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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uso de droga admitido por 15% da população do Grande Recife

do JC Online

Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau revela que 15% da população da Região Metropolitana do Recife já usou algum tipo de droga. Ou seja, cerca de 550 mil dos 3,6 milhões de habitantes do Grande Recife consumiram substâncias entorpecentes ilícitas. Cinco por cento da população, o equivalente a 184 mil pessoas, admite ser usuária frequente de entorpecentes. Apesar disso, 94% dos entrevistados são contra a descriminalização das drogas.

A pesquisa entrevistou 815 pessoas, nos dias 6 e 7 de janeiro, nos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife. A margem de erro para o levantamento é de 3,5 pontos percentuais e o nível estimado de confiança no resultado é de 95%.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os brasileiros se entopem de Rivotril

do Planeta Osasco

Venda de calmante tem alta de 36% em quatro anos no Brasil

por Claudia Collucci, na Folha de S. Paulo

Em 4 anos, salto foi de 36%; tranquilizante é o 2º mais vendido entre drogas com receita e só perde para anticoncepcional. Para psiquiatras, há um abuso na indicação do tarja preta clonazepam, que causa dependência e danos na memória

A venda do ansiolítico clonazepam disparou nos últimos quatro anos no Brasil, fazendo do remédio o segundo mais comercializado- entre as vendas sob prescrição.

Entre 2006 e 2010, o número de caixinhas vendidas saltou de 13,57 milhões para 18,45 milhões, um aumento de 36%. O Rivotril domina esse mercado, respondendo por 77% das vendas em unidades (14 milhões por ano).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um em cada quatro estudantes já usou droga ilícita, aponta estudo

do G1

Levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) mostra um crescimento no número de estudantes que já utilizaram drogas ilícitas em algum momento da vida.

Realizada com alunos do ensino fundamental  (entre 6 e 14 anos) e médio (15 a 17 anos) de escolas públicas das 26 capitais e do Distrito Federal, a pesquisa mapeou a evolução do consumo de entorpecentes entre 2004 e 2010.

De acordo com o levantamento, a parcela de estudantes que admitiu ter utilizado algum tipo de droga ilícita "como maconha, cocaína, crack, anfetamínicos, anseolíticos e solventes", em 2004, era de 22,6%. Em 2010, esse número subiu para 24,2%.

O consumo de crack permaneceu estável nesse período: 0,7%. Já o consumo de cocaína entre os estudantes aumentou de 2% para 2,8%

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Droga "legal" que imita maconha é vendida livremente em Israel

do Terra

Quiosques em Tel Aviv estão vendendo livremente uma nova droga sintética apelidada de "mabsuton". A raiz da palavra, mabsut, significa "alegre" em árabe e é largamente utilizada em hebraico, entre os israelenses, como gíria. Apesar de ter efeito bem mais forte do que a maconha, droga em falta no país, e de poder causar problemas de saúde, o "mabsuton" não é considerado ilegal.

De acordo com um israelense que consumiu a substância "mais de uma vez", o efeito da droga durou por cerca de uma hora e meia - bem mais que a maconha. Ele relatou ao Terra que, além dos efeitos psicológicos do "mabsuton", ele teve ainda pressão alta e pulso acelerado. "Senti como se tivesse acabado de correr uma maratona", contou. Ele explicou que fez a medição duas vezes depois de fumar a droga, que recebeu de amigos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

U.S. Moves to Outlaw Synthetic Marijuana

da CBSNews

(AP) Cracking down on fake pot, the government moved Wednesday to outlaw five chemicals used in herbal blends to make the synthetic marijuana sold in head shops and on the Internet to a growing number of teens and young adults.

Responding to the latest designer drug fad, the Drug Enforcement Administration began the 30-day process to put these chemicals in the same drug category as heroin and cocaine. The agency acted after receiving increasing reports about these products since 2009 from poison centers, hospitals and law enforcement agencies.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jovem fumante tem mais medo de ficar feio do que adoecer

do R7

Wagner Vasconcelos prefere não olhar a divulgação e tampa essa parte do maço de cigarros Pesquisas recentes do Inca (Instituto Nacional de Câncer) revelam que mais da metade dos fumantes e não fumantes decidiram rever suas opiniões com relação ao uso do tabaco depois de observarem as mensagens de alerta do Ministério da Saúde e a estampa de imagens de impacto nos maços de cigarro. O sucesso desse mecanismo para reduzir o número de fumantes e inibir o crescimento do vício faz com que o Brasil seja reconhecido como líder no controle do tabaco nas Américas.

Entretanto, oito anos depois do início das divulgações das fotos, estudo da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) apresenta um dado preocupante: a maioria dos jovens entrevistados demonstra não se importar com as graves doenças causadas pelo cigarro e sim com os danos estéticos causados pelo vício.

Alucina-se de forma legal em Cascais

do Destak

Citado na publicação, através da Lusa, o dono da "Imperium - Alucina a tua venda", Luis Vitorino, explicou que a primeira loja de drogas legais fora de Lisboa disponibiliza “produtos naturais, legalizados, com os mesmos efeitos do ecstasy ou LSD mas sem consequências negativas para a saúde”.

Localizada no edifício Baía, a "Imperium" tem janela aberta para o Largo Camões e incentiva os clientes a uma visita através de uma placa verde que tem um dragão com asas, cuspindo fogo.

Com as portas somente abertas a maiores de 18 anos, e um horário de funcionamento é das 12:00 às 24:00, a loja, que tem licença atribuída pela Câmara de Cascais e fiscalização da ASA, “tem tido muito afluência”, sublinhou o proprietário, garantindo que a clientela “é boa”.

Além dos referidos produtos naturais, o cliente pode comprar outro tipo de acessórios e peças de vestuário.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack , diz estudo

do Estadão

Os danos aos outros explicam a classificação do álcool.

Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack.

O estudo divulgado na revista científica Lancet classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos.

Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina conhecida como "crystal meth" são mais danosas aos usuários, mas quando computados também os danos às pessoas em volta do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, na ordem, o álcool, a heroína e o crack.

O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rio sedia encontro da América Latina sobre políticas de drogas

do Diário de Petrópolis

Por Ascom da ONU
Com a participação do Ministro da Justiça do Brasil Luiz Paulo Teles Barreto, do Ministro da Saúde José Gomes Temporão, do Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) Paulo Roberto Yog de Miranda Uchoa e do Paulo Vannuchi, Ministro da Secretaria Especial sobre Direitos Humanos, será realizada no dia 26 de agosto a II Conferência Latinoamericana de Políticas de Drogas, no Salão Nobre da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Durante os dia 26 e 27 de agosto participarão especialistas da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), a UNDOC e outros organismos da ONU, políticos e especialistas da Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Chile e Peru. A meta: abrir o debate sobre as alternativas políticas diante do fracasso da guerra às drogas que vem acontecendo nos últimos vinte anos.

- Uma investigação do Ministério da Justiça do Brasil revela que a maior parte das condenações por delitos de tráfico de drogas não afetam grupos criminais fortemente armados e sim os pequenos vendedores, sozinhos e desarmados. Isto abre a pergunta de quem é, afinal, o real destinatário da política de repressão bélica às drogas e sobre a real “clientela” do sistema penal de drogas – afirma Luis Paulo Guanabara, diretor da Psicotropicus, organizadora local da II Conferência Latinoamericana de Políticas de Drogas e da I Conferência Brasileira, em parceria com a Intercambios Asociación Civil, responsável regional pelo evento.

domingo, 15 de agosto de 2010

Maconha faz mal?, por Sérgio de Paula Ramos*

do UNIAD

Sou dos que pensam que não cabe a um especialista determinar como uma sociedade deve se comportar frente a este ou àquele tema. Nosso dever é dar informações científicas e permitir que, em posse delas, a própria sociedade decida sobre seus caminhos.

Com a maconha, é isso que deve ocorrer. O especialista alerta que seu uso por jovens, comprovadamente, associa-se com posterior queda no rendimento escolar, experimentação de outras drogas, depressão e esquizofrenia. Ainda que jovens que usaram maconha mais do que 100 vezes na vida (ou seja, duas vezes por semana ao menos por um ano), ao chegarem aos 25 anos, terão menos diplomas universitários e estarão menos empregados que seus iguais não usuários.

Outro fato relevante é que maconha, na história natural de um dependente químico, é a segunda droga de experimentação, sendo a primeira o álcool; daí porque se diz que ambas são drogas de entrada para as demais. Igualmente, é de se destacar o fato de que quanto mais uma droga for oficial ou oficiosamente liberada, maior será seu consumo e os problemas decorrentes dele.

Perguntados sobre por que experimentaram maconha, os jovens respondem que por curiosidade e pressão do grupo. Já com os não experimentadores a resposta é que não experimentaram porque é proibido e faz mal.

Tais fatos estão muito bem documentados por uma plêiade de trabalhos científicos de todos os quadrantes. Em ciência, primeiro fazemos uma observação, depois usamos uma metodologia consistente para verificar se nossa observação procede; depois, ela é compartilhada por outros pesquisadores, até que se transforme num consenso.

Não é o caso desse trabalho, publicado há 11 anos pelo Dr. Dartiu Silveira, citado pelo jornalista Marcos Rolim. Sua amostra foi pequena, seu tempo de seguimento insuficiente, e as demais variáveis não neutralizadas. Tais imprevidências impossibilitaram que a comunidade científica compartilhasse das conclusões do autor e, decorridos todos esses anos, desconheço outro trabalho que tenha chegado aos mesmos resultados; e mais, tampouco tenho informação de que algum serviço de dependência química no mundo esteja se regendo por essa orientação terapêutica, de sugerir que uma porta de saída para o crack seja usar maconha. Aliás, no passado, cometia-se a ingenuidade de se achar que cachimbo ajudaria o tabagista a parar de fumar ou que calmantes, tipo diazepínicos, ajudariam alguém a parar de beber.

Portanto, a título de resumo, o uso de maconha por jovens é deletério, sua liberação aumentará o consumo e os problemas dele decorrentes. Em posse de tais informações, que a sociedade decida o que quer fazer. Até lá, o debate robusto e elegante ajudará; e que não se tome como atitude antiética lembrar fato verdadeiro e de conhecimento público.

* Psiquiatra e psicanalista, coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus

Drogas para esquecer os problemas?

do A Notícia

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Drogas digitais seduzem os jovens com a promessa de sensações fortes

da AFP

PARIS — As "drogas digitais", ou arquivos musicais que podem ser baixados na internet e que prometem sensações parecidas às provocadas pela cocaína ou LSD, desembarcaram em países europeus como a França procedentes dos Estados Unidos, onde seduzem os jovens e preocupam as autoridades.

As drogas já não precisam ser injetadas, ingeridas ou fumadas, pois agora podem ser ouvidas, em "doses digitais", afirmam alguns sites, que vendem frequências sonora de 15 a 30 minutos que possibilitam, segundo afirmam, experimentar sensações fortes, como alucinações.

No YouTube podem ser assistidos alguns filmes nos quais jovens, deitados no escuro e com fones nos ouvidos, entram supostamente em transe graças aos "entorpecentes digitais" baixados da rede.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

México: oposição defende legalização das drogas; governo é contra

da AFP

CIDADE DO MÉXICO, México — O debate sobre a legalização de algumas drogas no México para tirar poder dos cartéis, cuja violência já fez 28.000 mortos, somou nesta terça-feira as vozes de dois partidos da oposição favoráveis à medida, enquanto o presidente Felipe Calderón questionou novamente sua eficácia.

Jesús Ortega, líder do esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD, terceira força no Congresso) e Arturo Escobar, coordenador, no Senado, do Verde Ecologista (PVEM, quarta força) apoiaram a descriminalização de algumas drogas em um fórum sobre política de segurança convocado por Calderón.

"É preciso tirar valor do negócio das drogas. Isto se consegue, pelo menos o mostra a experiência internacional, com a sua legalização", disse Ortega.

O senador Escobar, do PVEM, sugeriu que "se deveria pensar em legalizar a maconha", a droga de maior consumo e que gera maiores lucros nos Estados Unidos e no México.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cigarros têm metade do tabaco e mais químicos

do Diário de Notícias

Os cigarros actuais têm metade do tabaco vegetal do que aqueles que se fabricavam há 40 anos, sendo-lhes adicionados centenas produtos químicos para os tornar mais apelativos para os jovens e aumentar o poder viciante da nicotina. Esta a conclusão do Comité Nacional para a Prevenção do Tabagismo (CNPT) espanhol num relatório hoje divulgado pela agência EFE.

O relatório reflecte um estudo do Comité Científico para a Identificação dos Riscos Emergentes para a Saúde Pública, da Comissão Europeia, que avalia o uso de aditivos no tabaco com o objectivo de aumentar o vício.

'A indústria tabaqueira adiciona aos cigarros entre 400 a 600 substâncias químicas', escreve a CNPT. Estes químicos servem para dar a cada marca o seu sabor próprio, mas através da combustão transformam-se em elementos por si só prejudiciais à saúde.

A CNPT exemplifica: os açúcares adicionados aos cigarros para lhes dar sabor convertem-se, após a combustão, em acetaldeído, um produto químico que 'é viciante por si mesmo e que aumenta o poder da nicotina'.

Outra substância também utilizada pelos fabricantes é o cacau cujo fumo, após inalado, tem um efeito dilatador nos brônquios, o que 'facilita o trânsito dos vapores da nicotina nos pulmões', que assim chega com mais facilidade ao sangue, ainda segundo a CNPT citada pela EFE.

Maconha sintética começa a virar problema de saúde pública nos EUA

do Estadão

Uma mistura de ervas e produtos químicos apelidada de K2, que é vendida legalmente nos Estados Unidos como incenso mas que produz efeitos semelhantes aos da maconha quando fumada, está levando um número crescente de pessoas aos hospitais, informam médicos. 

O aumento súbito no número de chamadas de emergência já levou dez Estados a banir o K2 e outras marcas dos chamados produtos de maconha.sintética. Médicos que trataram usuários de K2 também estão emitindo alertas.

"Minha primeira reação a um produto é, 'cuidado, comprador'", disse o diretor de toxicologia do Cardinal Glennon Children's Medical Center, Anthony Scalzo. "Você não sabe exatamente o que há no produto, as doses relativas no produto, e não há garantia de qualidade", explicou.

K2, definido pelo Centro de Venenos do Missouri como uma mistura de ervas e especiarias salpicada com uma substância psicoativa, é comparado à maconha porque o composto químico interage com o cérebro de forma semelhante à droga.

A despeito da advertência no rótulo contra a ingestão, fumar K2 tornou-se um modo popular de drogar-se e escapar da polícia. O produto é vendido pela internet e em lojas de conveniência por US$ 30 ou US$ 40 o pacote de 3 gramas.

Usuários, desde adolescentes a adultos na faixa dos 60 anos, queixam-se de sintomas como agitação, ansiedade, hipertensão, vômitos e, em alguns casos, paranoia severa e alucinações.

"Essas pessoas vão parar na emergência e estão extremamente agitadas", disse Scalzo. "Elas sentem como se o coração fosse pular para fora do peito".

Ele disse que complicações do uso de K2 eram consideradas raras um ano atrás, com 13 casos informados em todos os Estados Unidos. Mas neste ano o total já chega a 766.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dilma diz que Brasil não tem condições de descriminalizar drogas

do Terra

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (21), em entrevista à TV Brasil, que o País "não tem condições" de descriminalizar as drogas.

"Acho que não podemos falar em processo de descriminalização de droga nenhuma, enquanto tivermos o seguinte quadro no Brasil: o consumo de crack se associa ao de outras drogas. O Brasil não tem condições, hoje, diante dessa questão gravíssima que é o crack, de propor a descriminalização das drogas", disse.

Questionada sobre os principais temas relacionados à mulher no Brasil, Dilma incluiu o combate ao crack, no âmbito da proteção às crianças e aos jovens, como um tema que interessa as mulheres.

domingo, 18 de julho de 2010

Sociedade é omissa com menor viciado

do A Cidade

Delmiro da Mata, do Instituto Plural, atende menor (Foto: Weber Sian - 29.abr.2010 / A Cidade) O tratamento para crianças e adolescentes envolvidos com álcool e drogas ilícitas depende de envolvimento da sociedade civil e de instituições de saúde. Segundo o coordenador do programa de Saúde Mental de Ribeirão Preto, o psiquiatra Alexandre Firmo Souza Cruz, a omissão de algumas instituições sobrecarrega outras, empenhadas no tratamento desta faixa etária.

O direito à saúde é outro ponto defendido no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que completou 20 anos na última terça-feira. Porém, para o psiquiatra, apenas será possível tratar adequadamente os menores envolvidos com consumo de drogas quando todas as parcelas da sociedade se empenharem.

Em Ribeirão, tratamento ambulatorial para crianças e adolescentes é oferecido no Centro de Atenção Psicossocial para Usuários e Dependentes de Álcool e Drogas. O Nai (Núcleo de Apoio Infantil) também oferece apoio e outros centros e postos de saúde fazem o encaminhamento daqueles que os procuram.

O promotor Naul Felca, da Infância e Juventude de Ribeirão, constata ausência de políticas públicas para o tratamento e acompanhamento adequado dos usuários de drogas. "Em alguns casos, a política de redução de danos [prática de redução do consumo das substâncias até a total abstenção] não é suficiente. Há situação que necessita de internação, mas não há vagas na amplitude necessária", afirma.

Felca frisa que o tratamento de viciados é agravado porque, via de regra, apresentam comorbidades como problemas mentais, o que exige acompanhamento multissetorial com médico, psiquiatra, psicólogo e assistente social.

O Instituto Plural é um dos que atende, desde maio de 2010, adolescentes que não precisam de internação, após vencer licitação do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) em 2009. A sociedade civil também atua para livrar pessoas do vício, como nos grupos Amor Exigente e Narcóticos Anônimos.

Porém, os tratamentos são eficientes para casos que não necessitam de internação. Quando é preciso, não há o que fazer em Ribeirão e a pessoa é encaminhada a uma clínica de reabilitação em Descalvado, por meio de medidas judiciais.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pelo menos 1% da população usa tranquilizantes de forma abusiva, afirma psiquiatra

do Correio Braziliense

Brasília - No Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico de Drogas uma questão merece maior atenção: o uso abusivo de tranquilizantes. Segundo o médico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Ivan Mário Braun, pelo menos 1% da população usa tranquilizantes de maneira abusiva.

O integrante do grupo interdisciplinar de estudos de álcool e drogas (Grea) explica que, em função das restrições impostas ao consumo álcool, existem grupos que usam comprimidos para obter efeitos semelhantes àqueles alcançados com a ingestão de bebidas alcoólicas. Dessa forma, a detecção dessas substâncias no organismo é mais difícil que a do álcool.

“O uso abusivo de tranquilizantes atinge cerca de 1% da população, cifra menor que a das demais drogas, mas numa população de 190 milhões de habitantes representa um grupo significativo”, disse Braun. O psiquiatra afirmou que a liberação do uso de drogas em alguns países pode inibir o tráfico, mas o consumo também pode aumentar.

O tema da campanha do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc), lançada este ano no Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico de Drogas é "Pense em saúde, não em drogas".

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ONU vê crescimento do mercado de drogas sintéticas

do Destak

A produção e o consumo das principais drogas tradicionais estão em queda ou controlados no mundo, mas há sinais de aumento do uso de novas substâncias sintéticas, principalmente em países em desenvolvimento, segundo relatório publicado ontem pela ONU.

Segundo o relatório, o cultivo de coca, matéria-prima para a cocaína, caiu entre 12% e 18% entre 2007 e 2009. No mesmo período, o cultivo da papoula, matéria-prima do ópio e da heroína, teria caído 23%. O relatório não traz dados específicos sobre cultivo de maconha, mas observa uma redução no consumo da droga na América do Norte e na Europa. Ainda assim, a maconha se mantém como a droga ilegal mais consumida no mundo, com até 190 milhões de usuários em 2009.

Por fim, o levantamento da ONU diz que o uso de drogas sintéticas, como o ecstasy, está em alta e deve ultrapassar em breve o número combinado de usuários de heroína e cocaína. (Leia mais na pág. 6)

peru JÁ planta maiS coca que colômbiA


O Peru já planta mais folha de coca do que a Colômbia, diz o relatório da ONU. A folha serve como matéria-prima da cocaína. Enquanto o Peru produziu 118 mil toneladas da folha, os colombianos ficaram em segundo, com 103 mil toneladas. Houve registro de aumento do cultivo também na Bolívia, onde o plantio mais do que dobrou em dois anos. Ainda assim, a Colômbia é a maior produtora de cocaína do mundo - mercado que movimenta US$ 50 bilhões anuais -, com cerca de 43% da droga. Depois estão o Peru (38%) e a Bolívia (20%).

quinta-feira, 24 de junho de 2010

49% dos universitários brasileiros já usaram drogas ilícitas, diz estudo

do G1

Quase metade (49%) dos universitários brasileiros já experimentou algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras, divulgado nesta quarta-feira (23). O estudo também revela que, entre os jovens menores de 18 anos, 80% já consumiram bebidas alcoólicas.

O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2009 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais do país.

A pesquisa também revela que 86% dos universitários já consumiram álcool em algum momento da vida e 47% já utilizaram produtos derivados de tabaco.  Já consumiram bebida em excesso são 36% (cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25% nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Além disso, 22% dos alunos de universidades estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Já 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha.

Nos últimos doze meses, 40% dos universitários usaram duas ou mais drogas – 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. O motivo para 47,8% é “porque gostavam”.

O levantamento traz também dados sobre o consumo de álcool na direção de veículos: 18% dos universitários já dirigiram sob efeito de bebidas alcoólicas e 27% já estiveram em um carro com um motorista embriagado.

O consumo de álcool é mais comum entre os estudantes de universidades do que entre a população em geral, segundo o estudo. O uso de drogas ilícitas é mais comum entre alunos com mais de 35 anos, das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas e do período noturno.

A pesquisa também mostrou que 9% dos universitários não costumam usar métodos anticoncepcionais, mas 41% deles já fizeram teste de detecção do vírus HIV – 3% afirmaram que já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 8% que já fizeram ou induziram aborto.