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sábado, 13 de novembro de 2010

Bernard Rappaz está em greve de fome e a Suíça não sabe o que lhe fazer

do Público

Um plantador de cannabis suíço está há 79 dias sem comer para contestar a pena a que foi condenado. A sua história já não é só um protesto, é um imbróglio político e judicial.

Quando entrou em greve de fome Bernard Rappaz pesava 90 quilos, agora terá 58. Está há mais de dois meses sem comer para protestar contra a pena a que foi condenado – cinco anos e oito meses de prisão por violação da lei sobre estupefacientes e branqueamento de dinheiro. Enfraqueceu, foi hospitalizado mas não desiste. Por isso as autoridades não sabem o que fazer.

O que está em causa é a vida deste homem de 57 anos, de barba e cabelos longos e grisalhos. Mas o que está acontecer na Suíça é também um acalorado debate político e uma disputa entre a justiça e os médicos. O tribunal federal ordenou a alimentação forçada de Bernard Rappaz, que a 21 de Outubro foi internado numa ala dedicada a prisioneiros num hospital de Genebra, e os médicos recusam cumprir essa deliberação por ir contra a vontade expressa do paciente. Deste braço-de-ferro ainda não resultou qualquer decisão, Rappaz continua determinado a não comer.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Plantador de maconha encerra greve de fome

do Swiss Info

O produtor de maconha Bernard Rappaz, do cantão do Valais (sudoeste da Suíça), encerrou uma greve de fome de mais de 50 dias, depois que as autoridades estaduais transformaram provisoriamente sua pena em prisão domiciliar.

A medida está sujeita a condições muito restritivas e só vale até o Supremo Tribunal Federal julgar um recurso de Rappaz contra uma decisão do tribunal estadual, que rejeitou um pedido de interrupção da pena.

Rappaz aceitou essas condições e, em seguida, interrompeu sua greve de fome, informa um comunicado da Secretaria de Segurança Pública do Valais, nesta quarta-feira (21/7).

Ele foi condenado a cinco anos e oito meses de prisão em 2006 por graves violações à lei de entorpecentes, lavagem de dinheiro, agressão simples e graves transgressões às leis do trânsito.

Rappaz foi acusado de ter vendido cinco toneladas de haxixe por 4,2 milhões de francos de receita e obtido 2 milhões de francos de lucro. Em 2001, a polícia confiscou em sua propriedade 50 toneladas de maconha avaliadas em 35 milhões de francos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Zurique pode vender maconha, mas sob controle

do UAI

A maior cidade da Suíça vai examinar a possibilidade de vender cânhamo sob controle, como quer a câmara municipal.

Mas a prefeitura não tem pressa e estuda formas de colaboração com outras cidades. Berna, a capital, e Basileia estão interessadas.

Quando a câmara municipal de Zurique votou, em junho passado, por 67 votos a 49, uma proposta para que o executivo examinasse a venda de maconha sob controle estatal, a decisão provocou muita polêmica.

O jornal alemão de Munique Süddeutsche Zeitung falou de Estado "traficante". Os adversários de uma política liberal para as drogas pediram mais repressão. Mas a questão nada tem de anormal em um país que instituiu, desde meados dos anos 1990, sob a forma de teste, a distribuição de heroína sob controle médico, hoje inscrita na lei.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

St. Gallen introduz limite para plantação de maconha

do Swiss Info

O cantão de St. Gallen (leste da Suíça) aumenta a pressão contra as plantações ilegais de maconha.

Pessoas que cultivam dez ou mais pés de cannabis sativa devem se registrar junto às autoridades. Caso contrário, as colheitas serão confiscadas e destruídas.

É tudo uma questão de medida, inclusive também para a maconha, uma planta cultivada há séculos devido à sua utilidade e capacidades terapêuticas. Porém, segundo a Lei de Narcóticos de 1951, quando ela contém mais de 0,3% de uma substância chamada tetraidrocanabinol, também conhecida como THC, sua utilização é ilegal.

Pessoas que plantavam cannabis sativa "reforçada", ou seja, a maconha com um grau de THC mais elevado do que o permitido, podiam até então se desculpar, afirmando que suas plantas não estavam destinadas ao fumo ou não saber da sua proibição.