segunda-feira, 21 de junho de 2010

Estudo: maconha piora sintomas de pessoas com esquizofrenia

do Terra

Um estudo realizado na Holanda afirma que a maconha pode causar uma rápida melhora para pessoas que sofrem de esquizofrenia, mas piora os sintomas psicóticos após algumas horas. Por outro lado, os pesquisadores também afirmam que a droga tem uma substância que pode ser utilizada em benefício dos pacientes. As informações são do Live Science.

Os cientistas monitoraram 48 pacientes psiquiátricos e 47 pessoas saudáveis e registraram o que eles faziam e como se sentiam 12 vezes ao dia durante seis dias. Todos os participantes eram usuários da droga.

Segundo os pesquisadores, os pacientes que sofriam de esquizofrenia se mostraram mais sensíveis aos efeitos negativos e positivos da maconha. Os cientistas afirmam que os pacientes até se sentem melhores com o uso da droga, mas o consumo prolongado só piora sintomas psicóticos.

De acordo com a reportagem, a pesquisa ainda indica que o uso de maconha pode levar causar sintomas de esquizofrenia em pessoas que tem propensão a doenças mentais. Além disso, o estudo diz ter identificado dois componentes da droga que trazem benefícios e problemas para os pacientes, sendo que o segundo, inclusive, poderia aliviar os sintomas psicóticos. Os cientistas agora estudam a aplicação dessa substância para descobrir se ela pode ser utilizada pelos pacientes.

À venda o primeiro medicamento de cannabis

do IOL Diário

Um medicamento à base de cannabis começou esta segunda-feira a ser vendido no Reino Unido. O fármaco, desenvolvido pela farmacêutica GW, chama-se Sativex, e será usado em tratamento de doentes com esclerose múltipla, avança a agência «Reuters».

Depois de 11 anos de testes laboratoriais, o medicamento chega agora às farmácias, onde será vendido apenas com receita médica e a um preço de cerca de 13 euros.

É comercializado como analgésico em substituição dos cigarros de cannabis, cuja venda estava já autorizada no Reino Unido para os casos mais graves da doença.

Nos EUA o Sativex está a ser testado para atenuar a dor em doentes com cancro em estado terminal e os médicos americanos estimam que possa vir a ser aprovado em breve.

Começa hoje a semana sobre Álcool e outras Drogas

do H News

O Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e Drogas (Comad) faz hoje (21), às 19h30, na Câmara Municipal de Londrina, localizada na rua governador Parigot de Souza, 145, a abertura oficial da Semana Sobre Álcool e Outras Drogas, com o tema: “A gente conversa, a gente se ajuda”. As atividades são organizadas pela Prefeitura de Londrina, por meio de diversas secretarias, Fundação Tamarozzi, instituições de ensino superior, entidades ligadas a tratamentos, entre outros órgãos.

A presidente do Comad, Vera Lúcia Feliciano Lopes, explicou que as atividades informativas já começaram no sábado (19), no calçadão. “Nós orientamos as pessoas sobre os locais que ajudam a combater o vício, as atividades desenvolvidas por essas entidades e como podemos colaborar um com os outros na luta contra o álcool e outras drogas”, destacou.

Vera Lúcia enalteceu ainda que a finalidade dessas ações é tentar viabilizar o atendimento da crescente demanda de pessoas com algum vício, informar os tratamentos existentes contra as drogas e os locais da cidade que oferecem estes serviços, além de fomentar uma política de erradicação do preconceito existente na abordagem do tema.

Confira abaixo a programação de toda da Semana Sobre Álcool:

Pesquisa aponta que 18,9% dos brasileiros exageram na bebida

do Terra

A proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.

Segundo o Ministério da Saúde, a pesquisa considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres. O levantamento mostra que as situações de consumo excessivo são mais frequentes na população masculina. No ano passado, 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.

"Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração", diz a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta. Segundo ela, considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), Estados Unidos (15,7%) e Argentina (14%).

De acordo com a Vigitel 2009, o consumo abusivo de bebida alcoólica é mais frequente entre os jovens de 18 a 24 anos (23%). À medida que a idade avança, o número de exageros diminui. De 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos, 17% e 10,5% da população relatam que beberam em excesso, respectivamente.

Percentual de fumantes no País cai para 15,5%, diz pesquisa

do Abril.com

A proporção de fumantes no País caiu de 16,2% para 15,5% entre 2006 e 2009, revela a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proporção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (21), foi realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Nutrição em Saúde da Universidade de São Paulo (USP). Foram entrevistados 54 mil adultos.

De acordo com o levantamento, 19% dos homens e 12,5% das mulheres fumam. A maior queda no uso do cigarro no País ocorreu entre as pessoas na faixa de 35 a 44 anos. Em 2006, 19% da população nessa faixa etária era de dependentes do tabaco. Em 2009, a proporção de fumantes baixou para 15,1%.

domingo, 20 de junho de 2010

Crack está solto nas ruas

do Diário do Nordeste

Torna-se inacreditável, considerando-se o curto espaço de tempo, inobstante o seu alto poder, que o crack tenha se espalhado tão rapidamente no País. Depois de inundar as praças e ruas das grandes cidades, penetrando em todos os seus espaços disponíveis, instala-se também nas chamadas áreas de Fortaleza, a exemplo do campo do América, no Meireles, bem próximo a uma delegacia de polícia e ao palácio da abolição. Isso para não se falar na Beira Mar, cartão de visita da capital ou outros lugares importantes como os próprios colégios. Audiências são realizadas na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, criam-se entidades específicas no combate as drogas, inclusive nos subúrbios das cidades e até mesmo as ONGs de existência tão duvidosa quanto aos resultados do trabalho que desenvolvem, enquanto a polícia dispõe de departamento específico para cuidar da questão sem que, contudo, tenhamos à vista somas práticas de suas ações. E cada vez mais se avoluma a onda avassaladora do crack indiferente à existência desses aparelhos instituídos para combatê-lo. Não é difícil encontrar nas esquinas ou nas localidades menos frequentadas, grupos de menores comercializando e ao mesmo tempo consumindo a droga. Do mesmo modo o quadro se reflete no país inteiro, ganhando as serras, embrenhando-se pelos sertões.

Judiciário enfrenta dificuldades para aplicar penas alternativas para usuários de drogas

da Globo.com

BRASÍLIA - O Judiciário enfrenta dificuldades para aplicar penas alternativas a usuários de drogas, e o atendimento especializado ao dependente esbarra na deficiência dos Juizados Especiais. Essas varas não estão aparelhadas para julgar os viciados e enviá-los a locais para tratamento. Um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos Tribunais de Justiça descobriu que apenas alguns juizados do Rio, do Distrito Federal e um foro regional de Santana, em São Paulo, avançaram no atendimento.

Um dos pilares da nova Lei Antidrogas, em vigência desde 2006, as penas alternativas substituíram a prisão para o usuário. Pela nova lei, o juiz determinará ao poder público que ponha à disposição gratuitamente um estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para o tratamento.

Com o baixíssimo cumprimento da lei, o CNJ editou resolução determinando que os TJs criem, em 120 dias, equipes multiprofissionais para captar redes de atendimento a usuários. Os tribunais terão de treinar juízes a lidar com a nova lei.