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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ONU elogia combate ao tráfico de drogas em favelas no Brasil

Fonte: G1

Relatório da ONU criticou governo da Bolívia, que abandonou Convenção de 1961 por não reconhecer folha de coca como narcótico.

O relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, divulgado nesta terça-feira pela ONU, elogia a repressão ao narcotráfico nas favelas do Rio de Janeiro e critica a Bolívia por abandonar a Convenção Única de Narcóticos ao não concordar em reconhecer a folha de coca com droga.

O documento reúne informações de todo o mundo e faz recomendações aos governos, baseadas em políticas de repressão ao tráfico e prevenção ao uso.
No tópico em que discute como 'responder ao problema', o documento cita a ação conjunta da Polícia Militar do Rio de Janeiro e das Forças Armadas na ocupação de favelas.

Segundo o documento, o país conseguiu, 'com uma combinação de policiais e militares', prender líderes do tráfico e 'instituir o estado de direito' onde antes reinava a violência.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Conversas com Antônio

Fonte: Carta Capital

Por Gil Alessi

Nem sorri. É uma expressão semelhante àquela da foto que estampa o pôster do Disque-Denúncia. Sentado numa cadeira de vime, na sala de estar de sua casa no topo da Rocinha, aproveita o momento de tranquilidade para brincar com as filhas e o filho. Em instantes, o sorriso dá lugar a uma expressão preocupada. Num pulo, segura a caçula pelo braço. “Menina, me dá aqui essa tesoura”, diz, ao tirar das mãos da criança o utensílio e um pacote de goiabada. Senta-se, e termina o serviço, enquanto aplica um sermão: “Quantas vezes já te falei pra não mexer em tesoura de ponta? Se você quer alguma coisa, pede que eu abro”.

Sobre uma pequena mesa de centro na sala estão um walkie-talkie e o celular. Nem insere chips diferentes no aparelho, “para dificultar o rastreamento”. Mas o cerco apertou e o traficante passou a usar métodos mais antigos. Ordens e diretrizes importantes passaram a ser despachadas por carta, com uma instrução: queime depois de ler.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PM encontra plantação de maconha na Floresta da Tijuca

Fonte: R7

Policiais chegaram até o local por meio de uma denúncia sobre traficantes da Rocinha

Policiais militares do Batalhão da Tijuca (6º BPM) encontraram na tarde desta quinta-feira (17) uma plantação de maconha no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, na zona norte do Rio.

Os PMs chegaram até a localidade conhecida como Tijuaçu por meio de uma denúncia anônima, que informava que traficantes fugitivos da Rocinha estavam escondidos no lugar. A comunidade da zona sul foi ocupada pelas forças de segurança no domingo (13).

Segundo a Polícia Militar, foram encontrados cerca de cem pés de maconha e dezenas de mudas no local. Além disso, a PM apreendeu 2 kg da droga prensada.

Ainda de acordo com a PM, o terreno estaria sendo preparado para mais plantio dentro da mata na Floresta da Tijuca. Ninguém foi preso.

O caso foi registrado na Delegacia da Tijuca (19ª DP).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Para FHC, ocupação não reduz consumo de drogas

Fonte: R7

Ex-presidente considerou "positiva" a entrada das forças de segurança na Rocinha

Defensor da legalização do uso de drogas como meio de acabar com o tráfico, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso considerou "positiva" a ocupação das favelas da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, no domingo (13), bem como as 18 UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) já existentes na cidade.

O modelo, avaliou FHC ao Estado, permite a retomada do controle do território pelo Estado sem a necessidade de disparo de armas. Mas não reduz o consumo de drogas nem acaba com o tráfico. A análise foi feita após a conferência "Acabando com a Guerra Mundial contra as Drogas", organizada pelo Instituto Cato em Washington.

domingo, 16 de outubro de 2011

José Mariano Beltrame: “A milícia hoje me preocupa mais que o tráfico”

Fonte: Época

Os novos desafios e sonhos do gaúcho Beltrame, que conquistou o Rio ao criar as UPPs e baixar os índices de criminalidade

RUTH DE AQUINO

O secretário de Segurança do Rio, o gaúcho José Mariano Beltrame, tem alguns vícios. O chimarrão, as corridas e a investigação. Não necessariamente nessa ordem. Seus maiores amores hoje, além do Rio e do clube Internacional, são a segunda mulher, Rita Paes, e o filhinho de um ano e meio, Francisco, o Chicão, que já cantarola “Garota de Ipanema”. Tem dois filhos do primeiro casamento, Mariana e Maurício, e lamenta não ter mais tempo para desenpenhar a função de pai .

Usa uma escolta de nove seguranças em eventos públicos. E uns quatro guarda-costas em programas particulares. Diz que não tem medo de morrer: “Porque nunca sacaneei ninguém”. Beltrame – conhecido por todos no trabalho e na intimidade pelo nome do meio, Mariano – é muito religioso: “católico apostólico romano praticante”. A fé vem da família, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, perto da fronteira com o Uruguai. Ele e a mulher não perdem uma missa dominical e foram recentemente ao santuário de Nossa Senhora da Aparecida. Diz que a única coisa que tira seu sono é “o medo de não corresponder às expectativas dos jovens de comunidades carentes”, que ganharam nova esperança com as Unidades de Polícia Pacificadora – as UPPs – em favelas antes dominadas por traficantes e milicianos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Área de UPP era comandada pelo tráfico, confirma polícia

Fonte: Terra

Investigações da Polícia Militar (PM) que flagraram o mensalão do tráfico pago a policiais da unidade de polícia pacificadora (UPP) da Coroa, Fallet e Fogueteiro revelam que o crime organizado comandava o patrulhamento nos morros de Santa Teresa, como O Dia publicou com exclusividade no dia 11 de setembro. Por quatro meses, traficantes delimitaram locais por onde policiais deveriam circular, alteraram escala de trabalho dos agentes e exigiram a transferência de quem desobedecia suas regras.

Os criminosos criaram até áreas de exclusões de PMs, onde não haveria patrulhas de quinta-feira até domingo, e o dia certo para o pagamento das propinas: segunda-feira, no começo da noite. As quantias variavam entre R$ 100 e R$ 500. Por mês, o tráfico desembolsava R$ 53 mil para as propinas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Coordenador de UPP alerta para uso de drogas

Fonte: O Globo

RIO - É uma utopia acreditar que a UPP vai acabar com a droga. A afirmação foi feita na terça-feira pelo major Eliezer de Oliveira, coordenador de Ensino e Pesquisa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) ao site G1 durante um seminário na Glória, que discutiu políticas de segurança e tráfico de drogas. Em sua palestra, o major ressaltou que, se houver um usuário, ele irá atrás da droga. Para o militar, o importante não é apenas combater o tráfico, mas também afastar a influência dos traficantes da comunidade. Para ele, tal influência permite que um jovem ocioso possa enveredar pelo caminho do tráfico.

- A polícia tem que chegar na comunidade e, junto com ela, outras ações sociais. A iniciativa privada também tem que estar junto - disse o militar.

Durante o congresso, o militar enfatizou que o dependente químico é um problema social. Para ele, o viciado em drogas acaba se tornando um problema de polícia quando faz do vício um modo de praticar delitos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Mensalão da UPP: PMs recebem até R$ 53 mil por mês

Fonte: O Dia

Trinta policiais da unidade da Coroa, Fallet e Fogueteiro são investigados por envolvimento na ‘caixinha do tráfico’ local

Rio - Uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no caderno do tráfico. Criada para colocar um ponto final no domínio do crime organizado nos morros do Catumbi, a UPP da Coroa, Fallet e Fogueteiro se rendeu ao dinheiro das drogas. Um grande esquema de corrupção foi descoberto na unidade, onde propinas fixas são pagas regularmente pelos traficantes a policiais. O mensalão da UPP abastece os agentes com quantias que variam de R$ 400 a R$ 2 mil e no mês totalizam mais de R$ 53 mil.

Trinta homens da unidade são investigados por envolvimento na caixinha do tráfico. Eles foram monitorados durante um mês por policiais da Coordenadoria de Inteligência da PM. Terça-feira, três agentes foram presos pela Corregedoria — um sargento e dois soldados. Com eles, no carro, havia R$ 13,4 mil. O dinheiro estava em envelopes, que continham valores entre R$ 100 e R$ 500 e o nome dos policiais.

sábado, 6 de agosto de 2011

Mesmo com UPP, tráfico continua discretamente em morro do Catumbi

Fonte: SRZD

A polícia apreendeu no início da madrugada deste sábado um menor com duas granadas e um rádio transmissor, no Morro da Coroa, no Catumbi, Zona norte do Rio de Janeiro. A comunidade faz parte de um complexo que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), mesmo assim parece que está longe da segurança na região ser garantida.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Avanço das UPPs muda desenho do mercado de drogas do Rio

do Globo.com

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A estratégia das forças de segurança de retomar favelas cariocas dominadas pelo tráfico de drogas, ressaltada pela ocupação do Complexo do Alemão no fim de semana, implicará em transformações profundas num mercado de venda de drogas que fatura entre 300 e 600 milhões de reais anuais.

Sem o domínio de territórios imposto pela autoridade de um fuzil, as facções criminosas que durante as últimas três décadas controlaram a venda de entorpecentes na cidade passarão a ter um mercado mais restrito, enquanto os consumidores de drogas das classes média e alta passarão a buscar outras formas de fornecimento, na avaliação de especialistas de segurança pública e violência no Rio ouvidos pela Reuters.

Se confirmadas, essas mudanças podem transformar o Rio de Janeiro num local mais seguro, desde que as autoridades de segurança pública continuem desarmando os grupos criminosos. Do contrário, é possível antecipar um aumento no número de sequestro e assaltos a bancos, além da transferência das ações criminosas para o interior do Estado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ataques a carros seriam represália do tráfico por perda do controle de favelas depois de UPPs

do O Globo

RIO - A polícia está investigando uma nova modalidade de crime, na qual bandidos incendeiam veículos. Segundo setores de inteligência da polícia, esse tipo de atentado está acontecendo a mando dos chefes do tráfico, com o objetivo de causar pânico na população, uma vez que estão perdendo o controle de favelas para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Na noite da quarta-feira, dois homens numa moto jogaram coquetéis molotov em dois carros estacionados na Rua Paulo VI, perto do Morro Azul, no Flamengo. Na Via Dutra, no Jardim América, um Voyage pegou fogo, mas ainda não se sabe se foi um atentado. Pela manhã, dois carros foram queimados por homens armados de fuzis e pistolas no Riachuelo e na saída do Túnel Noel Rosa, em Sampaio. Na segunda-feira, outros dois veículos foram atacados da mesma forma na Estrada Grajaú-Jacarepaguá.