Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisaram 420 horas da programação dos quatro canais de TV de maior audiência no Brasil e concluíram que a publicidade de bebidas alcoólicas está concentrada nos programas de esporte. Segundo os autores, esse tipo de programação é mais frequente nos períodos da manhã e da tarde e tem forte apelo entre o público menor de idade, que fica exposto à propaganda de bebida.
"Diversos estudos já mostraram que quanto maior a exposição à publicidade, maior o consumo de álcool", afirma a psiquiatra Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) e coordenadora do estudo. Para Ilana, a autorregulamentação publicitária não é suficiente para evitar abusos e seriam necessárias restrições à propaganda de álcool tão rígidas quanto as existentes para o cigarro.
O presidente do Conar, Gilberto Leifert, discorda. "Podem restringir a publicidade ao máximo, mas o acesso à geladeira vai continuar franqueado", diz ele, afirmando que o problema é a falta de fiscalização da venda para menores de idade. "A sociedade tem direito à informação de produtos lícitos", defende. A entidade argumenta que sem publicidade livre não há imprensa livre e que a indústria da comunicação é a base da democracia.
Levantamento feito por agentes de saúde da Prefeitura de São Paulo, obtido com exclusividade pelo R7, traça o perfil dos usuários de crack que vivem na chamada Cracolândia – região do centro que compreende parte dos bairros da Luz, Bom Retiro e Santa Cecília. Os dados são usados pela inteligência da Polícia Civil para orientar operações na área.
Realizado nos meses de abril e março deste ano, o levantamento considera apenas os dependentes de crack que concordaram em conversar com os agentes de saúde. Ao todo, 196 moradores da Cracolândia toparam responder a pesquisa. Outros 242 usuários foram identificados, mas não quiseram dialogar. No total, foram identificados 442 usuários na Cracolândia, o que representa 5% do total de pessoas em situação de rua de São Paulo, segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social de 2000 (os mais recentes da prefeitura).
KUALA LAMPUR - Um indonésio foi condenado na Malásia a sete anos de prisão e dez chicotadas pela posse de 218 gramas de maconha, crime poderia ter sido punido com pena de morte, indicou hoje a imprensa local.
Muhamad Yousef, de 32 anos, realizou várias reverências de agradecimento ao juiz Mohd Sofian Abd Razak, que decidiu revogar as acusações por tráfico de drogas, que é castigado com a forca no país.
O cidadão indonésio, que viveu 27 anos na Malásia, foi detido em 22 de junho do ano passado quando a Polícia descobriu haxixe escondido na lanchonete que ele gerenciava nos arredores da capital.
O magistrado ordenou que a apuração da pena de prisão começará a partir da data de detenção.
A legislação da Malásia estabelece a pena capital para toda pessoa que esteja em posse de mais de 15 gramas de heroína ou cocaína, de um quilo gramas de ópio ou 200 gramas de maconha.
Brunei, Malásia e Cingapura ainda aplicam o castigo corporal com um chicote que deixa uma cicatriz duradoura, uma herança de quando os três territórios foram partes do Império Britânico. A pena mínima é de duas chicotadas e a maxima de 24.
SÃO PAULO - Uma pequena empresa de jogos online identificada como R.Floyd já atraiu quase meio milhão de usuários no Facebook ao simular uma plantação de maconha.
Claramente inspirado no sucesso Farmville, da Zynga, que contabiliza 82 milhões de usuários ativos, de acordo com o Facebook, o aplicativo PotFarm permite plantar, cuidar e colher pés virtuais de maconha.
Quem acessa o aplicativo online é avisado que o game exibe imagens que podem ofender jovens e crianças e alerta que o jogo social só deve ser utilizado por maiores de 21 anos.
No aplicativo, é possível colecionar objetos que ajudam a aumentar a produção e processar a erva colhida. Há ainda alusões a outros tipos de plantas alucinógenas como pequenas hortas de cogumelos que nascem em meio à plantação de cannabis.
Jogadores bem sucedidos podem comprar narguilés para aspirar a erva queimada.
Segundo a empresa que criou o game e mantém um perfil no Twitter, a ideia é recriar cenários comuns aos jovens hippies dos anos 60 e não incentivar o consumo ou produção de drogas.
Uma das telas exibidas enquanto o jogo carrega afirma que o aplicativo trata de cenários “totalmente virtuais” e diz que qualquer semelhança com plantações reais é “coincidência”.
Inicialmente, a empresa não vende objetos virtuais no game, mas mantém uma loja online onde é possível comprar canecas, camisetas e outros souvenirs com motivos rastafári e hippies, sem alusão direta à maconha.
A marcha da maconha, que ocorreu ontem (23) em São Paulo, foi realizada sob a tensão de uma liminar do Tribunal de Justiça. Tal liminar permitia que a polícia prendesse qualquer manifestante que fizesse apologia ao uso da droga.
Assim, o que era para ser um evento de liberdade de expressão foi uma demonstração da repressão da polícia do estado. Infelizmente, eu mesmo presenciei pessoas sendo ameaçadas pelos policiais.
Conforme relata reportagem da Folha de S.Paulo de hoje (24), também tive de intervir para que um rapaz não fosse preso. Ele segurava um cartaz que dizia: “Não fumo, não compro, não vendo e não condeno”.
Vetada pela Justiça, marcha da maconha vira marcha da mordaça
A marcha da maconha, que deveria ter sido realizada ontem no parque Ibirapuera (zona sul de SP), transformou-se em uma “marcha da mordaça”, graças a uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo que proibia a realização do evento.
Segundo a decisão, os manifestantes não poderiam se pronunciar em favor da legalização da erva, sob pena de serem presos e processados por apologia ao crime.
Em protesto, os cerca de 300 participantes presentes ao evento -segundo a PM-, resolveram amarrar camisetas ao redor da boca.
A Polícia Militar exigiu ainda que todos os cartazes que continham desenhos da folha da cannabis e palavras de ordem como “legalize já” fossem escondidos.
Camisetas do coletivo Marcha da Maconha, que têm um trecho do artigo 5º da Constituição (“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização”), também tiveram de ser retiradas.
“Tudo que seja entendido como apologia, será interpretado como crime”, disse o 2º tenente Marinho da PM, que não soube explicar que critérios usaria para tal definição.
O professor de inglês Fábio Harano, por exemplo, quase foi levado ao 36º DP por exibir um cartaz com a seguinte inscrição: “Não fumo, não compro, não vendo e não condeno”. Livrou-se da detenção graças à intervenção do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).
A ex-subprefeita da Lapa Soninha Francine foi à manifestação e acusou a Justiça de estar caluniando o movimento de legalização.
“A Justiça está imputando ao movimento uma intenção equivocada. O que as pessoas estão dizendo aqui é que querem comprar uma substância de comerciantes legalizados e não mais terem de se relacionar com o crime. Estão nos caluniando.”
CONFRONTO
Durante a marcha, a ação da PM consistia em retirar cartazes e adesivos dos manifestantes e, se fosse o caso, encaminhá-los ao 36º DP.
Um estudante, que se recusou a jogar fora um adesivo com um pequeno desenho de uma folha de Cannabis sativa (nome científico da maconha), foi ameaçado.
“É melhor você correr porque eu vou te pegar lá fora!”, disse um soldado que não respondeu à reportagem qual seria o crime que o rapaz teria cometido.
Já no fim da marcha, outro policial usou spray de pimenta contra a reportagem da Folha, que acompanhava a prisão de um rapaz que carregava o cartaz com a frase “não compre, plante”.
Brasília(Agência Senado) - Os adeptos do Santo Daime realizaram nesta segunda-feira (24), em frente ao Congresso Nacional, a Caminhada Ayahuasca Contra as Drogas, cujo objetivo é apresentar à sociedade informações sobre o uso do chá Santo Daime, ou ayahuasca, utilizado para fins religiosos. A passeata foi organizada pela Federação Nacional da Ayahuasca.
Os adeptos argumentam que o daime "não causa qualquer tipo de dependência, dano fisiológico ou síndrome de abstinência" e alertam para o risco de misturar a bebida com drogas como maconha ou cocaína . "Nós tomamos daime e não somos drogados" foi uma das frases impressas em cartazes durante a manifestação.
Nesta semana, a Câmara dos Deputados realiza duas audiências públicas para discutir a resolução do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) que permitiu o uso do chá do Santo Daime ou ayahuasca para fins religiosos. Um das audiências foi realizada nesta segunda-feira (24) e a outra deverá ocorrer na quinta-feira (27).
Deputados argumentam que há muitas divergências sobre a norma, que foi editada sem consulta pública ou discussão no Parlamento. Um dos parlamentares que requereu o debate, Paes de Lira (PTC-SP), é autor do Projeto de Decreto Legislativo 2491/10, que susta a resolução do Conad.
Depois que os partidários de um dos "barões das drogas" Christopher "Dudus" Coke tomaram conta da capital da Jamaica, fazendo barricadas e incediando delegacia, entre outras ações, o primeiro-ministro Bruce Golding denunciou os distúrbios como "um assalto calculado sobre a autoridade do EStado". Autoridades declararam estado de emergência em algumas partes da capital Kingston.
Golding afirmou que forças de segurança estão sendo "deslocadas rapidamente para manter a atual situação sobre controle".
"Aqueles que estiverem envolvidos com os episódios de violência serão detidos", disse o ministro em um discurso na televisão. "O que está acontecendo é uma assalto calculado à autoridade do Estado que não pode ser tolerado, e que não será permitido que continue", completou.
O governo da Jamaica afirmou que as medidas serão mantidas por pelo menos um mês. Esse locais são centros de apoio de Coke, que diz ser um líder comunitário.
O Departamento de Justiça dos EUA diz que Coke é um dos traficantes mais perigosos do mundo. Ele é acusado de liderar uma gangue chamada Shower Posse e operava uma rede de contrabando internacional.