quinta-feira, 25 de março de 2010

Prefeitura de Duque de Caxias retira das ruas 30 viciados em crack

Do Extra

Agentes da Secretaria de Transportes e Serviços Públicos de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, retiraram 30 viciados em crack que utilizavam as marquises de um supermercado como morada, hoje de manhã, na Avenida José dos Santos Vieira, no Parque Vila Nova. No local, os fiscais recolheram colchões, sofás e papelões, além de encontrarem fezes espalhadas pela calçada.

A operação contou com apoio do 15º BPM e da Guarda Municipal. Os usuários de droga foram levados para centros de referência de assistência social e serão cadastrados e encaminhados para tratamento médico. Na calçada, ainda havia duas crianças.

Os usuários que forem de outros municípios serão levados de volta para suas casas.

- Queremos que nossos jovens se libertem do vício e sejam tratados, buscando também uma maneira para que tenham emprego e voltem a ser incluídos em nossa sociedade - afirmou o prefeito José Camilo Zito dos Santos Filho.
No ano passado, a prefeitura demoliu 15 barracas que serviam de fachada para o comércio e o consumo de crack na mesma localidade.

Apreensões de droga baixaram em 2009, em Portugal

Do TVI 24

As apreensões de haxixe, cocaína e ecstasy em 2009 registaram uma redução significativa, tendência contrariada pela apreensão de heroína, que passou de 68 349,71 gramas em 2008 para 128 041,33 gramas em 2009, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, noticia a Lusa.

Os dados relativos ao tráfico de estupefacientes indicam que, em relação ao haxixe, foram apreendidos 22 961 771,62 gramas em 2009, bem menos do que os 61 287 324,78 gramas em 2008.

Quanto à cocaína, as apreensões em 2009 atingiram 2 697 053,17 gramas, também muito inferior aos 4 838 379,61 gramas apreendidos em 2008, enquanto as apreensões de ecstasy passaram de 73 638 unidades em 2008 para 8 987 unidades em 2009.

Café da Holanda é multado por manter mais maconha que permitido

Do Olhar Direto

Um dos maiores café da Holanda foi condenado a pagar uma multa de 10 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões) por violar as leis holandesas sobre porte de drogas. O café, que fica na cidade de Terneuzen, próximo à fronteira com a Bélgica, chegou a atender 3 mil clientes por dia.

O dono do estabelecimento e 15 funcionários foram considerados culpados, pela Corte do Distrito de Middelburg, por crimes como manter em estoque mais do que 500 gramas de maconha, o máximo permitido para esse tipo de estabelecimento.
Mais de 200 quilos de maconha foram apreendidos pela polícia no café e em prédios próximos, em 2007 e 2008.

"O dono do Checkpoint foi condenado a restituir ao Estado uma pequena soma de 10 milhões de euros proveniente do dinheiro ganho ilegalmente", anunciou o tribunal em comunicado. A corte também criticou, nesta quinta-feira, autoridades locais por permitirem que cafés que vendem drogas legalizadas cresçam tanto.

O café Checkpoint está fechado desde maio de 2008.

Cerca de 2% dos brasileiros usou maconha entre 2005 e 2006

Da Agência USP

Um levantamento feito nos 27 estados do Brasil traz dados inéditos sobre o uso da maconha no País. O estudo mostra que 2,1% da população brasileira usou maconha ao menos uma vez entre 2005 e 2006 e que o uso de maconha nas cidades grandes é maior que nas pequenas.  Outra conclusão é que as seguintes características aumentam o risco de usar droga: ser homem, ter idade entre 18 e 30 anos, ter mais anos de estudo, estar desempregados e morar nas regiões Sul e Sudeste.

A análise mostrou que um homem que agregue todos os fatores de risco tem no mínimo 800 vezes mais chance de usar maconha do que alguém que esteja afastado dos fatores de risco – uma mulher com mais de 50 anos, baixa escolaridade e moradora da região Norte. Quem está nessa condição tem uma chance muito baixa de usar a droga.

Os fatores de risco são independentes. Assim, ter entre 18 e 30 anos, por exemplo, aumenta o risco de uso da droga em qualquer condição de emprego, sexo, escolaridade ou região.

Ação terapêutica da ayahuasca divide opiniões de especialistas

da Abril

São Paulo, 25 (AE) - Há argumentos e argumentadores de peso para os dois lados da questão: aqueles que apostam na ação terapêutica da ayahuasca - também chamada de hoasca e vegetal - e os que defendem os riscos que ela, usada por várias linhas religiosas no Brasil, poderia provocar à saúde. "É uma substância com propriedades alucinógenas, que promove mudanças químicas no cérebro, levando a distorções no sistema senso perceptivo do indivíduo, ou seja, na capacidade de sentir, ouvir, ver", explica o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo e PhD em Dependência Química. "É complicado afirmar que um alucinógeno é completamente inócuo para o cérebro."

As alucinações desencadeadas pelo chá - que no ambiente religioso são chamadas de mirações e têm o objetivo de promover o autoconhecimento - se devem à ação da dimetiltriptamina (DMT), substância presente nas folhas da chacrona, um das plantas do chá. "A hoasca, assim como a maioria de outros alucinógenos, como LSD e ecstasy, não tem grande risco de dependência. O problema é o risco de dano cerebral associado, já que se trata de uma substância que desregula o cérebro", comenta Laranjeira. "É muito difícil dimensionar qual é o efeito disso mediante um uso crônico ou em pessoas predispostas a desenvolver quadros mentais, como é o caso de filhos de pais com esquizofrenia."

Amantes de álcool serão chicoteados no Sudão, previne o presidente Bechir

da Angola Press

Cartum - O presidente sudanês, Omar el-Bechir, advertiu hoje, quinta-feira, os amantes de álcool da capital que eles serão chicoteados, se eles produzirem, venderem ou beberem bebidas alcoolizadas, interditas pelas leis islâmicas em vigor, noticia a AFP.

"Quem fabricar, beber ou vender bebidas alcoolizadas em Cartum, vamos chicoteá-lo, pouco importa o que pensa as Nações Unidas ou as organizações de defesa dos Direitos Humanos", declarou o "raïs" sudanês num discurso em Oum Dawaban, um feudo da irmandade "Qadariyya" nos subúrbios de Cartum.

Vício em drogas é doença e deve ser tratado com remédios, diz especialista

Do G1

Uma das maiores especialistas em drogas da atualidade esteve em São Paulo na última quarta-feira (24) e foi enfática ao caracterizar a dependência de substâncias químicas como a cocaína, o cigarro e a bebida: “A dependência é uma doença crônica no cérebro humano.”

Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida) dos EUA, afirma que o vício em substâncias químicas afeta uma região do cérebro chamada córtex orbitofrontal, responsável pela tomada de decisões. “Essas pessoas perdem o livre arbítrio para dizer ‘não’”.

A médica, que estuda nos EUA como a dependência química pode alterar as funções cerebrais, deu uma palestra para cerca de 400 profissionais da saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).