sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cracolândia entre o populismo e a incompetência

Fonte: Blog do Maierovitch

Ao tempo da Liga das Nações tivemos uma conferência (1909) e três convenções sobre “drogas nocivas”, com foco especial no ópio, gerador de duas guerras diante do interesse monopolístico e da indústria farmacêutica. As duas guerras do ópio envolveram China e Grã-Bretanha (1839-42 e 1856-60). A ganhadora foi a Grã-Bretanha.

Na Organização das Nações Unidas (ONU), a principal convenção em face do fenômeno transnacional das drogas foi a de Nova York, em1961. Essa Convenção entrou em vigor em 1964. Na Convenção de 1988, realizada em Viena, comprovou-se que o sistema bancário e o financeiro internacional estavam sendo empregados para circulação e lavagem de dinheiro das drogas ilícitas da criminalidade organizada sem fronteiras.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Maconheiros de meia idade têm mentes mais "afiadas"

Fonte: Folha de São Paulo

Um estudo britânico sugere que pessoas na meia idade que usaram ou ainda usam drogas não tiveram o cérebro danificado. A pesquisa foi publicada pelo "American Journal of Epidemiology".

Pesquisadores do King's College, em Londres, estudaram milhares de pessoas com 50 anos e descobriram que aqueles que tinham usado drogas ilícitas, principalmente a maconha, tiveram um desempenho melhor do que os outros nos testes de memória e de outras funções cerebrais.

EUA discutem liberação da maconha

Fonte: BAND

Quatro Estados norte-americanos encaminharam pedido ao governo federal para que liberem o uso da droga com fins medicinais

Quatro Estados norte-americanos pressionam o governo de Barack Obama para que libere o uso da maconha com fins medicinais. As informações são do correspondente da Band em Nova York, Luiz Megale.

O último Estado a encaminhar um pedido de liberação da maconha à Casa Branca foi Colorado. Um mês antes, a mesma proposta foi encaminhada pelas federações de Vermont, Rhode Island e Washington.

A reivindicação é antiga, mas nunca teve tanto apoio político quanto agora. Os quatro Estados querem que a maconha seja classificada como tipo 2, entrando no grupo de analgésicos mais fortes, daqueles que só podem ser vendidos com prescrição médica. Atualmente, ele é tipo 1, totalmente proibido, como a cocaína e o ecstasy.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Bolivia, primer país que abandona la Convención de la ONU sobre drogas

Fonte: BBC

Bolivia abandonará temporalmente la Convención de Naciones Unidas sobre Estupefacientes con la entrada del nuevo año en señal de protesta por la clasificación de la hoja de coca como una sustancia ilegal.

Las hojas de coca son la materia prima de la cocaína, pero Bolivia ha alegado desde hace tiempo que en su forma no procesada son meramente un estimulante suave.

La Paz afirma que abandona el Convenio para intentar de persuadir a los otros Estados miembros de que deben modificar la prohibición del masticado de hojas, que es una costumbre antigua y legal en Bolivia.

Paraná: PM de Cambé apreende pé de maconha gigante

Fonte: O Diário

A Polícia Militar (PM) de Cambé (16 km de Londrina) fez a apreensão de um pé de maconha gigante, na noite desta segunda-feira (2). A muda estava plantada em um terreno baldio na Rua João Gualberto, no Jardim Silvino I.

Uma denúncia anônima informou à PM de que havia um pé de maconha no local. No endereço indicado, a suspeita foi confirmada, mas a polícia não encontrou o proprietário da planta. Ainda havia um barraco ao lado, mas o local parecia abandonado e ninguém foi preso.

O material foi arrancado pela raiz e levado até a Delegacia de Polícia Civil de Cambé (16 km de Londrina), onde será destruído.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sem resultados, guerra às drogas deve continuar em xeque em 2012

Cresce movimento de especialistas por enfoque alternativo à repressão ao tráfico e ao consumo

Fonte: Opera Mundi

O relatório global das Nações Unidas sobre entorpecentes não deixa dúvidas: o uso de drogas ilícitas continua muito elevado no mundo, apesar dos esforços para combater a demanda e, principalmente, o tráfico. A cada ano, 210 milhões de pessoas experimentam ou fazem uso regular de substâncias ilegais. Destas, 200 mil morrem em decorrência do uso, sem contar as vítimas da repressão às drogas. Só no México foram 60 mil desde 2006.

Ao que tudo indica, a guerra às drogas está caminhando para um melancólico final. Desde 1971, quando os Estados Unidos de Richard Nixon impulsionaram o enfrentamento aos entorpecentes ilícitos, nunca foi tão evidente que o combate direto a esse consumo fracassou. Ao menos é isso que defende parte dos especialistas e políticos que discutem a questão.

Plebiscitos nos EUA podem mudar debate internacional sobre as drogas

Estados norte-americanos caminham para legalização da maconha, podendo gerar efeito-dominó

Fonte: Opera Mundi

A criminalização do consumo de drogas – inclusive do plantio da folha de coca, ancestral para os povos andinos – foi definida pela ONU em 1961 e, até agora, pouco mudou. “Os EUA continuam sendo o principal empecilho para a discussão do assunto a nível internacional. Eles não permitem nem colocar a expressão ‘redução de danos’ nas resoluções”, diz Pedro Abramovay.

Porém, dentro do próprio território norte-americano a maconha já é autorizada para uso medicinal em 14 Estados. E em 2012, alguns deles realizarão plebiscitos para radicalizar a lei. “Segundo as pesquisas, em dois Estados a legalização está na frente: Washington e Colorado. Se um estado norte-americano legalizar, isso provavelmente vai para a Suprema Corte e, caso seja aprovado, aí o regime de proibição internacional fica muito frágil”, analisa Abramovay.