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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Secretária evita opinar sobre descriminalização de drogas

Fonte: R7

Durante evento, Paulina Duarte limitou-se a elogiar decisão do Supremo sobre marchas

A secretária antidrogas do Ministério da Justiça, Paulina Duarte, evitou opinar nesta segunda-feira (20) sobre se a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar as marchas da maconha no país podem dar um impulso ao debate sobre descriminalização das drogas.

Questionada sobre o assunto durante o lançamento da 13ª Semana Nacional Sobre Drogas, ela limitou-se a elogiar a decisão do Supremo.

- Debate sobre drogas é constante. Há mais de dois anos o Conselho Nacional de Política sobre Drogas teve mesmo debate e concluiu que livre expressão era um preceito constitucional.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O que fazer com traficante dependente?

do Diário do Grande ABC

A passagem relâmpago do advogado Pedro Abramovay pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) reacendeu o debate sobre políticas para tratamento de dependentes químicos que passam a traficar drogas, sem envolvimento com o crime organizado, para manter o próprio consumo. Para especialistas ouvidos pelo Diário, um tratamento eficaz para os chamados pequenos traficantes é crucial na sua recuperação e a consequente redução da criminalidade.

Abramovay pediu demissão sexta-feira do cargo de secretário nacional de Justiça e recusou indicação para Senad depois de ser desmentido, no início da semana passada, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O advogado defendeu, na mídia, a substituição da pena de prisão para pequenos traficantes por penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade, para resolver a superlotação carcerária. Segundo ele, dos atuais 70 mil presos por tráfico, 40 mil podem ser enquadrados nesse perfil.

No entanto, afirmam médicos e profissionais ligados à Justiça, substituir uma pena pela outra em nada vai adiantar. Pelo contrário, vai gerar sensação de impunidade. "É preciso programas eficientes de tratamento, geração de emprego, formação para tirá-lo do tráfico e fazer com que não volte a cometer. No País, a reincidência chega a 70%. O tráfico é onde mais o indivíduo volta a cometer o delito por ser dependente, não ter renda, estrutura familiar e escolaridade", ressalta o juiz Ulysses de Oliveira Gonçalves Júnior, titular da 1ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo e corregedor dos Presídios da Capital.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Demissão de Abramovay não encerra debate sobre drogas e tráfico

do Correio do Brasil

O pedido de demissão do recém nomeado secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Pedro Abramovay, não pode encerrar o debate sobre como tratar os usuários. A Secretaria, aliás, que acabou de ser transferida do Gabinete de Segurança Institucional para o Ministério da Justiça, tem função mais de prevenção, educação e tratamento clínico dos usuários de drogas, e não de ação e repressão contra o crime organizado e o narcotráfico, que é também uma necessidade urgente do país.

A demissão de Abramovay não significa que o debate sobre como tratar os usuários e mesmo o “pequeno traficante”, conforme definiu o então secretário, referindo-se aquele que se dispõe a traficar em pequenas quantidades para manter seu vicio, esteja encerrado e resolvido, simplesmente porque não há como se desconhecer a realidade: a falência total do nosso sistema penitenciário e a ausência de uma política nacional de luta contra o regime organizado e o narcotráfico, apesar de todos os avanços do governo Lula na luta contra o narcotráfico.

Também não resolve o debate sobre o papel da pena de prisão e seu agravamento, não apenas com mais anos de prisão para determinados crimes, com a classificação cada vez de mais crimes como hediondos com todas suas conseqüências. Esse debate não é apenas acadêmico e não diz respeito apenas à situação atual do sistema penitenciário brasileiro. Ele é doutrinário e mundial, diz respeito não apenas aos operadores do direito ou as autoridades policiais, mas a toda sociedade, tem conseqüências praticas cada vez mais graves já que em grande parte do nosso sistema penitenciário é controlado pelo crime organizado.