segunda-feira, 19 de julho de 2010

Zurique pode vender maconha, mas sob controle

do UAI

A maior cidade da Suíça vai examinar a possibilidade de vender cânhamo sob controle, como quer a câmara municipal.

Mas a prefeitura não tem pressa e estuda formas de colaboração com outras cidades. Berna, a capital, e Basileia estão interessadas.

Quando a câmara municipal de Zurique votou, em junho passado, por 67 votos a 49, uma proposta para que o executivo examinasse a venda de maconha sob controle estatal, a decisão provocou muita polêmica.

O jornal alemão de Munique Süddeutsche Zeitung falou de Estado "traficante". Os adversários de uma política liberal para as drogas pediram mais repressão. Mas a questão nada tem de anormal em um país que instituiu, desde meados dos anos 1990, sob a forma de teste, a distribuição de heroína sob controle médico, hoje inscrita na lei.

FHC: "É preciso mudar os acordos sobre drogas da ONU"

da EFE

Viena, 18 jul (EFE).- O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende a necessidade de mudar os acordos internacionais das Nações Unidas sobre entorpecentes para escapar da "fracassada" guerra contra as drogas.

FHC é um dos signatários da Declaração de Viena, um documento chave da XVIII Conferência Internacional de Aids que começa hoje, e que considera que as atuais políticas contra a toxicomania contribuem para a difusão da epidemia entre os usuários de drogas injetáveis.

O ex-presidente assinou a declaração junto a outros antigos presidentes latino-americanos, como o mexicano Ernesto Zedillo e o colombiano César Gaviria, assim como escritores como o peruano Mario Vargas Llosa, Paulo Coelho e o nicaraguense Sergio Ramírez.

"Pela experiência que temos aqui na América Latina, a guerra contra as drogas fracassou. Aqui há um esforço enorme, olhe o México, um esforço hercúleo. Igual na Colômbia. Se controla algo, mas a produção segue alta", disse FHC em entrevista à Agência Efe.

"Enquanto houver um consumo em ascensão, a droga é muito difícil de controlar. É preciso enfocar a droga, sem deixar de combatê-la, na redução do consumo e como um assunto de saúde. Se não, não há saída", afirmou.

O ex-presidente ressaltou que "o usuário não deve de ser tratado como um criminoso, tem que ser tratado como alguém que necessita de um apoio médico e hospitalar".

Precisamente por isso, ele respaldou a Declaração de Viena (www.ladeclaraciondeviena.com), ao entender que ao criminalizar ao consumidor de drogas o Governo o afasta da assistência sanitária e piora a luta contra certas doenças transmissíveis.

Fora de África Subsaariana, uma entre cada três novas infecções por HIV se produzem pelo uso de drogas injetáveis, segundo a ONU, e a Europa oriental e Ásia Central são as únicas regiões do planeta nas quais as transmissões seguem aumentando, e as drogas são o principal fator de contágio.

domingo, 18 de julho de 2010

How Legal Pot Could Harm the Cartels

da NewsWeek

So far, no modern country has ever legalized marijuana production—not even the Netherlands. Yet with heavy drug-related violence plaguing the U.S.-Mexican border, some analysts and policymakers now say that America should legalize weed in order to reduce the power of Mexico’s drug cartels.

Marijuana carries the least amount of overhead cost for many of the cartels and provides some of their cash flow for buying guns and influence. Estimates vary, but analysts say pot accounts for somewhere in the range of 20 to 50 percent of the cartels’ profits. But that could soon change with competition from El Norte: California has a proposition set for the November ballot—on which voters are roughly split—that would legalize the drug’s domestic production and sale. If the measure passes, says a recent analysis by the RAND Corporation, California could become a major supplier of the drug to the rest of the U.S. That, according to George W. Grayson, a professor of government at William & Mary, “would hurt the cartels badly.” RAND estimates that it could reduce the drug’s pretax price by more than 80 percent.

Of course, whether legalization has any real effect depends on the rate at which the drug is taxed. A tax rate of $50 per ounce, for example, would generally not make high-grade California cannabis cost-competitive with less potent Mexican imports. Yet a lower tax rate could significantly decrease the cartels’ market share. That wouldn’t put them out of business—they’d still be major players in the markets for cocaine, heroin, and meth—but it could reduce their power.

Paris Hilton é detida por porte de maconha

da Globo.com

RIO - Duas semanas depois de ter ido parar na delegacia na África do Sul por fumar um baseado em um estádio de futebol durante a Copa do Mundo, Paris Hilton foi detida pela polícia na ilha francesa de Córsega portando um grama da droga. A socialite, de 29 anos, foi parada no aeroporto quando chegava de Paris em um avião particular. De acordo com a revista "People", Paris foi solta em seguida sem sofrer acusações.

Na época da detenção na África do Sul, um representante de Paris alegou que o incidente foi "mal interpretado". Desta vez, a própria tratou de negar as notícias que têm circulado a seu respeito. "Muito cansada de pessoas criando rumores sobre mim. O último deles é completamente falso também. Não acredite no que você lê. É bobo e sem sentido", reclamou a patricinha através de seu Twitter.

Sociedade é omissa com menor viciado

do A Cidade

Delmiro da Mata, do Instituto Plural, atende menor (Foto: Weber Sian - 29.abr.2010 / A Cidade) O tratamento para crianças e adolescentes envolvidos com álcool e drogas ilícitas depende de envolvimento da sociedade civil e de instituições de saúde. Segundo o coordenador do programa de Saúde Mental de Ribeirão Preto, o psiquiatra Alexandre Firmo Souza Cruz, a omissão de algumas instituições sobrecarrega outras, empenhadas no tratamento desta faixa etária.

O direito à saúde é outro ponto defendido no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que completou 20 anos na última terça-feira. Porém, para o psiquiatra, apenas será possível tratar adequadamente os menores envolvidos com consumo de drogas quando todas as parcelas da sociedade se empenharem.

Em Ribeirão, tratamento ambulatorial para crianças e adolescentes é oferecido no Centro de Atenção Psicossocial para Usuários e Dependentes de Álcool e Drogas. O Nai (Núcleo de Apoio Infantil) também oferece apoio e outros centros e postos de saúde fazem o encaminhamento daqueles que os procuram.

O promotor Naul Felca, da Infância e Juventude de Ribeirão, constata ausência de políticas públicas para o tratamento e acompanhamento adequado dos usuários de drogas. "Em alguns casos, a política de redução de danos [prática de redução do consumo das substâncias até a total abstenção] não é suficiente. Há situação que necessita de internação, mas não há vagas na amplitude necessária", afirma.

Felca frisa que o tratamento de viciados é agravado porque, via de regra, apresentam comorbidades como problemas mentais, o que exige acompanhamento multissetorial com médico, psiquiatra, psicólogo e assistente social.

O Instituto Plural é um dos que atende, desde maio de 2010, adolescentes que não precisam de internação, após vencer licitação do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) em 2009. A sociedade civil também atua para livrar pessoas do vício, como nos grupos Amor Exigente e Narcóticos Anônimos.

Porém, os tratamentos são eficientes para casos que não necessitam de internação. Quando é preciso, não há o que fazer em Ribeirão e a pessoa é encaminhada a uma clínica de reabilitação em Descalvado, por meio de medidas judiciais.

O equívoco da liberalização da maconha

da UNIAD

De tempos em tempos a discussão ganha espaço; A Abead alerta para seus malefícios e implicações

A equivocada convenção social de que existem drogas “leves” representa um grande problema de saúde pública. Medidas restritivas contra o álcool e o tabaco tentam colocar a imagem dessas substâncias em seu devido lugar: como a de verdadeiras drogas, com implicâncias severas na saúde coletiva e consequências em toda a sociedade, como acidentes de trânsito e violência doméstica, para citar apenas estes.

Em situação semelhante encontramos a discussão sobre a liberalização da maconha, que veio à tona nesta semana com a divulgação de posicionamento da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento favorável à liberalização da erva para uso medicinal.

sábado, 17 de julho de 2010

Músico preso por plantar maconha teme que caso se repita

da G1

Pedro Caetano um dia após ser solto. (Foto: Arquivo Pessoal) O músico carioca Pedro Caetano, o “Pedrada”, vê os 14 dias em que esteve preso acusado de tráfico de drogas por plantar maconha em sua casa como uma “lição de vida” e diz que seu maior temor é que isso aconteça com outra pessoa. Caetano foi liberado após a promotoria trocar a acusação de tráfico pela de posse de substâncias ilícitas.

“Ainda há confusão sobre quem é usuário e quem é traficante. Não sou traficante. Plantava para o meu consumo, para não dar poder aos traficantes. O que aconteceu comigo não pode acontecer com mais ninguém”, disse ele em entrevista ao G1.

Caetano, baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, foi preso em sua casa em Niterói em 1º de julho após uma denúncia anônima ter levado a polícia a sua casa. “Não sei quem foi. Deve ter sido alguém da vizinhança, que se incomodou. Dava para ver a plantação do quintal, alguém pode ter visto do alto, não sei. ”, afirma.