Rio de Janeiro - A ocupação do Conjunto de favelas do Alemão e da Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio, que hoje (28) completa um mês, representou o primeiro e importante passo para a reconquista do território pelo Estado, mas ainda há um “largo caminho” a ser percorrido para de fato garantir cidadania à população que vive na localidade. A avaliação é do especialista em ciências criminais Wálter Maierovitch. Segundo ele, o Estado precisa investir fortemente nos jovens que estavam a serviço do tráfico para inseri-los na sociedade de forma digna.
“Aquele território não era do Brasil, mas da facção criminosa que o comandava. Ocorreu um resgate. Mas ainda há um largo caminho. Por exemplo, é preciso pensar imediatamente nos jovens que foram cooptados pelo crime organizado, dando a eles instrumentos [de ressocialização]. Não adianta colocar todo mundo nos presídios”, disse Maierovitch, que é também fundador e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone – instituição cujo nome homenageia o magistrado italiano que lutou contra a máfia na Itália e acabou morto em um atentado mafioso.