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domingo, 16 de outubro de 2011

José Mariano Beltrame: “A milícia hoje me preocupa mais que o tráfico”

Fonte: Época

Os novos desafios e sonhos do gaúcho Beltrame, que conquistou o Rio ao criar as UPPs e baixar os índices de criminalidade

RUTH DE AQUINO

O secretário de Segurança do Rio, o gaúcho José Mariano Beltrame, tem alguns vícios. O chimarrão, as corridas e a investigação. Não necessariamente nessa ordem. Seus maiores amores hoje, além do Rio e do clube Internacional, são a segunda mulher, Rita Paes, e o filhinho de um ano e meio, Francisco, o Chicão, que já cantarola “Garota de Ipanema”. Tem dois filhos do primeiro casamento, Mariana e Maurício, e lamenta não ter mais tempo para desenpenhar a função de pai .

Usa uma escolta de nove seguranças em eventos públicos. E uns quatro guarda-costas em programas particulares. Diz que não tem medo de morrer: “Porque nunca sacaneei ninguém”. Beltrame – conhecido por todos no trabalho e na intimidade pelo nome do meio, Mariano – é muito religioso: “católico apostólico romano praticante”. A fé vem da família, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, perto da fronteira com o Uruguai. Ele e a mulher não perdem uma missa dominical e foram recentemente ao santuário de Nossa Senhora da Aparecida. Diz que a única coisa que tira seu sono é “o medo de não corresponder às expectativas dos jovens de comunidades carentes”, que ganharam nova esperança com as Unidades de Polícia Pacificadora – as UPPs – em favelas antes dominadas por traficantes e milicianos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ainda existe tráfico de drogas no Complexo do Alemão, diz general

Fonte: Jornal da Mídia

Rio de Janeiro - O general Carlos Sarmento, responsável por toda operação de segurança no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, admitiu hoje (8) que, após nove meses de ocupação pelas Forças Armadas, que ainda existe tráfico de drogas na região. “É impossível acabar com o tráfico, porque tem os ‘órfãos’ que trabalhavam para o tráfico e também os ‘órfãos’ dependentes de drogas. A gente ainda identifica um pequeno tráfico dentro das comunidades, para atender esse consumo. Mas não mais um depósito. Ali não é mais a base logística do tráfico.”

Depois de três meses comandando 1.600 soldados, Sarmento fez um balanço positivo da presença do Exército nas favelas que formam os dois complexos, apesar de admitir a presença de traficantes. O general falou para um grupo de empresários, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.Sarmento considera incompatível a presença das forças de segurança e de criminosos, apesar de reconhecer a permanência de traficantes na região. “Essa convivência é inadmissível. Nós sempre estamos procurando coibir o ilícito, mas lógico que há dificuldades. Não podemos ficar ali revistando todas as pessoas.”

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cabral promete comunidades livres do tráfico e de milicianos em 2014

do O Dia Online

Rio - Um Estado livre do poder paralelo. Durante a cerimônia de posse, realizada neste sábado na Assembléia Legislativa (Alerj), o governador reeleito Sérgio Cabral afirmou que livrará todas as comunidades do poder de milicianos e traficantes de drogas até 2014.

Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão tomam posse na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro | Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia

"Gostaria de firmar um compromisso com esta casa e com o povo do Estado do Rio de Janeiro de que em 2014 não haverá uma comunidade dominada pelo poder paralelo, seja ele miliciano ou traficante", disse Cabral ao encerrar seu discurso de posse.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Para especialista, Estado deve ressocializar jovens que atuavam no tráfico no Alemão

do Jornal do Brasil

Rio de Janeiro - A ocupação do Conjunto de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio, que hoje (28) completa um mês, representou o primeiro e importante passo para a reconquista do território pelo Estado, mas ainda há um “largo caminho” a ser percorrido para de fato garantir cidadania à população que vive na localidade. A avaliação é do especialista em ciências criminais Wálter Maierovitch. Segundo ele, o Estado precisa investir fortemente nos jovens que estavam a serviço do tráfico para inseri-los na sociedade de forma digna.

“Aquele território não era do Brasil, mas da facção criminosa que o comandava. Ocorreu um resgate. Mas ainda há um largo caminho. Por exemplo, é preciso pensar imediatamente nos jovens que foram cooptados pelo crime organizado, dando a eles instrumentos [de ressocialização]. Não adianta colocar todo mundo nos presídios”, disse Maierovitch, que é também fundador e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone – instituição cujo nome homenageia o magistrado italiano que lutou contra a máfia na Itália e acabou morto em um atentado mafioso.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

STJ concede liberdade a funkeiros acusados de associação com o tráfico

do G1

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu nesta segunda-feira (27) habeas corpus a cinco funkeiros que tiveram prisão temporária de 30 dias decretada pelo Judiciário fluminense no último dia 15, suspeitos de associação com o tráfico de drogas.

As prisões aconteceram dias após a ocupação do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, pela polícia.

De acordo com decisão do presidente do STJ, Ari Pargendler, a decisão baseia-se em jurisprudência do tribunal, que estabelece que o crime de associação para o tráfico de drogas é autônomo e, por isso, não pode ser equiparado a crime hediondo, o que eliminaria a prisão temporária dos suspeitos.

A defesa dos funkeiros já havia tentado a liberdade deles na Justiça fluminense, que acabou negando o habeas corpus. De acordo com a defesa, a prisão foi ilegal, já que nenhum dos cinco era acusado de crime que prevê a prisão temporária de 30 dias –tese aceita pelo STJ.

Lucro com maconha ultrapassa os 1.500% em favelas do Rio

do R7

Maconha apreendida na Vila Cruzeiro, Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Lucro com a droga é de mais de 1.500%, segundo policiais. Além de criminoso, o tráfico de drogas é um negócio muito lucrativo no Rio de Janeiro. Com a venda de maconha, o lucro ultrapassa 1.500%, de acordo com fontes da polícia fluminense ouvidas pelo R7. O quilo é comprado pelos traficantes cariocas por R$ 300. Com a venda, o faturamento dos criminosos chega a R$ 5.000.

Já no comércio de crack, o lucro chega a 272%, enquanto com a cocaína fica em 266%, ainda segundo policiais. No caso da cocaína, o lucro com um quilo é de R$ 20 mil (comprada a R$ 12 mil e vendida a 32 mil). Já o quilo do crack é comprado por R$ 11 mil, o quilo, com lucro de R$ 30 mil.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Guerra no Rio // Essa vida sem drogas

do Diário de Pernambuco

Drogas recolhidas durante operação no Complexo do Alemão: a quantia impressiona Foto: Evaristo SA/AFP Uma grande pergunta ainda paira sobre a recente atuação de forças policiais e armadas nas favelas do Rio de Janeiro: a guerra e a ocupação vão influenciar na diminuição do consumo das drogas? Em duas semanas de operação, a Polícia Militar do estado responde apenas ao imediato: são 24,2 toneladas de maconha e 88 quilos de cocaína fora do tráfico. No entanto, o combate à oferta não corresponde, em relação simplista, à redução da demanda. Do ano 2000 ao dia 31 de outubro deste ano, a Polícia Federal apreendeu 156,8 toneladas de cocaína em todo o país, de forma crescente, ao longo dos anos - foram apreendidas 1,7 mil toneladas de maconha.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Exército prende 4 usuários com maconha no acesso ao Alemão

do O Dia Online

Rio - Quatro homens foram presos por militares da Brigada Paraquedista do Exército, por volta das 3h, na Rua Joaquim Queirós com Avenida Itararé, principal acesso às comunidades da Grota e da Nova Brasília, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio.

Segundo os militares, o grupo deixava o local à pé quando foi parado pelos soldados. Durante a revista foi encontrado um cigarro de maconha com cada um. Todos formam levados para 22ª DP (Penha).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem está a favor do combate ao tráfico no Rio?

de Sidney Rezende

Levantamento divulgado pelo Ibope mostrou que 88% dos cariocas são a favor das ações de combate ao tráfico de drogas, realizadas nos últimos dias em especial no Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade. Os indecisos somaram 7% e apenas 3% desaprovam as operações. Mil moradores de diversos pontos do Rio e com idade superior a 16 anos foram entrevistadas por telefone no período de 27 a 29 de novembro. Gostaria de questionar exatamente esse aspecto da pesquisa que me parece fundamental.

O próximo passo no combate à violência é acabar com a corrupção

do O Globo

Nem o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio (Bope), nem as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), nem ninguém conseguirá diminuir a violência sem que sua principal fonte seja combatida, a corrupção. Ela é a mãe de quase todos os males, inclusive a violência. Não adianta deixar o peso em cima de policiais honestos que arriscam suas vidas todos os dias em confrontos com bandidos, nem adianta legalizar as drogas de modo a cortar a renda dos traficantes. Milícias, por exemplo, são tão violentas quanto e não vendem drogas. Também não vai adiantar criminalizar o usuário de drogas, como alguns conservadores sugerem, pois a fonte de onde brota todos estes males está na corrupção.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quadrilha não consegue repor estoque de maconha no Complexo do Alemão

do O Globo

RIO - Com o Complexo do Alemão dominado pelas forças de segurança e com toneladas de maconha apreendidas, traficantes antes alojados na região estão com dificuldade de repor o estoque da droga em outros morros, como Mangueira e Jacarezinho. Fontes da inteligência da polícia informaram que hoje a quadrilha está sem dinheiro.

( Armas e drogas apreendidas no Complexo do Alemão )

Com o cerco, o preço do quilo da maconha que chegava ao Alemão pulou de R$ 300 para R$ 650. De acordo com a polícia, os fornecedores da droga que atuam no Paraguai e em São Paulo não estão aceitando enviar cargas para o Rio. A recusa se deve ao fato de haver cercos nas estradas. Eles também não estão aceitando enviar o produto em consignação, exigindo pagamento em dinheiro.

'Não tenho pretensão de acabar com tráfico', diz secretário de Segurança do RJ

do O Globo

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse nesta terça-feira que não tem a pretensão de acabar com o tráfico de drogas no Estado.

'Minha pretensão não é acabar com o tráfico: ele existe em Londres, em Paris. O que é inaceitável é a pessoa ser vigiada, é levar o filho na escola e ver um homem com um fuzil', afirmou Beltrame.

Drogas aprendidas no Complexo do Alemão serão incineradas na CSN

da Band

As cerca de 40 toneladas de drogas apreendidas desde o início das operações policiais no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, serão incineradas nesta quarta-feira nos fornos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

Um caminhão sairá da sede da Academia da Polícia Civil, onde o material está apreendido, em direção a Volta Redonda, sede da companhia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o forno da CSN tem capacidade para incinerar 40 toneladas, praticamente o total da droga apreendida (entre maconha, cocaína e crack).

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Moradores do Complexo do Alemão saqueiam patrimônio do tráfico

RIO - O saque ao patrimônio do tráfico virou uma regra no Complexo do Alemão . Já na manhã de segunda-feira, não havia mais sinais de luxo na casa do traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, encontrada pela polícia na véspera . Até mesmo as duas televisões de 40 polegadas que estavam danificadas por tiros e uma geladeira, que também foi encontrada pelos policiais destruída a marretadas, haviam desaparecido do lugar.

- Não sobrou nem a água da piscina - comentou um morador.