terça-feira, 1 de junho de 2010

Cientistas testam a primeira vacina para parar de fumar

do Globo.com

RIO - Cientistas dos Estados Unidos começaram os ensaios clínicos da primeira vacina para ajudar as pessoas a pararem de fumar e evitar que depois elas voltem ao vício. A vacina atua bloqueando a sensação de prazer produzida pela nicotina no fumante. Esta é a primeira vez que se adota este enfoque no combate ao tabagismo. Todos os tratamentos convencionais até hoje, como o chiclete de nicotina, tinham como objetivo fazer com que os fumantes largassem aos poucos o cigarro. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que comemora na próxima segunda-feira, 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco, o tabagismo é a segunda causa de morto em todo o mundo, depois da hipertensão.

Os ensaios clínicos da nova vacina, chamada NicVax, serão feitos por médicos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em 25 clínicas americanas.

- O uso da vacina para tratar a dependência à nicotina é um dos enfoques mais inovadores que já foram feitos para combater o vício - disse o professor Jonathan Henry, que está conduzindo os testes. - Temos muitas esperanças de que esta estratégia ajudará os fumadores a abandonar o vício.

Quando a nicotina entra na corrente sanguínea cruza rapidamente a barreira entre os vasos e o encéfalo (a chamada barreira hematoencefálica, cuja função é impedir que as substâncias tóxicas a atravessem) e fica presa aos receptores de nicotina no cérebro. Isso provoca a liberação de substâncias estimulantes como a dopamina, que proporcionam ao fumante a sensação prazerosa que leva ao vício.

A nova vacina estimula o sistema imunológico para que ele produza anticorpos que aderem à nicotina criando uma substância grande demais para atravessar a barreira hematoencefálica. Assim, impedem que a nicotina cause a sensação de prazer. As primeiras fases dos ensaios clínicos mostraram que a vacina é capaz de criar este mecanismo e como os anticorpos permanecem no organismo por períodos mais longos, evita a retomada do vício.

A reicidência é um dos maiores problemas para se superar nos tratamentos atuais contra o tabagismo. Estudos comprovam que as taxas de retomada depois que um fumante larga o cigarro podem chegar a 90%.

Os cientistas disseram que nos ensaios clínicos feitos com cerca de mil indivíduos, os partoicipantes tomaram a vacina várias vezes durante 12 meses. Os resultados finais são esperados para 2012. E caso haja êxito, a vacina chegará logo depois ao mercado.

Meninas adolescentes fumam mais que garotos, diz pesquisa

do Yahoo Notícias

Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em escolas públicas da cidade de São Paulo, revelou que as meninas estão fumando mais que os garotos. Entre os cerca de 10% dos alunos que fumam, 61% deles são mulheres. Além disso, atualmente, cerca de 17,1 milhões mulheres ainda fumam no Brasil.

Dikran Armaganijan, diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da SBC, declarou estar preocupado. A pesquisa feita pela SBC, com 2.829 estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, constatou que quase 10% dos alunos fumam, sendo 61% meninas e 39% meninos. Entre as garotas, 11% fumam a menos de um ano; 59% entre 1 e 3 anos; 28% entre 4 e 6 anos; e 2% mais do que 6 anos.

De acordo com Silvia Cury, integrante do Comitê Antitabaco da SBC e coordenadora da pesquisa, mundialmente o uso do cigarro entre as meninas têm aumentado e a indústria tabagista vem comercializando produtos "light" e com "baixos teores de alcatrão e nicotina" com forte apelo entre as mulheres. "Os riscos destes produtos são os mesmos", afirma.

Dia Mundial Sem Tabaco
Domingo (31), será comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco. Este ano, o tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é "Tabaco e Mulher". Armaganijan explica que a mulher foi escolhida para ser o foco da campanha por dois motivos: por ela ser influente na decisão do marido ou companheiro em largar o cigarro e por ela própria quando é a fumante. "É preciso alertar sobre os danos causados no organismo feminino pelo tabaco, que muitas vezes está associado à pílula anticoncepcional e pode causar infarto e derrames precocemente", alerta.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indica benefícios crescentes ao parar de fumar:
Após 20 minutos, a pressão arterial e a freqüência cardíaca voltam ao normal;
Após 8 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue normaliza;
Após 24 horas, diminui o risco de ataque cardíaco;
Após 48 horas, O olfato e o paladar melhoram;
Após 72 horas, a capacidade pulmonar aumenta em até 30%;
Após 2 semanas, a circulação sanguínea aumenta e caminhar torna-se mais fácil;
De um a nove meses após parar de fumar, há um aumento da capacidade física e energia corporal;
Após cinco a 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

Com apenas dois anos de idade, menino fumante já pode estar viciado

do G1

O menino indonésio de dois anos que fuma cerca de 40 cigarros por dia já é uma provável vítima do vício em cigarros, afirmam pneumologistas ouvidos pelo G1 nesta quinta-feira (27). Na última quarta, a agência de notícias Barcroft Media divulgou imagens do pequeno Aldi SugandaRizale que, de acordo com sua família, tem esse hábito desde os 18 meses e fica furioso quando fica sem fumar.

Segundo Oliver Nascimento, médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ninguém começa a fumar tanto de uma só vez. O número de cigarros aumenta conforme o cérebro se torna dependente da nicotina.

Aldi SugandaRizal, de 2 anos, é visto fumando cigarro enquanto brica com parentes em 23 de maio, em Sekayu, distrito de Sumatra, na Indonésia. (Foto: Barcroft / Getty Images)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Marina critica declaração de Serra sobre tráfico de drogas na Bolívia

do G1

A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou nesta sábado (29) a declaração do tucano José Serra de que o governo boliviano é “cúmplice" do tráfico. A frase de Serra já provocou reações no Brasil e na Bolívia. A pré-candidata do PV concedeu coletiva na cidade de Campinas (SP).

Para Marina, o adversário errou por ter generalizado o problema do narcotráfico naquele país. “Não é assim que se trata um país irmão, até porque o povo boliviano não merece esse tipo de generalização”.

Ela destacou que os problemas enfrentados pela Bolívia “talvez não sejam diferentes de outros países”. Comparou ainda a questão com a violência em cidades brasileiras.

“Imagina se a gente fosse generalizar a violência que acontece nas favelas, as milícias paralelas que acontecem em regiões difíceis como se fosse por conivência do governo, que o governo está por trás disso? Não se pode fazer essa generalização”, afirmou Marina.

A pré-candidata comentou também a possibilidade de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao reajuste maior dado pelo Congresso aos aposentados e o fim do fator previdenciário, método de cálculo para os benefícios.

Apesar de ter votado favoravelmente ao tema, Marina defendeu o veto ao fim do fator. “Sou contrária à questão do fator, sou a favor do veto. Votei apenas para que tramitasse, para que não voltasse para a Câmara, mas já tinha sinalização do veto”. No caso do reajuste, ela defendeu que se mantenha o percentual de 7,7%, aprovado pelo Congresso. Marina disse ser preciso fazer uma política para se recuperar o valor das aposentadorias.

Polícia incinera 28 mil pés de maconha em Curaçá

do Tribuna do Sisal

Policiais civis e militares erradicaram e incineraram 28 mil pés de maconha na localidade denominada “Fazenda Estreito”, em Curaçá. no inicio da manhã de domingo (23).

Os agentes da Delegacia da cidade receberam informações através de denúncia anônima que no local havia uma plantação de maconha. Ao chegar ao local, foi constatada a veracidade da informação.

Somente uma pessoa foi presa na operação, Gregório da Silva Pereira, que estava no meio da plantação de maconha quando a polícia chegou. Ele está preso na delegacia de Curaçá. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Reginaldo da Silva Pereira, filho do fazendeiro e responsável pelo cultivo da erva está foragido. A droga erradicada naquela localidade correspondia a 5,5 mil quilos.

Foto: Neto Maravilha

The research on marijuana in Brazil

da Revista Brasileira de Psiquiatria

Surveying the research on marijuana in Brazil is a difficult undertaking, especially because until the 1950s or 1960s Brazilian scientific journals had an ephemeral life, were not indexed, and many of them cannot be found in libraries today.

In an incomplete review, the Brazilian Center of Information on Psychotropic Drugs (CEBRID, in the Portuguese acronym) listed a total of 470 Brazilian scientific articles related to marijuana published on the 20th and 21st centuries, only 39 of which were published until 1955. The two first articles date back to 1934 and were written by J. Lucena and published in the scientific journals Arquivos da Assistência aos Psicopatas de Pernambuco (Archives of Assistance to Psychopaths of the State of Pernambuco) and Revista Médica de Pernambuco (Pernambuco Medical Journal). Lucena and his colleagues were probably the most prolific researchers at that time, giving their State the deserved honor and describing the symptoms presented by marijuana users in the articles "Marijuanism and hallucinations", "Marijuana smokers in Pernambuco", "Chronic marijuanism and psychosis", "Some evidence on marijuana smokers", and others published in the previously mentioned journals and in Revista Neurobiologia (Journal of Neurobiology). It was at that time, between 1930 and 1940, that the repression to the use of marijuana gained strength in Brazil with the publication, by several Brazilian researchers, of articles with startling titles: "The evils of marijuana", "Marijuana – Brazilian opium", "The social dangers of marijuana", "Toxicomanias", "Marijuana intoxicated individuals in Porto Alegre", "Addiction to Liamba in the state of Pará – a toxicosis that reappears amongst us", etc.). In the same period, law enforcement actions were set off against marijuana breeders and users, supported by Federal Law Decree 891 of November 25, 1938.1

Presidenciáveis lançam “cruzada” antidrogas por votos

do R7

Tema recorrente em ano de eleições, o combate ao tráfico de drogas voltou a dominar o discurso dos pré-candidatos à Presidência nos últimos dias. Enquanto a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, foca na luta contra o crack – embarcando no recém-lançado plano federal para combater a droga -, o adversário José Serra (PSDB) prega a criação de um Ministério da Segurança Pública e aumenta a ofensiva contra a Bolívia, e Marina Silva (PV) defende uma “reforma geral” no setor.

Para especialistas ouvidos pelo R7, a discussão sobre o tema busca conquistar eleitores de todas as classes sociais que se sintam ameaçados, mas não chega a ser crucial para vencer as eleições. É o que diz o cientista político da Fesp (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), Aldo Fornazieri, que vê no eleitor da classe média o principal alvo do discurso.

- É um tema que preocupa a sociedade de um modo geral, mas não é o que define uma eleição. [...] Como nas favelas isso faz parte do cotidiano dos moradores, que acabam tendo outras carências, é o eleitor de classe média quem mais se interessa pela questão.

Discursos

Embora possa não ser decisiva nas urnas, a luta contra o crack se tornou a “vedete” dos políticos em 2010. Pouco antes de o governo lançar um plano nacional para enfrentar a droga, na semana passada, Dilma já defendia uma abordagem específica para a questão. O governo, no entanto, nega que o programa tenha caráter eleitoreiro.