terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alteração no cérebro indica pré-disposição ao consumo de maconha, afirma estudo

Fonte: Veja

Menor volume em região do cérebro de adolescentes que ainda não consumiram a droga pode revelar uso futuro

Havia uma espécie de dilema Tostines entre os cientistas que estudam os efeitos do consumo de maconha no cérebro: o uso intenso da droga provoca danos no cérebro ou danos no cérebro induzem o uso intenso da droga? A resposta é que as duas opções estão certas. Uma nova pesquisa reafirma que a maconha provoca danos cerebrais, mas também mostra que existem alterações prévias no cérebro que podem levar ao consumo da droga.

Estudo australiano publicado na edição de dezembro do periódico especializado Biological Psychiatry afirma que pessoas que têm uma alteração específica no cérebro possuem maior propensão ao consumo abusivo de maconha do que as pessoas sem essa modificação. No caso, os cientistas apontam um volume menor no córtex orbitofrontal como o indicador dessa pré-disposição.

Pés de maconha são apreendidos em sacada de apartamento no PR

Fonte: G1

Polícia chegou à residência em Francisco Beltrão depois de denúncia. Locatário foi levado para a delegacia e alegou consumo próprio.

Quatro pés de maconha foram apreendidos pela Polícia Militar em um apartamento no município de Francisco Beltrão, região sudoeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (12). A operação foi realizada depois de uma denúncia anônima. Do lado de fora desse apartamento, na sacada, a plantação era vista.

Segundo a polícia, a maconha estava em sacos plásticos e os galhos tinham cerca de 70 cm de altura (mais 284 sementes, guardadas em um quarto); já no congelador, foram encontrados 31 g de maconha prensada, “pronta para o consumo”, diz a nota oficial. Havia também outros quatro pés de uma planta que ainda não foi identificada.

O locatário do apartamento declarou que a maconha era para consumo próprio. Ele e a apreensão foram levados para a delegacia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

'Maconha é que nem Bombril, tem 1001 utilidades'

Fonte: Bahia Notícias

Vereador do município de Medeiros Neto pelo PMN, em seu terceiro mandato, Cristiano Alves, o “Pintão”, causou polêmica ao admitir em plenário que usa maconha há mais de 20 anos. Aos 37, o legislador foi presidente da Câmara Municipal da cidade do extremo-sul da Bahia, com pouco mais de 20 mil habitantes, no biênio 2009/2010. Em entrevista ao Bahia Notícias, Pintão defendeu a regulamentação da maconha não apenas para o uso recreativo, mas também para a utilização indústrial, em setores como o de tecidos e combustíveis. “Maconha é que nem Bombril, tem 1001 utilidades”, compara. Segundo ele, o clima do sertão nordestino é ideal para o cultivo de cannabis sativa, e seria uma boa alternativa para incentivar a agricultura familiar na região. Também prega pela maior discussão do tema de forma aberta, sem “satanizar” a erva. “Quis entrar nesse mérito para dizer que quem fuma maconha não é marginal. É pai de família, tem filhos, trabalha, estuda e pode ser representante do povo”, argumenta

Bahia Notícias - Você usou a tribuna da Câmara de Medeiros Neto para assumir que fumava maconha, um posicionamento que, ao menos pelo o que a gente sabe, foi a primeira vez que um vereador fez publicamente na Bahia. Por que você fez aquela declaração?
Pintão - Na verdade, desde que entrei na vida pública me acusam de ser maconheiro, usando esse termo de forma pejorativa para classificar o maconheiro como uma pessoa que não tem qualidade, que não teria capacidade de estar ocupando o lugar que estou hoje na Câmara de Vereadores, já no terceiro mandato. A minha defesa foi realmente assumir. Não negar para a sociedade a minha vida particular, a minha vida interna, porque eu gosto de fazer. Não foi apenas assumir por assumir. Fui acusado de forma pejorativa e então quis entrar nesse mérito para dizer que quem fuma maconha não é marginal. É pai de família, tem filhos, trabalha, estuda e pode ser representante do povo.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fracasso da luta antidroga na América Latina levanta debate sobre legalização

Fonte: AFP

MÉXICO/BOGOTÁ — A violência dos cartéis deixou milhares de mortos este ano na América Latina, particularmente no México, enquanto o consumo não parece diminuir, mostrando o fracasso da estratégia contra o narcotráfico, que alimenta o debate sobre a legalização de algumas drogas.

"Eu não pedi esta guerra", era a mensagem do cartaz levantado por um homem fotografado pela AFP nos arredores de um cassino de Monterrey (noroeste), após o incêndio provocado pelo cartel de Los Zetas que matou 52 pessoas em 25 de agosto na terceira maior cidade mexicana.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Conversas com Antônio

Fonte: Carta Capital

Por Gil Alessi

Nem sorri. É uma expressão semelhante àquela da foto que estampa o pôster do Disque-Denúncia. Sentado numa cadeira de vime, na sala de estar de sua casa no topo da Rocinha, aproveita o momento de tranquilidade para brincar com as filhas e o filho. Em instantes, o sorriso dá lugar a uma expressão preocupada. Num pulo, segura a caçula pelo braço. “Menina, me dá aqui essa tesoura”, diz, ao tirar das mãos da criança o utensílio e um pacote de goiabada. Senta-se, e termina o serviço, enquanto aplica um sermão: “Quantas vezes já te falei pra não mexer em tesoura de ponta? Se você quer alguma coisa, pede que eu abro”.

Sobre uma pequena mesa de centro na sala estão um walkie-talkie e o celular. Nem insere chips diferentes no aparelho, “para dificultar o rastreamento”. Mas o cerco apertou e o traficante passou a usar métodos mais antigos. Ordens e diretrizes importantes passaram a ser despachadas por carta, com uma instrução: queime depois de ler.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Governo não resolverá problema do crack com R$ 4 bilhões e penduricalhos

Fonte: Blog do Maierovitch

Mais uma vez imagina-se que basta injetar dinheiro — no caso, R$ 4 bilhões — e usar paliativos para solucionar um fenômeno sociossanitário que tomou proporções gigantescas no Brasil.

O caso de uso de crack é de autolesão. E a autolesão, como cortar a mão por exemplo, não é criminalmente tipificada. Assim, torna-se necessário saber o estado mental dessa “vítima de si própria” (usuário). Se tem discernimento, não poderá, contra a vontade, ser internada compulsoriamente.

Na hipótese de incapacidade de entendimento, o caso é de interdição, mediante o devido processo legal, com final designação judicial de um curador. E esse deliberará sobre a internação.

Prisão por tráfico de drogas aumentou 62%, diz pesquisa

Fonte: Estadão

Quase um quinto (17%) das prisões por tráfico de drogas em São Paulo foram realizadas com a entrada da polícia na residência dos acusados sem mandado judicial, aponta estudo da pesquisadora Gorete Marques, do Núcleo de Estudos de Violência da USP. O dado, baseado na análise de inquéritos na capital, foi divulgado hoje, em palestra no Rio, pelo professor da Faculdade de Direito de Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.

"Foi a primeira pesquisa desse tipo feita em cima de inquéritos. Tem muita coisa interessante na pesquisa, mas esse foi o dado que ela (Gorete) me autorizou a divulgar", disse Abramovay durante a conferência que celebrou os 18 anos da ONG Viva Rio. Segundo ele, a pesquisa abrange o período de um ano, até o fim do primeiro semestre de 2010.