domingo, 27 de março de 2011

Mídia adota regras para cobrir guerra das drogas no México

Fonte: Estadão

Cerca de 700 veículos mexicanos concordam com diretrizes para cobrir o conflito entre o Estado e o narcotráfico

Muitas das principais empresas de mídia do México concordaram com as diretrizes - as primeiras a serem adotadas - para a cobertura da guerra contra as drogas, que aumentou drasticamente os perigos para os jornalistas.

O acordo, em dez pontos, assinado por mais de 700 agências de mídia de todo o país, estabelece que as organizações de notícias têm de encontrar maneiras para proteger seus jornalistas e evitar a glorificação de chefões do crime.

O acordo também exorta as organizações a se unirem contra as ameaças contra jornalistas, como a edição em conjunto de reportagens. Também devem ser adotados critérios, no caso de imagens violentas, como corpos decapitados, e os jornais devem oferecer mais contexto quando informarem casos de violência por causa das drogas.

sábado, 26 de março de 2011

Austrália quer legalizar sementes de maconha em alimentos

Fonte: Época Negócios

As sementes de maconha, ingrediente de produtos comercializados em todo o mundo, reivindicam seu lugar nas cozinhas da puritana Austrália como um alimento nutritivo. Nos Estados Unidos, no Canadá e em países da União Europeia (UE) são produzidos alimentos à base da semente de cânhamo (cannabis sativa), como barras de cereais, farinha, óleos e queijos vegetarianos, mas na Austrália este produto "é estigmatizado", segundo Andrew Katelaris, o promotor da iniciativa para legalizar o uso na culinária.

A Austrália comercializa o cânhamo em forma de cosméticos, fibras e alimentos para animais, mas uma coisa é oferecê-lo a cães e gatos, outra é permitir que cidadãos possam incorporá-lo a sua dieta diária.

Na volta ao Brasil, Morcheeba diz que fuma maconha 'para entender os fãs'

Fonte: G1

Banda quer paralisar o relógio às três da manhã neste sábado (27) em SP. 'É a hora de ouro. As músicas sempre soam melhor', explica líder do grupo.

As intenções do Morcheeba, que toca em São Paulo neste sábado (26), são mais estranhas do que as das outras bandas. "Queremos fazer quem nos ouve se sentir como se fosse sempre três horas da manhã", conta o multi-instrumentista Ross Godfrey ao G1.

"É a melhor parte do dia. Você sabe que deveria estar na cama, mas não está. É a hora de ouro. As músicas sempre soam melhor nessa hora. Queremos recriar a sensação deste período, uma música relaxante. Mesmo que você esteja no trabalho ouvindo no seu iPod, quero que você se sinta como se fosse três da manhã", explica o músico, cheio de afeto pelo disco "Blood like lemonade", lançado no ano passado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

“É impossível vencer o tráfico no mundo”, diz Beltrame

Fonte: Último Segundo

Secretário de Segurança do Rio de Janeiro comenta problemas da cidade durante seminário sobre Segurança Pública

O Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou, nesta sexta-feira, que é “impossível vencer o tráfico no mundo”. “Onde houver viciado e renda vai ter droga. Vai ter aqui, em Paris e em Londres”, disse ele durante participação em um seminário sobre Segurança Pública promovido pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Contudo, ele acrescentou que o Estado não pode permitir que o tráfico aconteça aos seus olhos e citou o exemplo das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) do Rio. “O que não acontece mais é a venda de drogas perto da polícia. Antes, as pessoas faziam atos criminosos e iam para os seus portos seguros. Agora, o Estado está lá”, afirmou, explicando que a presença da polícia não acabou com o tráfico, mas sim com o espaço dos traficantes.

Leia a íntegra da versão condensada do documento divulgado pelo Viva Rio

Fonte: O Globo

Hora de Debater e Inovar

Reunidos na Fiocruz, os participantes da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) vêm a público apresentar as suas conclusões em seguida a 18 meses de trabalhos. Somos um grupo que reúne especialistas de vários domínios, como a Saúde, o Direito, a Economia, as Finanças, o Jornalismo, a Segurança Pública, a Ciência, as Religiões, as Artes, os Esportes, os Movimentos Sociais.

Constatamos que alcançar um mundo sem drogas, como proclamado pela ONU em 1998, revelou-se um objetivo ilusório. A produção e o consumo clandestinos mantêm-se apesar do imenso esforço repressivo. Além dos cultivos, uma nova geração de drogas sintéticas espalhou-se mundo afora. O estigma dificulta a prevenção e o tratamento, que são fundamentais. Contribui, na prática, para um afastamento de parcelas da juventude das instituições públicas. Os altos ganhos do negócio ilícito reforçam o crime organizado e a corrupção, gerando situações insustentáveis, no Brasil e internacionalmente.

Comissão Brasileira sobre Drogas propõe maior diferenciação entre usuários e traficantes

Fonte: O Globo

Rubem César Fernandes na reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia, na Fiocruz -RIO - A Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) lançou, na manhã desta sexta-feira, relatório em que propõe uma ampliação do debate sobre drogas. Uma das principais propostas diz respeito a uma maior diferenciação entre usuários e traficantes. Segundo membros da comissão, a legislação de hoje não é clara e abre brechas para diferentes interpretações. Um dos exemplos citados é o de Portugal, onde são considerados usuários aqueles que possuem uma quantidade de drogas para até dez dias de uso. A comissão pretende recolher assinaturas da sociedade para defender a questão e encaminhar um relatório para o Governo Federal.

- Se há problema de droga, que saia do terreno criminal, da polícia, e que venha para o terreno da saúde. O problema da polícia é bandido. O problema do consumo da droga, seja ela o álcool, o cigarro, a maconha ou o terrível crack, é um problema que precisa de assistência de saúde - defendeu Rubem César Fernandes, secretário executivo da CBDD e diretor executivo do Viva Rio, acrescentando que a política internacional de combate às drogas - estabelecida pela ONU em 1998 - fracassou.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ato contra legalização da maconha movimenta Curitiba

Fonte: CGN

Na manhã de hoje (24) um ato público contra a legalização da maconha foi realizado na Praça Santos Andrade, em Curitiba. Políticos, estudantes, comunidades e igrejas estiveram presentes na manifestação.

A coordenadora nacional da campanha, Marisa Lobo, falou sobre a intenção do ato.

“Na realidade é chamar a atenção da população para um movimento que já existe há muito tempo a favor da legalização da maconha. Ultimamente apareceu personalidades conhecidas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fazendo uma campanha a favor da legalização da maconha alegando que vai acabar com o tráfico. Não é isso o que a nossa campanha vê cientificamente. A nossa campanha é contra a legalização, contra a banalização da vida, tem muitos problemas físicos, mentais, psicológicos, psiquiátricos, podem chamar de que forma quiser, mas cientificamente provados de que a maconha é um grande mal, não é uma droga inocente como alguns que fumaram e não viciaram dizem por aí”, afirmou.