quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Filha de Bob Marley confessa ter plantado maconha em casa

da Globo.com

NOVA YORK (Reuters Life!) - A filha mais nova de Bob Marley se declarou culpada em um processo sobre uso de drogas depois que a polícia descobriu que ela plantava maconha em sua casa no Estado norte-americano da Pensilvânia, informou o advogado dela.

Makeda Jahnesta Marley , de 29 anos, se declarou culpada na terça-feira de duas acusações, incluindo produção de uma substância controlada.

Dois anos atrás a polícia recebeu um chamado para checar um conflito na casa dela, em West Chester, Pensilvânia, e descobriu quase uma dúzia de pés de maconha no porão, afirmou o advogado dela, Thomas Schindler.

A pronúncia da sentença será em outubro. Em troca da admissão de culpa, promotores retiraram uma sentença de 1 ano de prisão que normalmente seria obrigatória pela quantidade de maconha encontrada na casa dela.

Makeda nasceu semanas depois da morte do pai, vítima de câncer. Ela deve ser sentenciada a uma pena que varia de liberdade condicional a nove meses de prisão.

Numa audiência num tribunal em fevereiro, Makeda disse que o dinheiro deixado pelo pai havia acabado e agora ela trabalhava como garçonete, segundo um jornal local de Swest Chester.

(Reportagem de Christine Kearney)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cogumelos mágicos podem diminuir ansiedade de doentes terminais

do Sol

Um estudo novo demonstra que a psilocibina, componente activo dos cogumelos mágicos, pode aliviar doentes terminais com cancro a suportar a ansiedade da sua condição.

Segundo o site da CNN, participaram no estudo 12 pacientes que tomaram uma pequena dose de psilocibina sob a supervisão de cientistas. Durante três meses depois de terem tomado a psolocibina, os pacientes sentiam-se menos ansiosos e, de uma forma geral o seu humor melhorou. Numa sessão separada e anterior, os mesmos pacientes tomaram um comprimido placebo que pouco afectou os sintomas.

Em entrevistas posteriores, alguns pacientes relataram que a experiência com psilocibina não só lhes deu uma nova perspectiva da sua doença, como também os aproximou da família e amigos. Não agravou o estado de ansiedade dos indivíduos, nem provocou quaisquer efeitos indesejáveis a não ser um pequeno aumento da pressão do sangue e do batimento cardíaco.

Roland Griffiths, um professor de psiquiatria e neurociência norte-americano, afirma a importância deste estudo para desmistificar a utilização deste tipo de drogas na medicina. Os investigadores em geral afirmam que a psilocibina e outros alucinogénicos, quando utilizados em ambiente clínico e controlado, são seguros.

Psiquiatra e psicólogos começaram a explorar os efeitos dos alucinogénicos no humor e ansiedade de doentes terminais nos anos 50. Quando a psilocibina, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD) e outras drogas alteradoras de consciência foram declaradas ilegais nos anos 70, as pesquisas pararam.

Este estudo é o primeiro deste género desde há mais de 35 anos. Foi apoiado por fundações privadas e pelo Heffer Research Institute, uma organização sem fundo lucrativos que é a maior patrocinadora e impulsionadora da segunda geração de pesquisas neste campo.

As sessões em que os pacientes tomavam psilocibina tinham a duração de seis horas, durante as quais estavam deitados num sofá ouvindo música. Embora durante a sessão o paciente praticamente não comunicasse com o médico, ambos continuavam a encontrar-se por seis meses para discutir a experiência e para responder a perguntas acerca do seu humor e ansiedade.

México/Droga: Legalização não reduz violência associada ao tráfico - Polícia EUA

do Diário de Notícias

Cidade do México, 04 set (Lusa) -- O diretor do Serviço de Política Nacional de Controlo da Droga dos Estados Unidos (EUA), Gil Kerlikowske, reprovou hoje a tese de que a legalização de drogas reduza a violência no México.

"Não acreditamos que a legalização conduza à baixa dos atos de violência em parte alguma", disse o considerado 'czar'-anti-droga norte-americano.

Ao participar no Encontro Bilateral para a Cooperação em Matéria de Redução da Procura de Drogas México-Estados Unidos, afirmou que o governo norte-americano rejeita esta abordagem, porque também "não resolve os problemas económicos, nem de justiça".

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Manifestantes pedem legalização da maconha no México

da AFP

MÉXICO — Mais de 200 pessoas de todas as idades se reuniram neste domingo em um parque do centro da Cidade do México para fumar maconha e pedir a legalização da droga, constatou a AFP.

Os manifestantes se reuniram na Alameda, um dos locais mais tradicionais da cidade, para fumar maconha, considerada ilegal no México.

Os participantes fumaram com cachimbos, muitos deles enfeitados com crânios de cerâmica, conforme a tradição das culturas pré-hispânicas, ouvindo as palavras de ordem proferidas pelo organizador do protesto.

Os pedidos pela legalização das chamadas "drogas brandas", como a maconha, têm se intensificado no México, principalmente por parte dos partidos de esquerda, como recurso para conter a violência ligada ao narcotráfico, que deixou mais de 28.000 mortos desde dezembro de 2006.

O ex-presidente Vicente Fox (2000-2006), do mesmo partido do presidente Felipe Calderón, o conservador Ação Nacional, também passou a defender a legalização em meados de agosto.

O México é um dos países da América Latina que autorizam o porte de uma "dose pessoal" de droga.

sábado, 4 de setembro de 2010

Decisão do STF sobre pena alternativa para tráfico divide especialistas

da Globo.com

RIO - Criminalistas ouvidos, nesta quinta-feira, pelo GLOBO divergiram sobre uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que cabe ao juiz fixar a pena para traficantes de drogas, podendo o magistrado optar, inclusive, pela aplicação de punições alternativas no lugar da prisão. A maioria dos ministros entendeu que o Congresso ultrapassou o poder de legislar, quando proibiu a aplicação de penas alternativas para traficantes, ao editar a nova Lei de Drogas, em 2006. A lei não esclarece quem é traficante e quem é usuário, nem a quantidade de droga necessária para a pessoa ser enquadrada numa ou noutra categoria.

Enquanto alguns criminalistas elogiam a decisão, por considerá-la um avanço ao permitir a individualização dos casos, outros acreditam que a medida será um duro golpe na guerra contra o crime organizado. O procurador-geral de Justiça do Rio, Claudio Lopes, disse que, embora respeite a decisão dos ministros, está convicto de que ela representa um retrocesso no combate às drogas:

- A decisão é incompatível com um delito que a própria Constituição Federal equipara ao crime hediondo.

Políticos negociam voto por pedras de crack em Solânea, revela juiz eleitoral

do Click PB

O juiz eleitoral de Solânea, Ozenival dos Santos, fez um denúncia grave de um esquema de compra de votos em troca de pedras de crack.

Em entrevista concedida ao Correio Debate, da 98 FM, o juiz revelou que existem políticos envolvidos com consumidores e traficantes, ajudando a disseminar o tráfico na localidade. 

Ainda segundo Ozenival dos Santos, os cabos eleitorais dos candidatos são os "negociadores" da compra de votos por crack. "As pessoas são capazes de votar em troca de duas pedras de crack", lamentou. 

Ainda de acordo com o juiz, o esquema conta também com a participação de mototaxistas que entregam as drogas aos eleitores.

Para combater este crime, o delegado da Polícia Federal, Derly Brasileiro, enviará equipes até 10 dias antes das eleições para a região de Solânea.

México deve apoiar legalização de maconha na Califórnia, defende líder hispânico nos EUA

do Opera Mundi

O México deveria apoiar a proposta de lei no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que prevê a legalização da maconha, como forma de reconhecer que a política oficial de enfrentamento violento e "guerra às drogas" fracassou, defende o líder da principal associação política de hispânicos nos EUA, Antonio González.

Em entrevista ao jornal mexicano La Jornada nesta quinta-feira (2/9), o presidente da Liga de Eleitores Latinos fez referência à Proposta 19, que será submetida a plebiscito na Califórnia no início de setembro. Se aprovada, a medida legalizará o consumo pessoal de Cannabis sativa e regulamentará sua venda e distribuição, como já é feito com bebidas alcoólicas. Para González, mudança da lei no estado norte-americano, que é vizinho ao México, poderia ajudar a reduzir a violência ligada ao tráfico e a falta de segurança que prejudicam os habitantes das regiões próximas das fronteira entre os dois países.