segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cúpula antidrogas no Peru em um contexto de maior apoio à legalização

Fonte: AFP

LIMA — Lima receberá na segunda e terça-feira representantes de 59 países para discutir estratégias contra o narcotráfico em uma região onde se encontram os maiores produtores mundiais de cocaína e onde ganha força o debate sobre a legalização como alternativa ao combate frontal.

A reunião no Peru será realizada em um momento em que cresce a demanda de vários governos da América Latina por uma reforma integral da estratégia contra as drogas que os Estados Unidos incentivam há duas décadas, priorizando a repressão.

O presidente peruano Ollanta Humala inaugurará a reunião, que acontecerá a portas fechadas em um exclusivo hotel de Lima com a presença de chanceleres e delegações de 59 países dos cinco continentes e de representantes de 10 organismos internacionais.

Com tema em discussão, Argentina tem degustação de maconha

Fonte: Terra

Imagine um evento dirigido especificamente à degustação de maconha. Se você imaginou algo underground, em algum bairro periférico, com pessoas de perfil suspeito e ambiente pouco acolhedor, pode esquecer. A Copa Canábica C.A.B.A. (Cidade Autônoma de Buenos Aires), que está em sua quinta edição, não tem nada a ver com a imagem de submundo ligada ao consumo da droga. As copas canábicas acontecem há 11 anos na Argentina, a mais antiga é a que recebe o nome de Del Plata. A segunda copa mais antiga desse tipo tem um apelo mais técnico, ou seja, que está mais voltada aos produtores caseiros.

Mais parecido com uma feira de produção de orquídeas ou qualquer outra planta que exija cuidados específicos, a Copa Canábica é um evento promovido pela revista Haze, direcionada ao público produtor de cannabis sativa. Por isso, é um local de encontro para os diversos produtores, os chamados cultivadores independentes. Gente que planta para o consumo próprio ou, no máximo, para compartilhar entre amigos. Realizado nas dependências de uma casa noturna no bairro de Palermo Queens, local conhecido pela efervescência da sua vida noturna e pela variedade de restaurantes que abriga, a copa começou às 10h e se estendeu por todo o domingo.

domingo, 24 de junho de 2012

Governo do Uruguai começará a plantar maconha em setembro

Fonte: Terra

MONTEVIDÉU, 24 Jun (Reuters) - O governo do Uruguai pretende começar a plantar maconha em setembro, depois da aprovação da lei que regularizará a produção e a venda da planta, disse uma autoridade à Reuters.

A colheita da cannabis é feita seis meses depois do plantio, o que permitiria o início da lavoura no começo do próximo ano.

"Com a regulamentação do mercado da maconha da forma que estamos propondo, vamos conseguir minar o desenvolvimento do mercado de outras drogas", disse o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas, Julio Calzada, em entrevista à Reuters.

Britânicos aderem ao plantio de maconha

Fonte: O Globo

Cultivo doméstico é feito em garagens, terraços e quintais; em um ano, mais de sete mil foram eliminados pela polícia

LONDRES. Cultivar maconha já não é mais um empreendimento exclusivo de plantadores escondidos no meio de matas afastadas, longe dos olhos da lei. Ao menos no Reino Unido. Com a crise batendo à porta dos britânicos, ganharam terreno soluções alternativas, que aproveitam cada pequeno espaço de casa para plantar a Cannabis sativa para o próprio consumo ou para criar uma fonte de ganho extra, um modelo de geração de renda explorado à exaustão no cinema e em séries de TV, como “Weeds”. A criatividade é inversamente proporcional ao espaço físico disponível: garagens, terraços, quintais e até salas de estar estão sendo usadas como estufas indoor.

Média de 20 plantações descobertas por dia

O número de locais de cultivo vem crescendo de tal maneira no Reino Unido que a polícia anunciou já estar eliminando cerca de 20 plantações ilegais por dia. Em um ano foram 7.865 unidades como estas. A quantidade de plantações ilegais descobertas no ano passado deu um salto significativo: há poucos anos a média era de três mil.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ONG critica monopólio estatal da maconha proposto no Uruguai

Fonte: Terra

O projeto do Uruguai de legalizar a maconha está no caminho certo, mas falha em sua concepção ao propor um monopólio estatal da planta, disse nesta quinta-feira o diretor da maior organização nos Estados Unidos a favor da descriminalização.

"É muito incomum que um governo esteja envolvido no monopólio da produção de qualquer matéria-prima, em qualquer produto agrícola", disse àAFP Ethan Nadelmann, líder da Drug Policy Alliance (DPA, aliança para uma política em matéria de drogas). "Frequentemente isso leva a uma ausência de controle de qualidade ou diversidade", explicou, insistindo, contudo, no apoio de sua organização, que defende há 20 anos a descriminalização da maconha nos Estados Unidos, à "audaciosa" proposta uruguaia.

Presidente colombiano se diz contra legalização da maconha no Uruguai

Fonte: Terra

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, criticou a intenção do governo uruguai de legalizar a maconha. De acordo com Calderón, seu país foi um dos que mais sofreu até hoje com o problema do narcotráfico e entende que é algo que deve ser discutido mais a fundo. "As decisões unilaterais nunca são as melhores. Porque se legaliza em um país no outro segue ilegal", disse.

Santos, que está no Rio de Janeiro para o Rio+20, lembrou que o problema já foi discutido na última Cúpula das Américas e que é preciso ver o tema pelos vários enfoques: ou endurecer ainda mais as regras contra o consume, ou liberar, ou encontrar uma via alternativa. "É uma questão de alta sensibilidade política para saber que caminho todos devemos adotar", afirmou.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Senti paz, tranquilidade e alegria com maconha, diz ministro uruguaio

Fonte: Folha de São Paulo

O secretário da Presidência do Uruguai, Alberto Breccia, confessou nesta quinta-feira ter fumado maconha em uma ocasião e ter gostado da experiência, em meio à polêmica surgida no país pela proposta do governo de José Mujica de legalizar e controlar a produção e a distribuição da droga.

"Fumei maconha, mas não consumo habitualmente", disse Breccia, 66, cujo cargo tem categoria de ministro, em resposta a uma pergunta dos jornalistas. O funcionário assinalou que a experiência foi "satisfatória," pois sentiu "paz, tranqüilidade e alegria".

No entanto, esclareceu que não voltou a fumar desde aquela ocasião. "Não foi uma experiência que tenha me dado vontade de continuar", argumentou.

Breccia considerou que "para conhecer um determinado assunto é preciso experimentá-lo", embora depois tenha esclarecido que "não em todos" os casos.