domingo, 6 de junho de 2010

3 em cada 4 moradores de rua usam álcool ou drogas

do Último Segundo

O uso de substâncias psicoativas é uma constante nas ruas de São Paulo. Pesquisa feita Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), sob encomenda da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da prefeitura, aponta que 74% dos moradores entrevistados utilizam álcool, drogas ou ambos. Ente os jovens de 18 a 30 anos a proporção atinge 80%. O álcool é a substância mais utilizada (65%) e é mais freqüente entre os mais velhos. O consumo de drogas atinge 37% da população, mas alcança 66% dos jovens até 30 anos. A droga consumida mais freqüentemente pelos jovens é o crack, usada por mais da metade deles.

O consumo entre os moradores de rua é superior ao encontrado entre os que freqüentam os centros de acolhida em instituições como albergues.

Cigarro pode causar cegueira

do SportLife

Há pelo menos 1 bilhão de fumantes em todo o planeta, e essas pessoas têm o dobro de chances de ficarem cegas, segundo alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com especialistas, o tabagismo é a segunda maior causa de mortes no mundo, atrás apenas de problemas cardiovasculares, sendo responsável pelo óbito de um a cada dez adultos. E o cigarro pode afetar, inclusive, pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes, causando doenças graves, incluindo aquelas que podem levar à cegueira.

“O olho é uma das regiões mais atingidas pelo tabaco, tanto em fumantes ativos quanto em passivos. O risco de desenvolver catarata é duas vezes maior entre fumantes que entre não-fumantes”, alerta a oftalmologista Neuza Rios, do Hospital Oftalmológico de Brasília. “Existe também maior incidência de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) em fumantes, que têm até 2,5 vezes mais chances de ter a doença. A DMRI leva à baixa acuidade visual (qualidade e quantidade de visão), muitas vezes irreversível”, completa. De acordo com a especialista, o hábito de fumar favorece a manifestação da DMRI, na medida em que as toxinas presentes no tabaco aumentam o estresse oxidativo da retina e faz surgir novos vasos sanguíneos anormais sob a mácula. “Esses vasos, por serem anormais, deixam extravasar líquidos que danificam a visão, dando a sensação de embaçamento central”, explica.

Além da catarata e da degeneração macular, a exposição ou uso do tabaco em médio e longo prazo pode causar olho seco, piora na tolerância ao uso de lentes de contato (o que aumenta o risco de úlceras corneanas), dificuldade para controlar conjuntivites alérgicas, além de poder aumentar a pressão intraocular, facilitando o surgimento e dificultando o controle do glaucoma. “Estudos recentes também relacionam uma maior incidência de estrabismo e hipermetropia em filhos de mães fumantes”, completa a oftalmologista.

Fernando Fischer

Beber quatro latas de cerveja por dia pode causar problemas de ereção, diz pesquisadores

do SRZD

Praticamente metade das pessoas dependentes de álcool ou outras drogas tem alguma disfunção sexual. É o que mostra um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

As principais disfunções encontradas foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e até dor durante a relação sexual (4%).

Segundo os pesquisadores afirmam que as drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação. Já o álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção.

A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, acabam com a libido. Também acontece com as drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.

O abuso, do álcool, por exemplo, é definido pelo consumo diário de mais de três doses (a dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado), para homens, e mais de duas, para mulheres.

Outro dado, considerado importante pelos pesquisadores, foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados.

Cerca de 41% não usam preservativos nas relações sexuais. A média de parceiras foi de cinco ao ano. Segundo os autores da pesquisa, essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.

Estudo: álcool mata células-tronco de cérebros de adolescentes

do Terra

Um estudo em cérebros de macacos produziu a melhor evidência de que grandes bebedeiras podem causar danos duradouros a cérebros de jovens. O maior problema ocorre nas células-tronco destinadas a se tornarem neurônios no hipocampo, a área do órgão responsável pela memória e a noção espacial. As informações são do New Scientist.

Segundo a pesquisa, os cérebros de macacos se desenvolvem da mesma maneira que os de humanos, o que indica que os mesmos resultados seriam encontrados em adolescentes.

O estudo
Chitra Mandyam, do Instituto de Pesquisas Scripps, no Estado americano da Califórnia, e sua equipe deram drinks durante uma hora por dia durante 11 meses a macacos. Dois meses depois, os animais eram mortos e seus cérebros comparados com os de macacos que não consumiram álcool.

Os primeiros tinham 50% a 90% menos células-tronco nos seus hipocampos comparados com os que não beberam. "Nós vemos um profundo decréscimo em células vitais", diz Mandyam à reportagem.

Além dos possíveis problemas de memória e de habilidades espaciais, os pesquisadores acreditam que o consumo prematuro de álcool pode levar mais facilmente à dependência quando esses jovens chegarem à idade adulta. Estudos anteriores já indicaram que 41% dos adolescentes que começam a beber aos 12 anos desenvolvem dependência, enquanto que, entre aqueles que começam a beber aos 18 anos, a dependência chega a 11%.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Parte dos usuários não aceita se tratar

da Gazeta do Sul

Santa Cruz encaminha 30 pessoas por mês, a maioria jovens usuários de crack, para desintoxicação em comunidades terapêuticas em Rio Pardo e Candelária: 15 em cada cidade. Os pacientes ficam internados durante 21 dias. Um dos problemas começa porque a ida não é obrigatória. Parte dos usuários não aceita a indicação, volta para casa e retorna para as drogas. O presidente da clínica Recomeçar, Roberto Moura, detalha a consequência do relacionamento da juventude de Santa Cruz com as drogas, em especial, o crack. “A gente teve que botar grades. As pessoas tentam fugir pelas janelas”, revela.

O presidente do Conselho Municipal Antidrogas, Flávio Costa, ressalta que a atual geração do tráfico de drogas destrói mais rapidamente a juventude. “Antes, os viciados em maconha também roubavam os pais para comprar a droga. Mas a velocidade das consequências era muito menor. Hoje, o crack em seis meses já traz tudo isso, desde roubos até o tráfico”, avalia.

O Centro de Atenção Psicosocial para Álcool e outras Drogas, o Caps AD, atende atualmente cerca de 210 pacientes. Oitenta por cento de usuários de drogas. Desse grupo, de cada 10, nove são jovens, com menos de 30 anos. Já as estimativas da Comunidade Terapêutica Recomeçar apontam que 90% dos atendimentos são de viciados, na maioria, em crack. De cada dez, sete são jovens que se envolveram com drogas. A situação ainda atinge os menores. Entre os registros, crianças de oito anos já viciadas.

Governo vai priorizar luta ao tráfico de droga

do Angola Press

Nice - O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, afirmou hoje (segunda-feira), em Nice, no sul de França, que a luta ao tráfico de droga é um desafio e uma prioridade do seu actual Governo.

Falando durante uma conferência de imprensa realizada à margem da 25ª cimeira África-França, o líder bissau-guineense insistiu na dimensão sub-regional e mesmo planetária do tráfico de droga.

Segundo o chefe do Estado, a luta e a erradicação deste fenómeno exigem uma coordenação e uma acção colectiva.

"Esperamos da presente cimeira um sinal forte e uma resolução que vai neste sentido", declarou o Presidente bissau-guineense que participa na 25ª cimeira França-África aberta hoje (segunda-feira) em Nice.

Há vários anos, a Guiné-Bissau é regularmente citada como um Estado narcotraficante e uma placa giratória do tráfico internacional de droga na África Ocidental.

Fidel Castro: O Império e a droga

da Prensa Latina

Havana, 31 mai (Prensa Latina) O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, manifestou hoje que os Estados Unidos devem explicar como resolverá os problemas das drogas.

Em uma reflexão intitulada "O Império e a droga", Fidel Castro assinalou que há que pedir à grande potência apoiada em quase mil bases militares e sete frotas acompanhadas de porta-aviões nucleares e milhares de aviões de combate, com as quais tiraniza o mundo, que nos explique como vai resolver o problema das drogas.

O líder cubano recordou que no ano de 1839 a Reina Vitória I, do Reino Unido, impôs a Primeira Guerra do Ópio, com comerciantes ingleses e norte-americanos com forte apoio da Coroa inglesa, que viram a possibilidade de grandes intercâmbios e lucros.

A essa altura, muitas das grandes fortunas dos Estados Unidos foram baseadas naquele narcotráfico, acrescentou Fidel Castro.

A Prensa Latina transmite a seguir o texto na íntegra da reflexão do líder cubano:
Reflexões do companheiro Fidel

O império e a droga

Quando fui preso no México pela Polícia Federal de Segurança, que por azar considerou suspeitos alguns movimentos nossos, apesar de serem feitos com muito cuidado para evitar o golpe da mão assassina de Baptista –  mesmo com fez Machado no México quando no dia 10 de Janeiro de 1929 seus agentes assassinaram Julio Antonio Mella na capital desse país – , ela imaginou que se tratava de uma das organizações de contrabandistas que atuavam ilegalmente na fronteira desse país pobre em suas trocas comerciais com a poderosa potência vizinha, industrializada e rica.