quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cultivar maconha em pequeno vaso não é crime para a Corte Suprema da Itália

Fonte: Blog do Maierovitch

Um rapaz de 23 anos residente no sul da Itália, no município de Scalea (Catanzaro), acaba de ser absolvido por atipicidade de conduta criminal pela Corte de Cassação da Itália, o órgão de cúpula da Justiça peninsular.

O rapaz cultivava um pequeno vaso de maconha no terraço da sua casa. Para a Corte, o fato, “embora rígido o ordenamento jurídico sobre drogas, não tem potencial ofensivo”. Portanto, relevância.

Os ministros da Corte de Cassação mudaram a jurisprudência que entendia típica e punível a conduta de cultivação canábica.

Em protesto pela coca, Bolívia aprova lei para abandonar convenção antidrogas da ONU

Fonte: O Globo

LA PAZ - O Senado boliviano aprovou uma lei que permite ao país abandonar a Convenção da ONU sobre Entorpecentes, assinada em 1961 em Viena, num protesto pela recusa de vários países em descriminalizar o consumo tradicional da folha de coca.

O presidente do Senado, René Martínez, disse que a medida deveria ser sancionada em questão de horas pelo presidente Evo Morales, que fez carreira política como líder dos produtores da coca. A lei deve entrar em vigor antes de 1º de julho, "data limite para a sua representação perante eventos internacionais", segundo o senador.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Marcha da Maconha será realizada neste sábado na Paulista

Fonte: Estado de São Paulo

SÃO PAULO - O Coletivo Marcha da Maconha de São Paulo realizará uma manifestação neste sábado, 2, na Avenida Paulista, no centro da cidade, pedindo mudanças na Lei de Drogas. Antes, a manifestação era proibida sob alegação de apologia ao crime.

Essa será a primeira manifestação pela legalização da maconha depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou, no dia 15 de junho, a realização de marchas no Brasil. O grupo irá se reunir às 14 horas no vão livre do Masp. Segundo a organização da marcha, cerca de 5 mil pessoas devem comparecer ao evento.

A Marcha da Maconha defende a regulamentação do plantio, distribuição e uso de Cannabis e que haja leis regulamentadoras das atividades relacionadas ao cultivo e ao comércio de maconha. Além disso, a Marcha defende que a pesquisa com Cannabis para fins medicinais seja permitida.

No último dia 21 de maio, integrantes do Coletivo Marcha da Maconha participaram da Marcha pela Liberdade de Expressão.

Senhora de 84 anos alimentava coelhos com maconha na Alemanha

Fonte: UOL

A polícia alemã descobriu que uma senhora de 84 anos alimentava seus coelhos com maconha no vilarejo de Golzow, no Estado de Brandenburgo, segundo o "The Local".

“Eles realmente gostam da planta”, disse a mulher. De acordo com ela, a plantação tinha simplesmente começado a florescer ali e a maconha tinha se mostrado uma ótima fonte de alimentação para os animais, além de crescer rápido depois de ser podada.

As plantas de cerca de 1 metro foram vistas por um policial enquanto ele tomava o caminho para o trabalho. A polícia considerou plausível a versão da mulher, mas apreendeu a droga, que será levada para testes em laboratórios a fim de determinar a quantidade de THC -- substância psicoativa da maconha -- presente nelas.

Não se sabe com o que a senhora pretende alimentar os coelhos a partir de agora.

*Com informações do jornal The Local

Marchas caretas e marchas muito loucas

Fonte: Estado de São Paulo

Arnaldo Jabor

"A maconha marcha, gente boa... Até na Argentina, México e Colômbia está descriminalizada. Os tabus vão sendo quebrados. Aqui, as marchas foram liberadas pelo STF, numa decisão muito louca: pode marchar, mas não pode fumar. Por que será que a maconha provoca tanta inquietação? Evangélicos marcham contra, xingam FHC pelo filme Quebrando o Tabu, "mermão", qual é a deles? É tanto auê, tanta onda por causa de uma mixaria dessas que eu tenho de alugar vocês sobre essa "parada". É... já escrevi sobre esse lance aqui e repito: a maconha não é nada, ou quase nada. Não é uma droga que corrói o fígado como o álcool. Não mata como a cocaína, esse veneno de rato branco que você aspira, depois de malhada pelos afro-negões da favela; é erva natural, não tem o sangue jorrando atrás dela desde a Bolívia até os morros, nem precisa dos bujões de éter no meio da floresta. Não é como o ácido lisérgico que te faz ver uma grande gelatina na realidade, onde tudo se mexe como uma rumba azul. Por que, então, tanto medo?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Depois da guerra às drogas, busca-se a paz

Fonte: Consultor Jurídico

POR JOÃO PAULO ORSINI MARTINELLI E MAURIDES DE MELO RIBEIRO

O recente relatório da Comissão Global de Políticas de Drogas demonstrou a necessidade de uma discussão séria e despida de autoritarismo, com o uso da razão e das evidências científicas, a respeito da guerra às drogas. O relatório, resultado de diversas discussões, envolvendo autoridades e especialistas no assunto, desmitifica e desautoriza as políticas anti-drogas atualmente praticadas no mundo. Pela relevância e complexidade do tema e a importância das pessoas envolvidas, o relatório deve ser, no mínimo, apreciado e avaliado pelos governos e organismos multilaterais internacionais.

Primeiramente, cabe destacar o que é a Comissão Global de Políticas de Drogas. Trata-se de um grupo de destacadas pessoas, cujo objetivo é promover a discussão, em nível internacional, sobre os danos causados pelas drogas e os meios para sua efetiva redução, com amparo em bases científicas. A Comissão foi formada após a bem sucedida experiência da Comissão Latino-americana para as Drogas e a Democracia, composta pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, César Augusto Gaviria Trujillo, da Colômbia, e Ernesto Zedillo, do México. Compreendendo que a associação entre o comércio de drogas, a violência e a corrupção são uma ameaça à democracia na América Latina, a Comissão re-avaliou as políticas predominantes de “guerra às drogas” e iniciou um debate público a respeito da questão que tende a ser rodeada pelo medo e pela falta de informação.

EUA: congressistas apresentam proposta para legalizar maconha

Fonte: Terra

Um grupo de congressistas americanos anunciou esta quarta-feira uma proposta para legalizar o consumo da maconha e permitir que os estados legislem sobre seu uso, a primeira iniciativa deste tipo na história do país. "A legislação limitaria o papel do governo federal no controle da maconha (e) permitiria aos cidadãos plantar, usar ou vender maconha legalmente nos estados onde for legal", explicou o comunicado dos representantes democrata, Barney Frank, e republicano, Ron Paul, principais patrocinadores da proposta.

A legislação "acabaria com o conflito entre estados e governo federal sobre a política a seguir com relação à maconha", asseguraram os legisladores em um comunicado. Dezesseis dos 50 estados americanos, assim como o distrito de Columbia (Washington) legalizaram nos últimos anos o uso da maconha para fins terapêuticos.