do R7
Tema recorrente em ano de eleições, o combate ao tráfico de drogas voltou a dominar o discurso dos pré-candidatos à Presidência nos últimos dias. Enquanto a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, foca na luta contra o crack – embarcando no recém-lançado plano federal para combater a droga -, o adversário José Serra (PSDB) prega a criação de um Ministério da Segurança Pública e aumenta a ofensiva contra a Bolívia, e Marina Silva (PV) defende uma “reforma geral” no setor.
Para especialistas ouvidos pelo R7, a discussão sobre o tema busca conquistar eleitores de todas as classes sociais que se sintam ameaçados, mas não chega a ser crucial para vencer as eleições. É o que diz o cientista político da Fesp (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), Aldo Fornazieri, que vê no eleitor da classe média o principal alvo do discurso.
- É um tema que preocupa a sociedade de um modo geral, mas não é o que define uma eleição. [...] Como nas favelas isso faz parte do cotidiano dos moradores, que acabam tendo outras carências, é o eleitor de classe média quem mais se interessa pela questão.
Discursos
Embora possa não ser decisiva nas urnas, a luta contra o crack se tornou a “vedete” dos políticos em 2010. Pouco antes de o governo lançar um plano nacional para enfrentar a droga, na semana passada, Dilma já defendia uma abordagem específica para a questão. O governo, no entanto, nega que o programa tenha caráter eleitoreiro.