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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Governo boliviano não pensa em legalizar consumo de maconha

Fonte: Terra

O governo da Bolívia afirmou nesta terça-feira que não considera a possibilidade de legalizar o consumo de maconha como no Uruguai - onde se analisa tal possibilidade como alternativa diante do fracasso da luta contra o narcotráfico.

A ministra de Comunicação, Amanda Davila, disse em entrevista coletiva que "em nenhum momento" o governo do presidente Evo Morales esteve "pensando em legalizar o consumo de nenhum entorpecente nem nenhuma substância controlada".

Amanda desmentiu uma versão jornalística que atribui a ela ter levantado a possibilidade de que Morales siga o exemplo do governo do Uruguai, presidido por José Mujica.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bolívia processará revista 'Veja' por reportagem sobre drogas

Fonte: Terra

O governo boliviano anunciou nesta segunda-feira que processará a revistaVeja, que em uma de suas últimas publicações, reproduzida pela imprensa boliviana, apontou o envolvimento do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, com um narcotraficante brasileiro.

"O governo anunciou a sua decisão de processar a revista Veja para que prove as afirmações contidas em um artigo que consideramos infamantes contra autoridades do governo", afirmou a ministra de Comunicação, Amanda Dávila, segundo o portal de notícias governamental.

O Ministério da Comunicação ressaltou que a Veja publicou um artigo que "envolve o ministro da Presidência boliviana, Juan Ramón Quintana, e a diretora da Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças (Ademaf) em Beni, Jessica Jordán, com o convicto narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho".

segunda-feira, 12 de março de 2012

Em reunião na ONU, Bolívia defende consumo da coca

Fonte: Reuters

VIENA, 12 Mar (Reuters) - O presidente boliviano, Evo Morales, defendeu na segunda-feira o direito do seu povo a mascar folhas de coca, principal ingrediente da cocaína, dizendo que se trata de uma tradição antiga, e que seu governo está lutando contra o narcotráfico.

Segurando uma folha de coca para salientar sua mensagem durante uma reunião na ONU sobre narcóticos, o líder esquerdista, ex-dirigente sindical dos cultivadores da planta, disse que os cocaleiros não são "traficantes de drogas", e que a coca não é o mesmo que a cocaína.

A folha de coca foi declarada como um narcótico ilegal na Convenção Única sobre Entorpecentes, um documento da ONU de 1961, junto com a cocaína, a heroína, o ópio, a morfina e várias drogas químicas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Bolivia, primer país que abandona la Convención de la ONU sobre drogas

Fonte: BBC

Bolivia abandonará temporalmente la Convención de Naciones Unidas sobre Estupefacientes con la entrada del nuevo año en señal de protesta por la clasificación de la hoja de coca como una sustancia ilegal.

Las hojas de coca son la materia prima de la cocaína, pero Bolivia ha alegado desde hace tiempo que en su forma no procesada son meramente un estimulante suave.

La Paz afirma que abandona el Convenio para intentar de persuadir a los otros Estados miembros de que deben modificar la prohibición del masticado de hojas, que es una costumbre antigua y legal en Bolivia.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Morales promete descriminalização do uso da coca

Fonte: AngolaPress

La Paz - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta segunda-feira que em 2012 intensificará a sua campanha para descriminalizar o uso da folha de coca na Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao longo deste ano, vários protestos marcaram a campanha do governo em favor do que Morales chama da cultura indígena. As manifestações foram chamadas de pijcheo e acullico, expressões dos idiomas indígenas da Bolívia.

"Estou convencido de que no próximo ano vamos ganhar a batalha para o reconhecimento internacional do uso tradicional [da coca] na região Andina e na América Latina", disse Morales. "Esses são passos importantes que tomamos para fazer história", acrescentou.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Bolívia lança panetone fabricado com folhas de coca

Fonte: UOL

Javier Aliaga
La Paz, 16 dez (EFE).- Com intenção de surpreender neste natal, os cocaleiros bolivianos colocaram à venda panetones feitos com farinha de folhas de coca, um novo produto da industrialização da planta que os traficantes usam para fabricar cocaína.

O gerente da Empresa Boliviana Comunitária da Coca (Ebococa), José Ugarte, declarou à Agência Efe que a companhia, que pertence a seis federações de cocaleiros da provincia de Chapare, fabricou aproximadamente 5 mil panetones para este natal.

"O panetone de coca possui ingredientes habituais, como passas, frutas cristalizadas, açúcar e outras farinhas, mas se destaca por acrescentar "o ingrediente da energia", que é proporcionado pelas fibras das folhas de coca, uma característica comum dos alcalóides, explicou Ugarte.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ex-chefe antidrogas é condenado a prisão por tráfico

Fonte: O Globo

MIAMI - O ex-general boliviano encarregado de combater o narcotráfico no país, René Sanabria, foi condenado, nesta sexta-feira, a 14 anos de prisão por ter integrado um grupo de traficantes de cocaína e seu sócio Marcelo Foronda Acero, foi condenado a nove anos de prisão, conforme divulgou a AP.

A operação foi realizada em conjunto com os Estados Unidos, com informantes infiltrados que se fizeram passar por traficantes colombianos.

As sentenças foram anunciadas pela juíza Ursula Húngaro em uma audiência judicial realizada num tribunal federal da Flórida (EUA).

Sanabria, de 54 anos, foi condenado a cumprir também cinco anos de liberdade condicional supervisada e Foronda cumprirá três, assim que saírem da cadeia, segundo sentença da juíza, que pediu desculpas aos Estados Unidos pelo narcotraficante enviar drogas ao país.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

WIKILEAKS: Agentes da DEA expulsos da Bolívia por espionagem vieram para o Brasil

Fonte: Publica

Diplomacia americana também procurou Chile e Argentina para receber oficiais acusados de espionagem por Evo Morales. No Brasil, conseguiram dar a volta no Itamaraty

Por Natalia Viana, da Pública, com Jean Friedman-Rudovsky e Bill Conroy

Em novembro de 2008, o presidente boliviano Evo Morales suspendeu as atividades da DEA, a agência americana de combate às drogas, alegando que alguns agentes haviam participado de ações de espionagem e financiado grupos de oposição violenta ao governo.

Na época, um massacre havia ocorrido no estado de Pando, deixando dezenas de apoiadores do governo feridos.

Agora, documentos obtidos pela Pública revelam que a diplomacia americana manteve reuniões com o governo brasileiro para que esses oficiais da DEA viessem trabalhar no Brasil a partir de 2009 – mas deu um “jeitinho” para evitar pedir permissão ao Itamaraty, que se opunha à medida.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Em protesto pela coca, Bolívia aprova lei para abandonar convenção antidrogas da ONU

Fonte: O Globo

LA PAZ - O Senado boliviano aprovou uma lei que permite ao país abandonar a Convenção da ONU sobre Entorpecentes, assinada em 1961 em Viena, num protesto pela recusa de vários países em descriminalizar o consumo tradicional da folha de coca.

O presidente do Senado, René Martínez, disse que a medida deveria ser sancionada em questão de horas pelo presidente Evo Morales, que fez carreira política como líder dos produtores da coca. A lei deve entrar em vigor antes de 1º de julho, "data limite para a sua representação perante eventos internacionais", segundo o senador.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Brasil, Bolívia e EUA acertam acordo para erradicar cocaína

Fonte: AFP

LA PAZ — Brasil, Bolívia e Estados Unidos estão concluindo um plano piloto conjunto para destruir as plantações ilegais de coca, por meio de imagens de satélite, informou nesta terça-feira o vice-ministro da Defesa Social, Felipe Cáceres.

"Sob o princípio boliviano de respeito à soberania e à dignidade, a Bolívia firmará um convênio com estes países para modernizar e fortalecer o processo de erradicação da coca ilegal em todo o país", assinalou Cáceres.

O ministro explicou à imprensa que o vínculo de cooperação bilateral com os Estados Unidos se refere à assistência econômica e logística, e não inclui o apoio do "pessoal americano na erradicação (da coca) e no combate (ao narcotráfico)".

segunda-feira, 28 de março de 2011

Brasil e Bolívia vão discutir combate ao tráfico de drogas

Fonte: AFP

LA PAZ, Bolívia — Bolívia e Brasil discutirão nesta segunda e terça-feira, em La Paz, programas conjuntos contra o narcotráfico, informou neste domingo o ministério boliviano da Defesa Social.

"Os ministros de Governo (Interior), Sacha Llorenti, e da Justiça do Brasil, José Eduardo Cardozo, se reunirão para discutir uma agenda sobre a luta antidrogas", afirma o texto.

A Bolívia tem, segundo a ONU, 30.900 hectares de coca, sendo que apenas 12.000 legais (produção para rituais religiosos andinos).

O chanceler brasileiro Antonio Patriota, em sua visita a La Paz neste fim de semana, assinalou que seu país tem a intenção de apoiar a Bolívia (terceiro produtor mundial de cocaína depios do Peru e Colômbia) na luta contra o narcotráfico.

Brasil e Bolívia compartilham uma fronteira de 3.100 km. Muitos povoados fronteiriços são pontos de grande comércio de drogas e contrabando de armas e carros roubados.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bolívia registra recorde em luta anti-drogas em 2010

da Prensa Latina

La Paz, 3 jan (Prensa Latina) A Força Especial de Luta contra o Tráfico de Drogas(FELCN) na Bolívia bateu recorde de apreensão de cocaína em 2010, anunciou hoje o ministro do Governo Sacha Llorenti.

Segundo a entidade, o organismo dedicado a parar o movimento de drogas no país sul-americano confiscou um total de 29 toneladas de cocaína no ano fiscal recém concluido.

Llorenti explicou que mais de 50 por cento da cocaína apreendida no país é do Peru e está em trânsito para os mercados do Brasil, segundo dados coletados no período.

O diretor-geral da FELCN, coronel Gonzalo Quezada afirmou que o número de apreensões de tóxicos é maior do que em 2008, de 28,8 toneladas.

"Prevenir, defender e proteger" a sociedade das drogas é a função essencial da força em questão e foi cumprido plenamente, de acordo com Quezada.

"No final desta gestão forma cumpridos os objectivos fixados, atingindo-se um recorde de operações anti-drogas, e de apreensões de cocaína no país na última década", disse, citado pelo jornal La Razón.

As operações contra os traficantes de droga somaram 14 000 126, 2 000 760 mais do que a gestão de 2009, que atingiu 11 366 , 3 331 mais das 10 795 em 008.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

WikiLeaks: para EUA, Brasil é peça central na rota do tráfico

do Terra

Telegramas enviados por diversas embaixadas americanas e divulgados pelo site WikiLeaks apontam que os Estados Unidos consideram o Brasil peça central na rota do tráfico internacional de drogas. Uma das principais preocupações dos diplomatas americanos refere-se ao governo do boliviano Evo Morales. Segundo a embaixada dos EUA em La Paz, em apenas dois meses de 2009, 175 aviões suspeitos de carregar cocaína saíram da Bolívia com destino ao Brasil. Em uma das mensagens, o governo americano diz que o Itamaraty vê com grande preocupação a relação entre o governo de Morales e os produtores de coca. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Os telegramas indicam que o Brasil tornou-se caminho para permitir que drogas sejam enviadas à Europa, aos Estados Unidos e à Ásia. "A falta de controle sobre seu espaço aéreo resulta em praticamente uma liberdade total para o narcotráfico", diz um dos textos. As mensagens também demonstram a participação brasileira na rota do tráfico à África. Segundo a embaixada americana em Maputo, capital do Moçambique, a rota principal para a cocaína por via aérea que chega ao país vem do Brasil.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Brasil quer autorização para filmar produção de droga em países vizinhos

da Globo.com

BRASÍLIA - O governo brasileiro está negociando um acordo para usar o Vant (Veículo Aéreo não Tripulado) no espaço aéreo de Uruguai, Paraguai, Bolívia e Colômbia, países de onde sai boa parte da maconha, do crack e da cocaína consumidas no Brasil. A tentativa de convencer autoridades de outros países a abrir o espaço aéreo para uma aeronave da Polícia Federal brasileira é uma operação política delicada. Para não incorrer em quebra de soberania, o governo brasileiro se compromete a fazer uso limitado do Vant, a mais nova e poderosa arma da guerra contra o narcotráfico que chegou ao mercado mundial.

Pelo compromisso do governo brasileiro, o Vant faria sobrevoos para mapear as áreas de produção de drogas e, depois de concluído o trabalho, entregaria todos os documentos (fotos, filmes e relatórios) ao governo de cada país alvo da operação. As autoridades de segurança desses países decidiriam a melhor forma de enfrentar o narcotráfico. Poderiam planejar operações policiais próprias ou participar de esforços conjuntos com a Polícia Federal brasileira nas áreas de fronteira.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fidel Castro: O Império e a droga

da Prensa Latina

Havana, 31 mai (Prensa Latina) O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, manifestou hoje que os Estados Unidos devem explicar como resolverá os problemas das drogas.

Em uma reflexão intitulada "O Império e a droga", Fidel Castro assinalou que há que pedir à grande potência apoiada em quase mil bases militares e sete frotas acompanhadas de porta-aviões nucleares e milhares de aviões de combate, com as quais tiraniza o mundo, que nos explique como vai resolver o problema das drogas.

O líder cubano recordou que no ano de 1839 a Reina Vitória I, do Reino Unido, impôs a Primeira Guerra do Ópio, com comerciantes ingleses e norte-americanos com forte apoio da Coroa inglesa, que viram a possibilidade de grandes intercâmbios e lucros.

A essa altura, muitas das grandes fortunas dos Estados Unidos foram baseadas naquele narcotráfico, acrescentou Fidel Castro.

A Prensa Latina transmite a seguir o texto na íntegra da reflexão do líder cubano:
Reflexões do companheiro Fidel

O império e a droga

Quando fui preso no México pela Polícia Federal de Segurança, que por azar considerou suspeitos alguns movimentos nossos, apesar de serem feitos com muito cuidado para evitar o golpe da mão assassina de Baptista –  mesmo com fez Machado no México quando no dia 10 de Janeiro de 1929 seus agentes assassinaram Julio Antonio Mella na capital desse país – , ela imaginou que se tratava de uma das organizações de contrabandistas que atuavam ilegalmente na fronteira desse país pobre em suas trocas comerciais com a poderosa potência vizinha, industrializada e rica.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Marina critica declaração de Serra sobre tráfico de drogas na Bolívia

do G1

A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou nesta sábado (29) a declaração do tucano José Serra de que o governo boliviano é “cúmplice" do tráfico. A frase de Serra já provocou reações no Brasil e na Bolívia. A pré-candidata do PV concedeu coletiva na cidade de Campinas (SP).

Para Marina, o adversário errou por ter generalizado o problema do narcotráfico naquele país. “Não é assim que se trata um país irmão, até porque o povo boliviano não merece esse tipo de generalização”.

Ela destacou que os problemas enfrentados pela Bolívia “talvez não sejam diferentes de outros países”. Comparou ainda a questão com a violência em cidades brasileiras.

“Imagina se a gente fosse generalizar a violência que acontece nas favelas, as milícias paralelas que acontecem em regiões difíceis como se fosse por conivência do governo, que o governo está por trás disso? Não se pode fazer essa generalização”, afirmou Marina.

A pré-candidata comentou também a possibilidade de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao reajuste maior dado pelo Congresso aos aposentados e o fim do fator previdenciário, método de cálculo para os benefícios.

Apesar de ter votado favoravelmente ao tema, Marina defendeu o veto ao fim do fator. “Sou contrária à questão do fator, sou a favor do veto. Votei apenas para que tramitasse, para que não voltasse para a Câmara, mas já tinha sinalização do veto”. No caso do reajuste, ela defendeu que se mantenha o percentual de 7,7%, aprovado pelo Congresso. Marina disse ser preciso fazer uma política para se recuperar o valor das aposentadorias.

Serra pede pressão para barrar drogas da Bolívia

da Globo.com

CUIABÁ (Reuters) - A redução das drogas em centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo tem solução se o governo brasileiro "ocupar a fronteira" com a Bolívia e se a gestão Lula fizer "pressão ao governo boliviano", afirmou o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra.

Ele participou no sábado do lançamento da candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, ao governo de Mato Grosso.

"O governo boliviano é cúmplice da exportação de droga para o Brasil. O Brasil tem que fiscalizar sua fronteira, usar o Sivam. Tem que pressionar o outro governo para parar a cocaína dentro do seu território", criticou. Ele também disse que a Força Nacional de Segurança precisa "existir".

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bolívia virou tema preferencial do duelo verbal entre Dilma e Serra

do Correio Braziliense

A Bolívia virou tema preferencial do duelo verbal entre os pré-candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tucano voltou a condenar o governo boliviano por ser cúmplice do tráfico de drogas na fronteira com o Brasil e pediu uma posição firme do governo brasileiro para combater o contrabando ilegal, especialmente o de cocaína. Para Dilma, a fala de Serra mexe com a soberania do povo boliviano e demoniza a gestão do presidente, Evo Morales.

Falando para uma plateia de duas mil pessoas, entre secretários municipais, gestores e trabalhadores da área de saúde, Dilma foi incisiva ao rebater o pré-candidato tucano. Disse que declarações como a de Serra contribuem para conflitos armados e demonstram soberba frente aos países vizinhos “Temos de construir um padrão diferente de relacionamento. Não é possível de forma atabalhoada sair dizendo que um governo é isso ou aquilo. Não se faz isso em relações internacionais. Não é papel de um estadista, de quem quer ser um estadista”, destacou a pré-candidata.

Mais tarde, o tucano voltou a criticar o governo boliviano pela entrada de drogas ilegais no Brasil. De acordo com Serra, a Bolívia não estaria empreendendo esforços para barrar o comércio. “É impossível que o governo (boliviano) não possa controlar isso. Não é pouca droga, é praticamente o grosso do consumido no país. É importante ter ação diplomática incisiva, pública, para conter o contrabando. Do contrário, é trololó”, criticou.

A declaração repercutiu mal entre os principais articuladores da política externa do governo Lula. Além de Dilma, o assessor de assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, também criticou a fala do tucano. “Isso envolve o relacionamento com países vizinhos que temos relações. O presidenciável Serra está tentando ser o exterminador da política externa”, apontou Garcia. (II)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PESQUISA APONTA ALTO CONSUMO DE DROGAS SINTÉTICAS NOS PAÍSES DA COMUNIDADE ANDINA

da ANSA

BOGOTÁ, 10 MAI (ANSA) - Uma pesquisa divulgada hoje ressalta o alto consumo de drogas sintéticas, em especial o LSD e o ecstasy, por parte dos jovens de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

O estudo, realizado com 35 mil estudantes de 37 universidades, é parte do projeto Drosican, financiado pela Comunidade Andina (CAN).

De acordo com os resultados do levantamento, a situação mais delicada é a da Colômbia, onde 3% dos entrevistados assumiram ter utilizado esse tipo de entorpecentes.

"Estamos falando de dados quase iguais aos de Estados Unidos e Canadá", indicou à ANSA a diretora do projeto Drosican, Tatiana Dalence.

De acordo com Dalence, uma das principais preocupações do bloco é o "deslocamento" desse elevado consumo de drogas para outros países da região.
A pesquisa também registrou um consumo de bebidas alcoólicas de 90% entre os universitários de Colômbia e Peru. Já na Bolívia e no Equador, esse índice é de 75%.

O chefe do Escritório Nacional de Entorpecentes da Colômbia, Omar Figueroa, salientou à ANSA que a CAN abrirá um "observatório de drogas" no país com o objetivo de "analisar toda a informação" sobre o assunto, além de "servir como ferramenta para adotar políticas" comuns do bloco "na luta contra o narcotráfico".
O acordo que deu início à CAN foi assinado em 1969 por Bolívia, Colômbia, Chile, Equador e Peru com o objetivo de promover a integração internacional.

Posteriormente o Chile se retirou do grupo, que hoje conta com este país e mais Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai apenas como membros associados. (ANSA)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Relatório aponta Maconha como Droga mais Usada por Jovens de Seis Países

Do AnsaLatina

WASHINGTON, 10 MAR (ANSA) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou hoje um estudo revelando que quase 11% dos estudantes de Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Peru e Uruguai já experimentaram maconha.

A droga, de acordo com o relatório da entidade, continua sendo a mais consumida entre a população escolarizada destes seis países.

Os resultados da pesquisa foram divulgados pela Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas, órgão da OEA. O documento também foi publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).

Realizado entre 2007 e 2008 com 170 mil estudantes de 13 a 17 anos, o levantamento apontou como dado mais preocupante "a precocidade do consumo da maconha". Cerca de 42% dos jovens que já consumiram a substância experimentaram a droga pela primeira vez antes dos 15 anos.

A média de estudantes que consomem o entorpecente nos seis países analisados varia. Enquanto no Peru 4% deles são ou foram usuários, no Chile esse índice é de quase 23%.

"Apesar de o uso da maconha como droga exclusiva ser relevante na Argentina, Chile e no Uruguai, o consumo de [substâncias] inaláveis em Bolívia, Equador e Peru abrange um importante percentual de estudantes", indicou o relatório.

Nas seis nações em questão, 2,2% dos estudantes já experimentaram cocaína. No Uruguai esse índice chega a 3,5%, ao passo que no Peru é de apenas 1,4%. (ANSA)