segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fazendeiro cultivava maconha em milharal, sem saber

do R7

maconha-metro Mais uma vez aquela velha história do samba de Bezerra da Silva. O vizinho jogou a semente no quintal e, de repente, brotou um tremendo matagal.

É que um fazendeiro da região de Idaho, nos Estados Unidos, tropeçou em pés de maconha no meio do seu milharal. Espantado, ele chamou a polícia que podou, nada mais, nada menos que 314 pés da droga.

Segundo informações do site inglês Metro, os oficiais não suspeitam do fazendeiro e acreditam que alguém tenha jogado as sementes entre a plantação pois, por terem a mesma cor, seria fácil ficar disfarçado e a colheita seria na mesma época do milho.

E como na música, o fazendeiro, quando perguntavam a ele que mato era aquele, só respondia "não sei, não conheço, isso nasceu aí".

Veto a plano antidrogas causa debate na capital

do Zero Hora

14 states legalize medical marijuana

do Detroit News

After decades of marginalization, medical marijuana is gaining greater acceptance across the country and is becoming big business in states that have embraced it as a gentler, more natural medication for patients suffering from illnesses such as cancer, glaucoma and HIV.

Fourteen states, including Michigan, have legalized the drug for medicinal use, and another dozen are considering bills to start medical marijuana programs. The nation's capital could join their ranks since the District of Columbia's council in May unanimously approved legalizing and regulating the pain-soothing, appetite-inducing drug.

The Obama administration and the U.S. Department of Justice said last year they would no longer pursue cases against medical marijuana patients and suppliers who are abiding by state laws. Use of marijuana is still illegal under federal law, something the Bush administration vigorously enforced.

Jogador do Miami Heat é detido por posse de maconha

do Globoesporte.com

O ala-pivô Udonis Haslem, do Miami Heat, foi detido pela polícia do condado de Miami-Dade sob a acusação de posse de maconha. O jogador de 30 anos havia sido parado por uma infração de trânsito na tarde deste domingo.

O porta-voz da polícia, o sargento Mark Wysocky, informou que Haslem e outro passageiro que o acompanhava no veículo tinham sido citados perante o juiz por posse de droga. No entanto, não foram divulgadas todas as informações sobre o caso.

Haslem está há sete temporadas no Miami Heat e, no mês passado, assinou um novo contrato por cinco anos. Até o momento, o time não fez nenhum comentário nem emitiu comunicado oficial sobre o assunto.

Plínio Defende A Legalização Da Maconha: “Que Mal Faz Um Baseado?”

do Coletivo DAR

Apresentando-se como “o candidato do Twitter e da juventude”, Plínio de Arruda Sampaio, 80, defendeu ontem o direito de aborto, a união entre pessoas do mesmo sexo e a legalização de “drogas culturais como a maconha”. Propôs ainda a extinção do Senado – um “valhacouto das oligarquias”.

A uma plateia de 250 jovens durante debate na PUC-RJ, Plínio questionou: “Que mal faz um baseado?” E respondeu: “Maconha faz mal para quem tem distúrbios psíquicos de fuga porque leva ao consumo de drogas mais fortes, como crack e cocaína. Mas esta pessoa precisa de tratamento médico. Drogas culturais -a maconha assim como a bebida (alcoólica)- devem ser não só liberadas como legalizadas.”

Plínio lembrou suas raízes católicas e disse que pessoalmente entendia que a vida começa no instante da concepção, mas defendeu o direito ao aborto: “Não é só legalizar. Se a mulher tiver consciência do ato e de suas causas, não estiver sendo pressionada por ninguém, deve ter direito de fazer o aborto em hospital público”.

Defendeu ainda o “direito de coçar a barriga, ficar à toa”: “Defendemos a redução da jornada de trabalho para 40 horas para que as pessoas possam gozar a existência, não ficar só trabalhando. Temos de combater a desigualdade”, declarou.

À tarde, a direção do PSOL repreendeu Plínio por ter defendido o fim do Senado, alegando que tem postulantes ao posto por todo o país. “Fui repreendido sim e assumo que falo em caráter pessoal. Vou defender esta posição internamente. Se for derrotado, mudo de posição”, disse.

Com apoio no relato do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), Plínio contou bastidores da gravação de sua participação para o “Jornal Nacional”.

Disse que a Rede Globo tenta estigmatizá-lo e que, ao responder à primeira pergunta, reclamou por ter 3 minutos no telejornal contra 12 dos adversários: “A Globo está me colocando na classe econômica e os demais candidatos na classe executiva”. Segundo ele, houve uma negociação com o repórter para que registrasse sua queixa em um tom mais ameno.

domingo, 15 de agosto de 2010

Maconha faz mal?, por Sérgio de Paula Ramos*

do UNIAD

Sou dos que pensam que não cabe a um especialista determinar como uma sociedade deve se comportar frente a este ou àquele tema. Nosso dever é dar informações científicas e permitir que, em posse delas, a própria sociedade decida sobre seus caminhos.

Com a maconha, é isso que deve ocorrer. O especialista alerta que seu uso por jovens, comprovadamente, associa-se com posterior queda no rendimento escolar, experimentação de outras drogas, depressão e esquizofrenia. Ainda que jovens que usaram maconha mais do que 100 vezes na vida (ou seja, duas vezes por semana ao menos por um ano), ao chegarem aos 25 anos, terão menos diplomas universitários e estarão menos empregados que seus iguais não usuários.

Outro fato relevante é que maconha, na história natural de um dependente químico, é a segunda droga de experimentação, sendo a primeira o álcool; daí porque se diz que ambas são drogas de entrada para as demais. Igualmente, é de se destacar o fato de que quanto mais uma droga for oficial ou oficiosamente liberada, maior será seu consumo e os problemas decorrentes dele.

Perguntados sobre por que experimentaram maconha, os jovens respondem que por curiosidade e pressão do grupo. Já com os não experimentadores a resposta é que não experimentaram porque é proibido e faz mal.

Tais fatos estão muito bem documentados por uma plêiade de trabalhos científicos de todos os quadrantes. Em ciência, primeiro fazemos uma observação, depois usamos uma metodologia consistente para verificar se nossa observação procede; depois, ela é compartilhada por outros pesquisadores, até que se transforme num consenso.

Não é o caso desse trabalho, publicado há 11 anos pelo Dr. Dartiu Silveira, citado pelo jornalista Marcos Rolim. Sua amostra foi pequena, seu tempo de seguimento insuficiente, e as demais variáveis não neutralizadas. Tais imprevidências impossibilitaram que a comunidade científica compartilhasse das conclusões do autor e, decorridos todos esses anos, desconheço outro trabalho que tenha chegado aos mesmos resultados; e mais, tampouco tenho informação de que algum serviço de dependência química no mundo esteja se regendo por essa orientação terapêutica, de sugerir que uma porta de saída para o crack seja usar maconha. Aliás, no passado, cometia-se a ingenuidade de se achar que cachimbo ajudaria o tabagista a parar de fumar ou que calmantes, tipo diazepínicos, ajudariam alguém a parar de beber.

Portanto, a título de resumo, o uso de maconha por jovens é deletério, sua liberação aumentará o consumo e os problemas dele decorrentes. Em posse de tais informações, que a sociedade decida o que quer fazer. Até lá, o debate robusto e elegante ajudará; e que não se tome como atitude antiética lembrar fato verdadeiro e de conhecimento público.

* Psiquiatra e psicanalista, coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus

Drogas para esquecer os problemas?

do A Notícia