preliminares muitas vezes são equivocados. A verdade só será sabida quando forem divulgados os resultados dos exames toxicológicos.

Os usuários de drogas recreativas são aconselhados a procurarem os setores de emergência dos hospitais se sofrerem mal-estar depois de consumir drogas, sejam elas legais ou controladas. Embora as mortes por ecstasy hoje sejam incomuns, após a exigência de medidas promotoras de saúde como o fornecimento de água gratuita e salas para recuperação em clubes de dança, elas ainda são extremamente lamentáveis e causam enorme sofrimento aos familiares e amigos. Existe algo que pudesse ser feito para reduzir os riscos para os usuários de ecstasy e outras drogas recreativas?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pesquisa testa o uso de derivados do ecstasy para combater o câncer

Fonte: Veja

Colaboração entre universidades da Austrália e do Reino Unido quer aumentar efeito da droga contra as células cancerosas

Dois pesquisadores da Universidade de Western Australia, em colaboração com o professor John Gordon, da Universidade de Birmingham, querem aumentar o efeito da metilenodioximetanfetamina (MDMA, mais conhecida como a droga ecstasy) no tratamento de certos tipos de câncer no sangue, como mieloma, leucemia e linfomas.

Em agosto deste ano, Gordon publicou um estudo sobre as propriedades anticancerígenas de uma forma modificada de ecstasy. Agora, o objetivo dos pesquisadores é aumentar o efeito tóxico da droga sobre as células cancerosas e remover sua ação psicotrópica.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Reino Unido abre clínica para dependentes de 'drogas da noite'

Fonte: SOL (Portugal)

A utilização das chamadas 'drogas da noite' é motivo de alarme entre os britânicos pelo aumento de casos de dependência. Essa tendência tornou-se tão preocupante que em Londres abriu já um centro de tratamento vocacionado para ajudar os dependentes de substâncias como a ketamina, a mefedrona, o ecstasy e o GHB.

De acordo com a edição online do The Independent, a clínica encontra-se ainda em fase de testes, mas desde que começou a funcionar, há cinco meses, já prestou apoio a várias pessoas.

Entre elas destaca-se o caso de um homem de 27 anos, viciado em GHB (ecstasy líquido), que acordava de duas em duas horas durante a noite para tomar uma porção da droga que inicialmente utilizava apenas quando saia para dançar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Estudo mostra que o ecstasy pode ser usado para tratar o câncer

Fonte: G1

Cientistas elevaram a capacidade da droga para destruir tumores.
Trabalho foi publicado na revista 'Investigational New Drugs'.

Cientistas da Grã-Bretanha revelaram esta sexta-feira (19) que estão avaliando se o ecstasy, conhecido como a droga do amor e popularizado em festas de música eletrônica - as chamadas "raves" - pode ser eficaz no tratamento de cânceres no sangue.

Cientistas da Universidade de Birmingham, no centro da Inglaterra, afirmaram ter modificado formas da droga, intensificando em 100 vezes sua capacidade de destruir células cancerosas.

Há seis anos, os pesquisadores descobriram que os cânceres que afetam os glóbulos brancos do sangue parecem responder a certas drogas psicotrópicas. Entre elas estão pílulas de emagrecimento, antidepressivos da família do Prozac e derivados da anfetamina como o MDMA, conhecido popularmente como ecstasy.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Big Boi, rapper do Outkast é detido com ecstasy e viagra

Fonte: SRZD

Foto: DivulgaçãoO rapper Big Boi, quando voltava de viagem de férias no Caribe, foi detido em Miami por porte de drogas. Ele, que é integrante do grupo Outkast, estava com ecstasy, viagra e outras drogas não especificadas pela a polícia, segundo informou o site do jornal "The Guardian".

Após a viagem de descanso foram encontradas em suas malas pílulas de ecstasy, pó de MDMA e comprimidos de viagra. A fiança foi fixada em US$ 16 mil dólares.

"Enquanto Big Boi estava viajando com um grupo de amigos, uma pequena quantidade de 'contrabando' foi encontrada na bagagem coletiva. Os fatos foram apurados e Big Boi será completamente absolvido", alegou o advogado do rapper.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Hospitalizações por consumo de ecstasy aumentam 75% nos EUA

Fonte:Correio do Estado

O número de pessoas que vão parar na emergência nos Estados Unidos por consumir ecstasy subiu quase 75% entre 2004 e 2008, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo governo.

A análise da Administração dos Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias (Samhsa, na sigla em inglês) indicou que o número de pessoas que vão parar nas emergências dos hospitais nos EUA aumentou 74,8%, de 10.220 em 2004 para 17.865 em 2008.

Segundo o relatório, 69,3% dos casos relacionados ao consumo de ecstasy foram em pessoas de 18 a 29 anos, enquanto 17,9% em adolescentes de 12 a 17 anos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ecstasy parece não afetar o cérebro, diz pesquisa

Fonte: O Globo

RIO - Numa das maiores pesquisas já realizadas sobre os efeitos do ecstasy no cérebro - pílula usada por cerca de 12 milhões de indivíduos só nos Estados Unidos e por outros milhões em todo o mundo - especialistas não observaram sinais de danos cognitivos relacionados ao consumo desta droga, o que contradiz investigações prévias. O trabalho foi financiado pelo Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (NIDA, na sigla em inglês) e publicado hoje na revista "Addiction".

De acordo com os autores, o ecstasy parece que não afeta a capacidade mental. Os novos dados surpreendem porque pesquisas anteriores sugeriram que usuários de ecstasy apresentaram um desempenho pior do que não usuários em alguns testes de habilidade mental. Porém havia preocupações de que os métodos usados nesses estudos foram falhos, e os testes tenham exagerado nas diferenças cognitivas entre os usuários e não usuários de ecstasy. Então foi realizada a nova investigação, envolvendo 1.500 participantes, que recebeu um financiamento de de US$ 1,8 milhão do NIDA. Ea foi elaborada para minimizar as limitações metodológicas de pesquisas anteriores.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

União Europeia aprova proibição total de mefedrona, droga similar ao ecstasy

do Estadão

BRUXELAS - Os 27 países da União Europeia (UE) aprovaram nesta sexta-feira, 3, a proibição total da mefedrona, uma droga legal similar ao ecstasy que até agora não era perseguida em 12 países do bloco.

Os ministros de Justiça da UE decidiram a proibição da fabricação, distribuição e importação dessa substância, que podia ser adquirida tanto na rua como pela internet.

A mefedrona é uma droga de origem sintética cujos efeitos são similares ao do ecstasy ou da cocaína e, como essas substâncias, pode ser adquirida tanto em pó como em pílulas.

Segundo um estudo do centro de referência europeu sobre a droga, mencionado pela Comissão Europeia (órgão executivo da UE), a mefedrona "causa dependência, e seu consumo pode acarretar problemas graves de saúde".

Só no Reino Unido e na Irlanda, o consumo da mefedrona foi ligado diretamente à morte de 37 pessoas. Os países que já tinham tomado medidas para perseguir a venda da substância são: Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Letônia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Romênia, Suécia e Reino Unido.

"É uma boa notícia ver como os governos comunitários tomam decisões rápidas para a ilegalização de drogas perigosas", assinalou em comunicado a comissária europeia de Justiça, Viviane Reding.

Crack e cocaína podem levar à perda de visão

do Itu.com.br

Enquanto o uso de cocaína refinada vem sendo combatido mundialmente, em forma de crack a droga já fez mais de meio milhão de dependentes no Brasil, com índice de morte em torno de 30% em cinco anos, no máximo. Além da rápida dependência e de alterações cerebrais muito importantes, o usuário pode até mesmo perder a visão.

“As sequelas oculares decorrentes do uso de drogas variam bastante. Pode-se constatar desde a perda de acuidade e percepção visual, até mesmo ocorrência de hemorragias, aumento de pressão e perda gradual ou total da visão”, diz o doutor Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Operação Lei Seca vai punir uso de drogas

do O Dia

Rio - A partir do ano que vem, a Operação Lei Seca vai além do combate à combinação álcool-direção. Nos primeiros meses de 2011, uma espécie de ‘bafômetro antidrogas’ também vai detectar — e levar à punição — motorista sob efeito de substâncias como maconha, cocaína, ecstasy e excesso de calmante. Desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um carro-laboratório acompanhará cada uma das sete equipes nas ações. Veículo-piloto já foi testado na Ponte Rio-Niterói.

Foto: Divulgação

Os carros serão equipados com aparelho semelhante a um computador portátil capaz de acusar a presença de oito classes de substâncias (anfetaminas, metanfetaminas, canabinoides, derivados da cocaína e ecstasy, álcool, diazepínicos e opioides). A intenção é que o aparelho substitua o bafômetro.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pesquisa indica que ecstasy pode ajudar no tratamento de traumas

do Estadão

Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos indica que a droga ecstasy pode aumentar o sucesso da psicoterapia em pacientes que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), perturbação psíquica que acomete pessoas que vivenciaram traumas de grande magnitude.

O pequeno estudo, realizado com apenas 20 pacientes, concluiu que a droga sintética, também conhecida como MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), seria segura e ajudaria a melhorar os efeitos da psicoterapia.

A equipe enfatizou que mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados e já obteve aprovação para um estudo maior, usando veteranos de guerra do Exército americano.

Comentando a pesquisa, o especialista britânico Simon Wessely, no entanto, afirmou que é difícil tirar qualquer conclusão a partir de um estudo tão pequeno e pediu cuidado.

Experimento
Os pesquisadores americanos suspeitam que a droga - que, apesar de ilegal, é popular entre alguns grupos de jovens - ajude a reduzir o medo nos pacientes, permitindo que eles tirem maior proveito das sessões de terapia.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Psicoterapeuta é presa na Suíça por tratar pacientes com alucinógenos

do G1

Uma psicoterapeuta suíça foi condenada nesta segunda-feira (6) por um tribunal de Zurique a 16 meses depreisão por ter tratado seus pacientes, alguns deles pertencentes à famílas tradicionais da cidade com substãncias como LSD, êxtase ou mescalina.

Entre 2004 e 2008, durante os fins de semana, a psicoterapeuta, que hoje tem 62 anos, organizava sessões de grupo com cerca de sessenta personas, entre elas médicos, advogados ou socialites.

Os participantes tinham de pagar 300 francos suíços (ou U$ 280) para essas sessões extras,  durante as quais, segundo o ministério público, eram entregues cerca de 700 doses de LSD, a mesma cantidad de êxtase, 50 de mescalina e 150 de 2-CB, uma droga alucinógena de síntese cuja estrutura é similar à da mescalina.

A psicoterapeuta, acusada por uma promotoria ligada ao combate do narcotráfico, explicou ao tribunal que esses produtos não eram drogas, apenas "sustâncias que permitem uma maior ampliação da consciência".

O tribunal negou o pedido de absolvição apresentado pela defensa da acusada, com também a acusação de tráfico de gassim como a acusação de tráfico de drogas "agravado".

Ela acabou condenada por violação da lei local sobre produtos terapêuticos. Além dos 16 meses de prisão, terá de pagar uma multa de 2 mil francos suíços (US$ 1.880).

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ONU vê crescimento do mercado de drogas sintéticas

do Destak

A produção e o consumo das principais drogas tradicionais estão em queda ou controlados no mundo, mas há sinais de aumento do uso de novas substâncias sintéticas, principalmente em países em desenvolvimento, segundo relatório publicado ontem pela ONU.

Segundo o relatório, o cultivo de coca, matéria-prima para a cocaína, caiu entre 12% e 18% entre 2007 e 2009. No mesmo período, o cultivo da papoula, matéria-prima do ópio e da heroína, teria caído 23%. O relatório não traz dados específicos sobre cultivo de maconha, mas observa uma redução no consumo da droga na América do Norte e na Europa. Ainda assim, a maconha se mantém como a droga ilegal mais consumida no mundo, com até 190 milhões de usuários em 2009.

Por fim, o levantamento da ONU diz que o uso de drogas sintéticas, como o ecstasy, está em alta e deve ultrapassar em breve o número combinado de usuários de heroína e cocaína. (Leia mais na pág. 6)

peru JÁ planta maiS coca que colômbiA


O Peru já planta mais folha de coca do que a Colômbia, diz o relatório da ONU. A folha serve como matéria-prima da cocaína. Enquanto o Peru produziu 118 mil toneladas da folha, os colombianos ficaram em segundo, com 103 mil toneladas. Houve registro de aumento do cultivo também na Bolívia, onde o plantio mais do que dobrou em dois anos. Ainda assim, a Colômbia é a maior produtora de cocaína do mundo - mercado que movimenta US$ 50 bilhões anuais -, com cerca de 43% da droga. Depois estão o Peru (38%) e a Bolívia (20%).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Prevenção de drogas na adolescência deve focar drogas lícitas, diz estudo

do Diário da Saúde

Bebida e fumo

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgaram, nesta segunda-feira (7/6), um levantamento inédito sobre o consumo de drogas entre estudantes de escolas privadas paulistanas.

O estudo contou com a participação de 5.226 alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, em 37 escolas.

Dentre todas as drogas, o álcool se mostrou, de longe, a mais usada: 40% dos estudantes haviam bebido no mês anterior à pesquisa, enquanto 10% haviam consumido tabaco, a segunda droga mais prevalente.

O álcool é também a droga que começa a ser consumida mais cedo, com média de idade de 12,5 anos. O primeiro consumo de álcool ocorreu em casa para a maior parte dos entrevistados: 46%.

Álcool entre estudantes

Segundo a coordenadora do estudo, Ana Regina Noto, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, um dos dados que mais chamou a atenção no levantamento é que, no ensino médio, 33% dos alunos consumiram álcool no padrão conhecido como binge drinking - ou "beber pesado episódico" - no mês anterior à pesquisa.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Políticos holandeses propõem liberalização das drogas para combater a crise

do Economico

A proposta é polémica mas recolhe o apoio de juristas, professores universitários e especialistas em estupefacientes.

Um grupo de políticos holandeses, em vésperas das eleições no país, propõe que a legalização das drogas leves seja alargada à cocaína, ao ecstasy e até à heroína, para aliviar o défice orçamental.

Um comércio controlado da droga traria milhões aos cofres do Estado, ao mesmo tempo que acabaria com o crime organizado, alegam os defensores da proposta, entre eles os ex-ministros da Defesa e da Saúde da Holanda, Frits Bolkestein e Els Borst que calculam que as operações policiais, as penas de prisão, a lavagem de dinheiro e muitas outras consequências da proibição das drogas custam ao Estado 15.750 milhões de euros por ano.

domingo, 6 de junho de 2010

Beber quatro latas de cerveja por dia pode causar problemas de ereção, diz pesquisadores

do SRZD

Praticamente metade das pessoas dependentes de álcool ou outras drogas tem alguma disfunção sexual. É o que mostra um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

As principais disfunções encontradas foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e até dor durante a relação sexual (4%).

Segundo os pesquisadores afirmam que as drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação. Já o álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção.

A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, acabam com a libido. Também acontece com as drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.

O abuso, do álcool, por exemplo, é definido pelo consumo diário de mais de três doses (a dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado), para homens, e mais de duas, para mulheres.

Outro dado, considerado importante pelos pesquisadores, foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados.

Cerca de 41% não usam preservativos nas relações sexuais. A média de parceiras foi de cinco ao ano. Segundo os autores da pesquisa, essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PESQUISA APONTA ALTO CONSUMO DE DROGAS SINTÉTICAS NOS PAÍSES DA COMUNIDADE ANDINA

da ANSA

BOGOTÁ, 10 MAI (ANSA) - Uma pesquisa divulgada hoje ressalta o alto consumo de drogas sintéticas, em especial o LSD e o ecstasy, por parte dos jovens de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

O estudo, realizado com 35 mil estudantes de 37 universidades, é parte do projeto Drosican, financiado pela Comunidade Andina (CAN).

De acordo com os resultados do levantamento, a situação mais delicada é a da Colômbia, onde 3% dos entrevistados assumiram ter utilizado esse tipo de entorpecentes.

"Estamos falando de dados quase iguais aos de Estados Unidos e Canadá", indicou à ANSA a diretora do projeto Drosican, Tatiana Dalence.

De acordo com Dalence, uma das principais preocupações do bloco é o "deslocamento" desse elevado consumo de drogas para outros países da região.
A pesquisa também registrou um consumo de bebidas alcoólicas de 90% entre os universitários de Colômbia e Peru. Já na Bolívia e no Equador, esse índice é de 75%.

O chefe do Escritório Nacional de Entorpecentes da Colômbia, Omar Figueroa, salientou à ANSA que a CAN abrirá um "observatório de drogas" no país com o objetivo de "analisar toda a informação" sobre o assunto, além de "servir como ferramenta para adotar políticas" comuns do bloco "na luta contra o narcotráfico".
O acordo que deu início à CAN foi assinado em 1969 por Bolívia, Colômbia, Chile, Equador e Peru com o objetivo de promover a integração internacional.

Posteriormente o Chile se retirou do grupo, que hoje conta com este país e mais Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai apenas como membros associados. (ANSA)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Propagação do ecstasy

do O Tempo

Estudos sobre o uso do ecstasy no Brasil ainda são escassos, mas alguns dados indicam que o consumo do metilenodioximetanfetamina (MDMA) tem aumentado, considerando, por exemplo, o alto número de apreensões de comprimidos assim como a descoberta de laboratórios clandestinos.

O ecstasy é uma droga sintética e sua síntese foi feita por pesquisadores que buscavam encontrar uma molécula natural envolvida nas sensações amorosas, a feniletilamina, produzida no organismo. Pode ser consumida por injeção, inalação ou via oral. Apresenta-se em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó. Age aumentando a produção e a diminuição da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina. Seus efeitos surgem entre 20 e 60 minutos, atingindo estabilidade em duas horas.

Os que propagam o seu uso como "droga sintética do amor", afirmam que ela produz uma excitação agradável, que acaba com a angústia, rompe os bloqueios humanos, aumenta a capacidade de comunicação, amplia a visão e deixa a pessoa mais receptível emocionalmente. Na verdade essa droga associa os efeitos alucinógenos do LSD com os efeitos estimulantes das anfetaminas. O ecstasy é a mais popular das drogas sintéticas usadas nos clubes noturnos e raramente é ingerido sozinho. Uma pesquisa feita recentemente com cerca de mil usuários brasileiros dessa droga, mostrou que 97% dos entrevistados usaram outra substância, legal ou ilegal, com o objetivo de potencializar o seu efeito ou anular sensações.

sábado, 24 de abril de 2010

Cientistas testam drogas psicodélicas contra ansiedade e trauma

do Estadão

Nicky Edlich, de 67 anos, engoliu uma grande pílula branca e viu o mundo se transformar em um domo de joias. O domo então se abriu, dando entrada a "esta luminescência incrível, que fez tudo ficar ainda mais bonito". Lágrimas escorreram por seu rosto enquanto ela via "como o mundo pode ser bonito". Esta foi sua primeira "viagem" psicodélica, que ela diz ter sido de grande ajuda no tratamento psicoterapêutico para a ansiedade causada pelo câncer de ovário em estágio avançado.

Para os cientistas envolvidos na pesquisa, foi mais um pequeno passo no caminho de mostrar que as drogas alucinógenas, famosas e condenadas nos anos 60, poderão um dia ajudar médicos a tratar condições como ansiedade e estresse pós-traumático.

O estudo da Universidade de Nova York do qual Nicky tomou parte é um dos poucos em andamento no mundo com drogas como LSD, MDMA (ecstasy) e psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos alucinógenos. O trabalho segue em linhas de pesquisa sufocadas há anos pela guerra às drogas.  A pesquisa ainda é preliminar, mas está acontecendo.

"Agora existem mais pesquisas psicodélicas em andamento no mundo do que em qualquer momento dos últimos 40 anos", disse Rick Doblin, diretor-executivo da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, que financia alguns dos trabalhos. "Estamos no fim do começo de um renascimento".

Ele disse que mais de 1.200 pessoas participaram de uma conferência na Califórnia sobre ciência psicodélica.

Mas fazer a pesquisa não é fácil, disse ele, com o financiamento público escasso e as indústrias desinteressadas em substâncias que não podem ser patenteadas.

"Há muita resistência a isso", disse David Nichols, da Universidade Purdue. "A coisa dos hippies nos anos 60" e a cobertura feita pela mídia na época "deixaram um gosto ruim na boca do público em geral".

O estudo da Universidade de Nova York está testando se a droga pode ajudar nos nove meses de psicoterapia concedidos a cada paciente. A terapia busca ajudar os pacientes a desfrutar melhor do tempo de vida que lhes resta.

Cada participante recebe duas doses de drogas durante o experimento, mas apenas uma delas envolve psilocibina. A outra é um placebo, que apenas causa rubor na face.

A entrega da pílula segue um ritual, envolvendo uma taça de cerâmica, porque o uso da psilocibina nas culturas que se valiam da droga sempre esteve ligado a rituais, de acordo com os cientistas.

Especialistas advertem que ninguém deve tentar tomar psilocibina por conta própria e sem supervisão, porque a droga pode prejudicar a saúde mental, causando paranoia e ansiedade.

Depois da visão do domo brilhante, Nicky passou por duas outras "viagens", envolvendo partes de sua vida. Ela não fala sobre esses trechos da experiência, nem mesmo com amigos. Ela diz que teve "muita tristeza e sofrimento", mas que essas experiências a ajudaram a entender o que era importante em termos de confiança e relacionamentos.

Ela falou com os psicoterapeutas sobre o que havia passado. Foi para casa e escreveu 30 páginas de um diário a respeito. E pensou no assunto por semanas. "Acho que me deu mais consciência do que era tão importante e o que estava me deixando triste ou deprimida. Acho que foi revelador", afirmou.

Detectadas 24 novas drogas na Europa

do A Bola

O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) e a Europol identificaram, em 2009, 24 novas drogas sintéticas a circular na Europa.

De acordo com a TSF, a internet é o meio mais utilizado para o tráfico destas novas substâncias. O efeito destas drogas ainda não é totalmente conhecido.

Relativamente ao ecstasy, o relatório destas duas entidades mostra um aumento da presença da piperazina (substância usada em medicamentos para controlo de parasitas) nos comprimidos a circular no mercado, enquanto que o MDMA (o composto “base” do ecstasy) se torna menos utilizado.

Desde 1997, já foram detectadas mais de cem novas drogas a circular na Europa.