quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Rigor maior contra drogas: projeto de lei prevê penas mais duras

Fonte: O Globo

Propostas estipulam aumento da pena mínima e internação compulsória; especialistas criticam

RIO — O Congresso deve votar em fevereiro um polêmico projeto de lei que aumenta a pena mínima para quem for pego com drogas, além de estabelecer internação compulsória para desintoxicação e o credenciamento de comunidades terapêuticas junto ao Ministério da Saúde. Críticos enxergam nas mudanças o risco de punir desproporcionalmente usuários e pequenos traficantes que vendem para sustentar o próprio vício, mas o autor da proposta, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), argumenta que endurecer a lei é o que a “sociedade brasileira, que vive o drama das drogas, deseja”.

O projeto, que tem grandes chances de ser aprovado em regime de urgência no plenário, já passou, por unanimidade, pela Comissão Especial do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Cientistas estudam substância presente na maconha para tratamento de esquizofrenia

Fonte: EBC

São Paulo – Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto investiga o uso de canabidiol contra a esquizofrenia. Essa doença, que distancia o paciente da realidade, tem as causas desconhecidas pelos cientistas, o que a torna, na visão da maioria dos médicos, uma patologia de difícil tratamento. Canabidiol é considerada um canabinóide, ou seja, faz parte dos 80 componentes presentes na planta Cannabis sativa (maconha). No entanto, diferente do canabinóide Delta 9 – Tetrahidrocanabinol (THC), que é o responsável pelos efeitos típicos da planta – alucinógenos e estimulantes – o canabidiol não produz essas sensações.

De acordo com Antonio Waldo Zuardi, professor titular de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão da Universidade de São Paulo (USP), o canabidiol foi usado em diversos estudos com animais e humanos, os quais sugeriram que a substância pode atenuar sintomas psicóticos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Julita Lemgruber: 'O problema é o abuso da droga'

Fonte: O Dia

Rio -  Julita Lemgruber não foge à polêmica. Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Cândido Mendes e ex-diretora do Departamento do Sistema Penitenciário do Rio, a socióloga apoia a descriminalização das drogas como a única forma de melhorar o caótico sistema prisional do país. Ela afirma que a imensa maioria dos presos por tráfico é de pessoas sem a menor importância na cadeia do negócio. Ao chegarem aos presídios, elas se ‘diplomam’ no crime organizado. Julita defende a revisão da Lei 11.343 e garante que hoje, no Brasil, apenas negros e pobres são presos por tráfico. “Quem tem dinheiro escapa como usuário.”

O DIA: A senhora é favorável à legalização das drogas. Por quê?

JULITA: Acho que as drogas foram usadas sempre por diferentes sociedades, em diferentes momentos da humanidade, seja ritualisticamente, seja recreacionalmente. É uma ilusão acreditar ser possível um mundo sem drogas. Esta é uma questão de saúde pública, o uso e o comércio de drogas não podem ser tratados como temas da Justiça criminal. É melhor tratar isso de forma a causar menos danos à sociedade. O problema não é o uso, é o abuso da droga. Muita gente consome droga socialmente sem problema. O problema é quando se torna um consumo compulsivo e abusivo. O álcool também é droga, mas a gente aceita naturalmente. Semana passada uma pesquisa mostrou que o álcool é o grande vilão da saúde pública do Brasil, nas emergências, nos acidentes de trânsito, mas este não é um tema de polícia. Hoje o governo encara de frente o consumo do tabaco, há campanhas de prevenção, de esclarecimento, sobre o uso do cigarro. Nos últimos 20 anos caiu o consumo, mas por pressão social. Quem tem coragem para puxar um cigarro dentro do restaurante? Por que não podemos fazer o mesmo em relação às drogas? Precisamos reduzir os danos e prevenir o uso abusivo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Rihanna posta foto de bumbum tatuado com folha de maconha

Fonte: Pop

Já virou rotina para Rihanna postar em suas redes sociais fotos sensuais ou de suas várias tatuagens. Na última quarta-feira, foi a vez de uma imagem de um bumbum com uma folha de maconha tatuada.

Apesar do corpão estar de acordo com a boa forma que a cantora exibe, as outras tatuagens que formam "o conjunto" não são as mesmas que a musa de Barbados tem pelo corpo. Isso leva a crer que não seria ela na foto.

Recentemente, rumores divulgados pelo blog Perez Hilton indicam que a artista gravou a palavra Breezy, apelido de Chris Brown. A tatuagem foi feita antes dos dois romperem o namoro.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Amsterdã não vai proibir o acesso de turistas à maconha

Fonte: R7

O prefeito disse que a polícia fará "vista grossa" aos turistas que quiserem usar a droga

O prefeito de Amsterdã disse que a polícia fará "vista grossa" para os turistas que quiserem comprar maconha nos coffee shops a partir de janeiro do ano que vem, quando entra em vigor uma lei nacional que limita o acesso da droga aos moradores do país.

Os comentários do prefeito colocaram um fim nas dúvidas sobre a proibição de turistas fumarem maconha nos coffee shops da cidade. "Foi decidido que as autoridades de Amsterdã darão prioridade para os interesses de seus cidadãos", disse o prefeito Eberhard van der Laan, que teme que a nova lei diminua o número de turistas na cidade.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mujica pede que o senado "freie" legalização maconha

Fonte: Folha de São Paulo

O presidente do Uruguai, José Mujica, reconheceu nesta terça-feira que pediu que os legisladores de seu partido "freiem" a tramitação da iniciativa que pretende legalizar a compra e venda de maconha e fazer do Estado seu único gestor. Segundo Mujica, o pedido foi feito porque "a sociedade ainda não está madura".

Em declarações transmitidas pelo Canal 10 da televisão uruguaia, o mandatário indicou que seu desejo é de que o progresso do projeto seja "suave" até que a população compreenda o que o governo pretende com a medida.

O presidente comunicou a decisão após a divulgação de uma pesquisa que revela que 64% dos uruguaios são contra o projeto, incluindo 53% dos que se dizem eleitores do partido governante de esquerda Frente Ampla (FA).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Agentes da lei defendem legalização das drogas

Fonte: O Dia

Formada por delegados, policiais e juízes, Leap Brasil diz que guerra aos narcóticos é a grande causadora da violência no país e defende regulação da produção pelo Estado

Rio -  ‘Quem morre na guerra contra as drogas não é o usuário: é o policial e o traficante’. A frase, dita pelo ex-chefe do Estado-Maior da PM, coronel Jorge da Silva, resume bem a ideia de um movimento que vem ganhando corpo entre os profissionais responsáveis por aplicar a lei no Brasil: a guerra contra as drogas está perdida. Formada por policiais, delegados e magistrados, a Leap Brasil (Agentes da Lei contra a Proibição) acredita que somente a legalização do consumo e a regulação da produção serão capazes de conter a espiral de violência causada pela luta entre Estado e narcotráfico.

“Você já viu alguém tomando conta de uma vinícola com fuzis?”, emenda a juíza aposentada Maria Lúcia Karam, presidenta da organização. “Não viu, mas nos EUA, na época da proibição, era assim. A violência só acabou com a descriminalização”, conclui.