quinta-feira, 6 de maio de 2010

Governo anunciará programa contra droga

do Zero Hora

A epidemia de crack no país levou a Câmara dos Deputados a realizar ontem uma audiência pública para discutir formas de coibir o avanço da droga. Na primeira reunião da Frente Parlamentar de Combate ao Crack, o ministro da Saúde, José Temporão, afirmou que o governo deve anunciar nas próximas semanas um programa interministerial com o objetivo de ampliar a rede pública de tratamento e criar medidas de prevenção.

– O presidente Lula pediu uma integração de esforços. Vamos reunir ações de educação, saúde, cultura e combate ao tráfico para tentar diminuir o acesso à droga – disse Temporão, que destacou ainda a campanha Crack Nem Pensar, do Grupo RBS.

Vice-presidente Institucional e Jurídico do Grupo RBS, Paulo Tonet Camargo apresentou aos parlamentares as iniciativas da empresa. Segundo Camargo, a degradação social, a dificuldade de recuperação dos usuários e a dependência imediata causadas pela pedra motivaram a realização, pelo segundo ano consecutivo, de uma campanha para esclarecer a população sobre os perigos do crack.

– Muitas vezes é a falta de informação que provoca esse cotidiano de tragédias vinculado ao crack – resumiu Camargo.

Número de usuários da pedra assusta autoridades


Entre os painelistas do evento, dois especialistas em saúde pública traçaram um diagnóstico assustador da epidemia da pedra no país. Segundo o psiquiatra Pablo Roig, o crack já tem 1,26 milhão de usuários no Brasil.

Coordenadora de um programa de atendimento a bebês expostos a drogas em Porto Alegre, a pediatra Gabrielle Cunha revelou que 80% das mães atendidas pelo sistema são viciadas em crack. Os dados preocuparam o deputado Alceni Guerra (DEM-PR).

– Já não se trata mais de uma epidemia, mas sim de uma tragédia nacional que atinge o triplo de pessoas que foram abatidas pela gripe espanhola no século passado. O crack é o mais grave problema de saúde público do país – disse o deputado.

Defensores da legalização da maconha realizam marcha no sábado em Porto Alegre

do Zero Hora

Sob olhares atentos de policiais e promotores de Justiça, porto-alegrenses devem marchar neste sábado num tênue limite que divide a liberdade de expressão, uma das garantias constitucionais dos brasileiros, e a prática de um crime. São os participantes da Marcha da Maconha, movimento nacional que reúne neste sábado, na Capital, defensores da descriminação da droga.

Os líderes dizem que o manifesto servirá para defender uma nova política de drogas. Eles entendem que o atual esforço contra os entorpecentes fracassou. Se esse for o tom do evento, promotores e policiais não veem problema. Mas irão vigiar de perto a manifestação.

– O Ministério Público não proibirá a manifestação do pensamento sobre a droga, mas a instituição não tolerará, durante o ato, a apologia ao uso de drogas por meio de cartazes, faixas ou palavras de ordem – avisa o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, promotor Fabiano Dallazen.

Atentos para eventuais enrascadas legais, os organizadores do evento alertam que não podem “responder pelo delitos cometidos por qualquer pessoa que participe da marcha”.

Impor internação não é solução para viciados, diz ministro

Da Abril.com

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sinalizou que o plano nacional interministerial de combate ao uso de drogas, solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve se posicionar contra a internação compulsória. Ele esteve nesta quarta-feira (5) no Congresso Nacional para o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack.

“A legislação brasileira não permite a internação compulsória, o Ministério Público tem que ser avisado no caso dessas situações. Também não vejo com simpatia uma ideia meio mágica que é retirar da nossa frente o problema e trancá-lo em alguma sala, sem o olhar de frente. É claro que as pessoas em situação de risco – para si ou para outros – têm que ser tratadas, mas essa não é a solução dos problemas”, afirmou.

Segundo o ministro, não há um prazo para que o plano seja lançado, mas deve sair “o mais rápido possível”. O projeto está sendo elaborado por várias pastas, entre elas os ministérios da Saúde, Educação e Justiça.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Número de usuários de crack no país ultrapassa 1 milhão, diz especialista

do Diário Catarinense

O número de usuários de crack hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos. Os dados foram apresentados nesta terça-feira pelo psiquiatra Pablo Roig, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados. Roig é especialista no tratamento de dependentes do crack.

O número é uma estimativa feita com base em dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os especialistas presentes na audiência apontaram que os países gastam de 0,5% a 1,3% do PIB como o combate e tratamento ao uso de droga.

A pediatra e pesquisadora do Rio Grande do Sul Gabrielle Cunha desenvolve um trabalho no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas com bebês cujas mães usaram crack durante a gravidez. Pesquisa desenvolvida por ela em 1999 aponta que 4,6% das gestantes usavam a substância. Segundo ela, o índice é muito superior ao verificado em outros países.

— Nós não temos estatísticas nacionais sobre isso. Mas imaginamos que atualmente seja no mínimo o dobro (desse percentual de 1999) tendo em vista o número de pacientes que chegam até nós — apontou.

Segundo Gabrielle, os recém-nascidos que foram expostos ao crack ainda na barriga da mãe apresentam logo nas primeiras 48 horas de vida "alterações neurológicas e comportamentais provocados pela exposição prolongada à droga". Mas ela ressalta que essas crianças não são viciadas e os danos podem ser minimizados.

— No início se pensava que esses bebês teriam má-formações e problemas graves, mas, na verdade, as alterações são no neuro-comportamento. Eles são mais irritáveis, são bebês que geralmente têm dificuldade de alimentação. Mas conforme o estímulo e o tratamento que ele recebe, é possível reverter essa situação que é temporária — ressaltou.

Atualmente, cerca de 150 bebês nessa situação são atendidos pelo programa do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre.

80% bebem álcool aos 15 anos em Portugal

do Jornal de Notícias

Cerca de 80% dos jovens com 15 anos consomem bebidas alcoólicas, revelou Augusto Pinto, da Unidade de Alcoologia de Coimbra do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), ontem, quarta-feira, ao JN. O I Encontro da Rede Institucional das Adições de Coimbra foi o pretexto.

"Não há capacidade de controlo, a legislação não é eficaz. Os pais também facilitam, são altamente permissivos, e são eles que, habitualmente, financiam (o consumo de bebidas alcoólicas)", defendeu Augusto Pinto, já no final da sua intervenção na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Coimbra.

No entender de Augusto Pinto, a raiz do problema pode estar no facto de a sociedade portuguesa ser "extremamente tolerante para com este consumo". Ou, dito de outra maneira: "Grande parte da população tem uma relação positiva e intimista com o álcool. Temos dificuldade em ver (o alcoolismo) como uma doença perigosa". A "mobilização social" a que se assistiu quando se planeou reduzir a taxa limite de alcoolemia, nos condutores, dos actuais 0,5 grama de álcool por litro de sangue para 0,2 constitui, para Augusto Pinto, o exemplo perfeito de como esta "relação positiva" com as bebidas alcoólicas impera em Portugal. Para combater isto, "é necessário educar, consciencializar mais, valorizar estas questões".

E, lembra o responsável, "o álcool é uma substância legal, que tem uma componente económica importante", e "a Europa é a primeira produtora".

Mulheres estão a beber mais

Em declarações ao JN, Augusto Pinto explicou que o consumo de álcool tem subido, nos últimos anos, em Portugal. Estudos recentes do IDT mostram que perto de 80% da população consome bebebidas alcoólicas ao longo da vida. As formas de beber é que mudaram. Hoje, as camadas mais jovens da população já "não têm o vinho como primeira bebida", optando, antes, pelas bebidas destiladas, fruto da "pressão da publicidade", exemplificou.

O responsável mostrou-se, ainda, "muito preocupado" com o aumento do consumo feminino, que se traduz num aumento da doença hepática alcoólica nas mulheres, mais vulneráveis ao álcool. Enquanto a doença atinge os homens ao fim de dez ou 20 anos de consumo excessivo, para as mulheres bastam cinco.

Maio da Maconha

do Blog Plantando Consciência

A maconha está em alta. Segundo notícia do jornal Destak, apreensões recordes da planta levaram o preço do quilograma em São Paulo dos usuais R$200 para R$2000. O jornal afirma ainda que a dificuldade de se encontrar a planta no mercado ilícito está relacionada a uma preferência dos traficantes pelo mais rentável negócio da cocaína e do crack. O que esta notícia não conta (assim como outras usuais sobre o assunto), é quanto custa aos cofres públicos as tais apreensões e pra onde vai a droga “apreendida”. Mistério…

Outra notícia, do portal G1, afirma que Lula e o presidente paraguaio Lugo declararam que devem trabalhar juntos para conter a criminalidade na região, principal rota da maconha entre os dois países. Novamente não dizem quanto dinheiro será gasto em tais medidas, mas podemos imaginar que é bastante. A Califórnia já reconheceu o fato e irá votar em novembro a legalização da planta que já está sendo legalmente vendida em farmácias especializadas.

Propagação do ecstasy

do O Tempo

Estudos sobre o uso do ecstasy no Brasil ainda são escassos, mas alguns dados indicam que o consumo do metilenodioximetanfetamina (MDMA) tem aumentado, considerando, por exemplo, o alto número de apreensões de comprimidos assim como a descoberta de laboratórios clandestinos.

O ecstasy é uma droga sintética e sua síntese foi feita por pesquisadores que buscavam encontrar uma molécula natural envolvida nas sensações amorosas, a feniletilamina, produzida no organismo. Pode ser consumida por injeção, inalação ou via oral. Apresenta-se em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó. Age aumentando a produção e a diminuição da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina. Seus efeitos surgem entre 20 e 60 minutos, atingindo estabilidade em duas horas.

Os que propagam o seu uso como "droga sintética do amor", afirmam que ela produz uma excitação agradável, que acaba com a angústia, rompe os bloqueios humanos, aumenta a capacidade de comunicação, amplia a visão e deixa a pessoa mais receptível emocionalmente. Na verdade essa droga associa os efeitos alucinógenos do LSD com os efeitos estimulantes das anfetaminas. O ecstasy é a mais popular das drogas sintéticas usadas nos clubes noturnos e raramente é ingerido sozinho. Uma pesquisa feita recentemente com cerca de mil usuários brasileiros dessa droga, mostrou que 97% dos entrevistados usaram outra substância, legal ou ilegal, com o objetivo de potencializar o seu efeito ou anular sensações.