sexta-feira, 22 de junho de 2012

Presidente colombiano se diz contra legalização da maconha no Uruguai

Fonte: Terra

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, criticou a intenção do governo uruguai de legalizar a maconha. De acordo com Calderón, seu país foi um dos que mais sofreu até hoje com o problema do narcotráfico e entende que é algo que deve ser discutido mais a fundo. "As decisões unilaterais nunca são as melhores. Porque se legaliza em um país no outro segue ilegal", disse.

Santos, que está no Rio de Janeiro para o Rio+20, lembrou que o problema já foi discutido na última Cúpula das Américas e que é preciso ver o tema pelos vários enfoques: ou endurecer ainda mais as regras contra o consume, ou liberar, ou encontrar uma via alternativa. "É uma questão de alta sensibilidade política para saber que caminho todos devemos adotar", afirmou.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Senti paz, tranquilidade e alegria com maconha, diz ministro uruguaio

Fonte: Folha de São Paulo

O secretário da Presidência do Uruguai, Alberto Breccia, confessou nesta quinta-feira ter fumado maconha em uma ocasião e ter gostado da experiência, em meio à polêmica surgida no país pela proposta do governo de José Mujica de legalizar e controlar a produção e a distribuição da droga.

"Fumei maconha, mas não consumo habitualmente", disse Breccia, 66, cujo cargo tem categoria de ministro, em resposta a uma pergunta dos jornalistas. O funcionário assinalou que a experiência foi "satisfatória," pois sentiu "paz, tranqüilidade e alegria".

No entanto, esclareceu que não voltou a fumar desde aquela ocasião. "Não foi uma experiência que tenha me dado vontade de continuar", argumentou.

Breccia considerou que "para conhecer um determinado assunto é preciso experimentá-lo", embora depois tenha esclarecido que "não em todos" os casos.

Venda de maconha será política externa do Uruguai, diz ministro

Fonte: Terra

A luta pela legalização da venda de maconha será parte da política externa do Uruguai, segundo o ministro da Defesa do país, Eleuterio Fernández Huidobro. Em entrevista coletiva na quarta-feira, ele disse que a medida é um marco no combate ao tráfico de drogas, segundo o jornal uruguaio El País. O projeto de "legalização controlada" da maconha será enviado pelo governo uruguaio ao Parlamento no próximo trimestre.

O plano que será apresentado se difere de outros projetos que já tramitam no Parlamento uruguaio, já que não prevê a liberação do cultivo e produção da droga. "Se permitirmos o cultivo próprio para um ou dois, teremos que permitir para todo mundo, e como controlamos isso?", questionou o ministro da Defesa. Segundo ele, "os projetos que estão no Parlamento apostam no cultivo próprio e descriminalizam a produção". "Nós discordamos do cultivo próprio, pelo menos até que o consumo seja legalizado de maneira generalizada a nível internacional", afirmou Huidobro.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PMs abrem caminho para Marcha da Maconha passar pelo Aterro

Fonte: G1

Manifestantes caminham pelo Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio. Ato quer propor mudanças na política de drogas do Brasil.

Diferente da passeata de maio, quando uma confusão entre manifestantes e policiais militares deixou alguns feridos, a Marcha da Maconha desta terça-feira (19) teve motocicletas da PM abrindo o caminho para centenas de participantes na Cúpula dos Povos, maior evento paralelo à Rio+20, no Aterro do Flamengo.

A caminhada começou pontualmente às 16h20, saindo da frente do Museu de Arte Moderna (MAM), na Zona Sul do Rio de Janeiro, em direção à Praia do Flamengo. No dia 5 de maio, a marcha foi realiozada na Praia de Ipanema. Manifestantes foram agredidos por cassetetes, balas de borracha e estilhaços de bombas de efeito moral.

Uso medicinal da maconha não induz uso em jovens, diz pesquisa

Fonte: O Dia

Estados Unidos -  Pesquisadores de três universidades americanas analisaram dados sobre o consumo de maconha por adolescentes entre os anos de 1993 e 2009. Os economistas descobriram que, mesmo que o uso tenha crescido desde 2005, não há evidências entre a legalização da droga para fins medicinais no país e o aumento do vício entre alunos do ensino médio.

Os responsáveis pela pesquisa das universidades do Colorado, em Denver, do Oregon e de Montana examinaram dados sobre estudantes que participaram da Pesquisa de Comportamento de Risco Juvenil.

O estudo integra informações de 13 estados – Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Nevada, Oregon e Washington – no período em que cada um legalizou a maconha para ser destinada ao uso medicinal.

De acordo com o professor de economia Benjamin Hansen, da Universidade do Oregon, o resultado da pesquisa é importante, pois recentemente o governo federal aumentou os esforços para fechar locais onde existe maconha medicinal. O economista diz que, os dados podem mostrar até uma relação negativa entre a legalização e o uso da droga.

Uruguai planeja legalizar venda de maconha para frear criminalidade

Fonte: Terra

O governo do Uruguai planeja legalizar a venda de maconha para evitar que os adolescentes consumam pasta base de cocaína, que é assinalada como a causa do aumento da delinquência juvenil no país.

Esta é uma das medidas contra a insegurança nas ruas que o Executivo presidido pelo ex-guerrilheiro José Mujica, da esquerdista Frente Ampla (FA), apresentará nesta quarta-feira em entrevista coletiva.

Fontes do Ministério do Interior explicaram que a iniciativa "requer um projeto de lei que ainda deve ser redigido".

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Governo e psicólogos divergem sobre internação compulsória de drogados

Fonte: Agência Câmara

Representantes do governo federal na área de Saúde e psicólogos especialistas em drogas divergiram, em audiência pública, nesta quinta-feira, sobre a possibilidade de os viciados em drogas serem internados compulsoriamente.
O debate ocorreu na Comissão de Seguridade Social e Família, a pedido do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Ele é autor de projeto de lei (PL3167/12) que prevê a internação compulsória de viciados. Na Câmara, há uma comissão especial que analisa projeto (PL 7663/10) que trata do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.

De acordo com o coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori, a internação involuntária do viciado é um ato médico tomado sobre um paciente em um momento crítico. Já a internação compulsória não é um ato médico, mas judicial. "Tanto é que, se um paciente for submetido a um tratamento involuntário e considerar que foi prejudicado, ele pode processar o médico”, diz Tykanori. “Agora, a internação compulsória é uma decisão judicial que incide sobre os direitos da pessoa."